Fotografia: Bucólico (Bucolic)

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Fotos: Chronosfer. Uma das imagens que visitaram meus olhos e neles se fixou foi a de uma viagem de ônibus feita de El Calafate a Rio Gallegos, na Patagônia argentina. Das montanhas ao litoral. Entre um e outro, a estepe, o quase deserto. A solidão. O bucólico. A noite chegara e aqui e ali apenas o brilhos das estrelas no azul marinho do céu. De repente, uma luz à distância. Vida. Seres Humanos. Casa. Uma sensação de que o caminho sempre no leva a algum lugar para além do próprio destino. As fotos acima não são desse percurso. Não as tenho. Todavia, ao olhar o campo, o córregos, os animais , as casas, o verde da mata a sensação do para além do destino foi depositada mais uma vez em meus olhos. É a vida vivendo o seu normal.

One of the images that visited and fixed my eyes was on a bus trip made from El Calafate to Rio Gallegos, in Argentine Patagonia. From the mountains to the coast. Between the one and the other, the steppe, the almost desert. The loneliness. The bucolic. The night had come and here and there only the glow of the stars in the navy blue sky. Suddenly a light from a distance. Life. Human beings. Home. A sense that the path always leads somewhere beyond destiny. The above photos are not of this course. I do not have them. However, as I looked at the countryside, the streams, the animals, the houses, the green of the woods, the feeling of beyond destiny was once more deposited in my eyes. It’s life living its normal.

15 Respostas para “Fotografia: Bucólico (Bucolic)

  1. Wow, beyond destiny is a very interesting concept. I love the countryside; it always brings untold peace and equanimity. Staring into a flowing stream (or waterfall), it often amazes me how the water will continue to run long after we are gone, just as it has been running long before we were born.

  2. Interessante que o mesmo ocorre comigo, muitas vezes guardo em minha memória imagens que sei jamais se repetirão e mesmo assim várias outras as trazem de volta. Uma vez foi o cheiro de uma variedade de capim que aqui chamamos de Capim Gordura (Melinis minutiflora) que veio quase que um filme inteiro de uma viagem a Minas Gerais, quando estive em Varginha e São Thomé das Letras e claro nem preciso dizer o que lá fui procurar, rssss. Abração! 😀

    • olha, Cláudio, vu te contar o que me aconteceu quando fui pela primeira vez a Buenos Aires. Não sabia nem o nome das ruas, excluindo a Calle Florida. Lá, caminhei e fui por todos os lugares como se morasse na cidade a vida inteira. Algo como “eu conhecia os prédios”, “eu sabia onde ficava tal lugar” e assim por diante. Uma sensação de que havia vivido em BUE a vida inteira. Nunca encontrei explicação para isso. É a única cidade do mundo que me identifico integralmente com ose tivesse nascido porteño. Por isso, e muito mais claro, a vida vale ser vivida. Teu relato é bem isso. E é maravilhoso que a gente identifique esses momentos. Muito obrigado e uma grande abraço.

    • a simplicidade do campo, sua vida “vivendo o seu normal” passa essa tranquilidade e um conforto imenso. neste dia, parei tudo e fiquei olhando, à grama, vivendo esse momento único. muito obrigado sempre pela palavra sensível. o meu abraço.

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