Fotografia: Vulcões, geleiras & inverno

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Fotos: Chronosfer. 1 – Vulcão Osorno, Chile.  2 – Vulcão Calbuco, Chile.  3 – Geleira no Parque Torres del Paine, Chile.  4 – Cena de inverno no interior do Rio Grande do Sul.

Este post é dedicado a todos os que aqui chegam, alimentando este Chronos.

Fotografia: Despedida do dia, grafismos & passagem do tempo

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Fotos: Chronosfer. Este é o último post do Chronosfer. Como um trem que chega ao seu destino final, este Chronos cumpriu o seu. Ainda há por postar – e o farei ao longo dos dias mais adiante – nominações e um ensaio fotográfico chamado Construção. A todos os que são seguidores, os que deixaram de seguir este espaço, os que aqui passam, por tudo sempre, o meu muito obrigado. Foi uma viagem inesquecível, que fica guardada para todo o sempre.

Fotografia: Glaciares da Patagônia

Uma velha câmera analógica Pratika, sem zoom, apenas a lente comum, um cenário árido e de repente o azul das geleiras de Balmaceda e Serrano invadem os olhos, o imaginário, todos os pensamentos. Digitalizei apenas, e fiz reforço de nitidez. Um registro que permanece em minha memória assim como o velho e despedaçado trapiche de Puerto Natales.

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Fotos: Chronosfer. Patagônia Argentina, Chilena, Puerto Natales.

Fotografia: Capilla da Vila do Taim

A Reversa Ecológica do Taim está situava em grande área de preservação entre os municípios de Rio Grande e Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul. Em sua pequena vila, Vila do Taim, está a Capilla. Seus registros datam de 1700, porém em 1785 foi construída pelos espanhóis e depois reconstruída pelos portugueses em 1844. Está lá, como testemunha do tempo, como testemunha não apenas do passado, e sim do presente e se lança ao futuro. Nela, silêncio, história, vida e o que mais desejamos: Paz. Para todos, sem exceção, Paz para gentes de todos os lugares.

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Dedicado a meu pai e meu irmão, ambos Mário, dia de hoje o dia em que partiram.

 

Atahualpa Yupanqui * 23.05.1992

Don Ata

Héctor Roberto Chavero – #Juan A. de la Peña, 31.01.1908 – * Nimes (França), 23.05.1992 – desde sempre Atahualpa Yupanqui. Hoje, o vigésimo quinto ano de sua partida. Deixo aqui um texto escrito por ele e um presente que recebi deste homem que dignificou a América, o mundo, com sua voz, com sua palavra, com sua guitarra em busca da quebra da desigualdade entre os homens. Don Atahualpa Yupanqui.

Tempo do Homem

“A partícula cósmica que navega meu sangue é um mundo infinito de forças siderais. Veio a mim sob um largo caminho de milênios, quando talvez fui areia para os pés do ar. Logo fui a madeira, raiz desesperada submersa num silêncio de um deserto sem água. Depois fui caracol, quem sabe onde, e os mares me deram a primeira palavra. Depois a forma humana derramou sobre o mundo a universal bandeira do músculo e da lágrima. E cresceu a blasfêmia sobre a velha Terra, o açafrão, o “tilo”, a copla e a “piegaria”. Então vim a América para nascer um homem e em mim juntei a selva, os pampas e a montanha. Se um avô da planície galopou até meu berço, outro me disse histórias em sua flauta de “cana”. Eu não estudo as coisas, nem pretendo entende-las. As reconheço, é certo, pois antes vivi nelas. Converso com as folhas em meio dos montes e me dão suas mensagens as raízes secretas. E assim vou pelo mundo sem idade nem destino, ao amparo de um cosmos que caminha comigo. Amo a luz, o rio, o caminho e as estrelas, e floresço em violões porque fui a madeira.”

 

D.ATA