Fotografia: História do tempo (History of time)

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Fotos: Chronosfer. O caminhar pelo tempo mais que viver, mais que olhar o que passou e oque ainda é, é um caminhar por nós mesmos. As marcas, visíveis ou não, se instalam em nossos olhos, percorrem outros caminhos, passam pelo coração e chegam a alma. E nela, o tempo revela seus segredos. Nem sempre escutamos.

Walking through time rather than living, rather than looking at what has passed and what is still, is a walk on our own. The marks, visible or not, settle in our eyes, travel other paths, pass through the heart and reach the soul. And in it, time reveals its secrets. We do not always listen.

 

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Fotografia: A solidão da cidade (The loneliness of the city)

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Fotos: Chronosfer. O cinza da cidade é uma marca. De algum dia, de algum tempo, de um momento. Faz visita vez por outra, aparece na escada solitária em uma parede, no reflexos de copos atrás das grades (será uma metáfora dos dias de hoje?), nas ruas desertas. É nesta solidão que meu coração habita e percorre seus caminhos.

The city’s gray is a mark. Someday, some time, a moment. You visit once in a while, enjoy the solitary staircase on a wall, the reflections of glasses behind the bars (will it be a metaphor of the present day?), In the deserted streets. It is in this solitude that my heart dwells and walks its paths.

Fotografia: No campamento da tradição (In the tradition camp)

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Fotos: Chronosfer. Setembro é mês dos gaúchos do Rio Grande do Sul. revolução Farroupilha, tradições, o fogo de chão, a churrasco, a pinga, as danças, o acordeon, os violões. No acampamento, o encontro. Todos os anos um tempo passado se torna cada vez mais presente. É quando nos descobrimos em amor pelo que nos contam da nossa história e da ainda iremos construir.

September is the month of the gauchos of Rio Grande do Sul. Farroupilha revolution, traditions, the ground fire, the barbecue, the drip, the dances, the accordion, the guitars. In the camp, the meeting. Every year a past time becomes more and more present. It is when we discover ourselves in love for what we are told about our history and about what we will still build.

Fotografia: Simplicidade (Simplicity)

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Fotos: Chronosfer. Apenas o caminhar, os olhos atentos ou distraídos, a vida vivendo o seu normal. Esse comum cotidiano conforta, alenta, comove ou passa despercebido. O olhar é assim, por vezes.  A vida, no entanto, nunca passa despercebida por ser vida. E dentro de nós, há vida sendo vivida.

Just the walk, the eyes attentive or distracted, life living your normal. This common everyday comforts, encourages, moves or goes unnoticed. The look is like that, sometimes. Life, however, never goes unnoticed by being life. And within us, there is life being lived.

Fotografia: Pelo caminho (By the way)

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Fotos: Chronosfer. Pelo caminho, os olhos são depósitos. Da vida, da memória, do momento. Alguns, escapam, outros permanecem para todo o sempre. Os acordes da lembrança suavizam esse caminhar. E faz a vida ser mais livre.

On the way, the eyes are deposits. Of life, of memory, of the moment. Some escape, others remain forever. The chords of remembrance soften this walk. And it makes life more free.

Fotografia: Bucólico (Bucolic)

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Fotos: Chronosfer. Uma das imagens que visitaram meus olhos e neles se fixou foi a de uma viagem de ônibus feita de El Calafate a Rio Gallegos, na Patagônia argentina. Das montanhas ao litoral. Entre um e outro, a estepe, o quase deserto. A solidão. O bucólico. A noite chegara e aqui e ali apenas o brilhos das estrelas no azul marinho do céu. De repente, uma luz à distância. Vida. Seres Humanos. Casa. Uma sensação de que o caminho sempre no leva a algum lugar para além do próprio destino. As fotos acima não são desse percurso. Não as tenho. Todavia, ao olhar o campo, o córregos, os animais , as casas, o verde da mata a sensação do para além do destino foi depositada mais uma vez em meus olhos. É a vida vivendo o seu normal.

One of the images that visited and fixed my eyes was on a bus trip made from El Calafate to Rio Gallegos, in Argentine Patagonia. From the mountains to the coast. Between the one and the other, the steppe, the almost desert. The loneliness. The bucolic. The night had come and here and there only the glow of the stars in the navy blue sky. Suddenly a light from a distance. Life. Human beings. Home. A sense that the path always leads somewhere beyond destiny. The above photos are not of this course. I do not have them. However, as I looked at the countryside, the streams, the animals, the houses, the green of the woods, the feeling of beyond destiny was once more deposited in my eyes. It’s life living its normal.

Fotografia: Na natureza viva (In living nature)

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Fotos: Chronosfer. A natureza vive porque é simples. Encontrar pequenas cachoeiras, entre as pedras em que a memória do tempo visita, é tão comum e belo. Apenas, nos assustamos com tanta vida porque antes de vivê-la em harmonia, a destruímos. Ainda os olhos podem olhar a vida. A que está dentro da natureza e jamais desaparece.

Nature lives because it is simple. Finding small waterfalls, among the stones that the memory of time visits, is so common and beautiful. Only, we are so frightened by so much life because before we live it in harmony, we destroy it. Still the eyes can look at life. The one that is inside nature and never disappears.