Usain Bolt atravessaria avenida de Porto Alegre?

Por certo, o atleta jamaicano recordista em Berlim dos 100m em 9,58s não teria nenhuma dificuldade para chegar ao outro lado de uma avenida da capital porto-alegrense que tenha sinaleira de 10 segundos. Por outro lado, uma pessoa comum apressaria o passo e talvez conseguisse chegar ileso. Pessoas que necessitam de muletas, por exemplo, jamais cobrirão o espaço no tempo determinado. Ficariam no meio do caminho. O somatório de dificuldades entre pessoas comuns e portadoras de deficiência para atravessar ruas e avenidas devem ser olhadas com cuidado e atenção pelo órgão competente. Partindo de uma premissa simples, no trânsito as responsabilidades são divididas entre pedestres e motoristas, é que há uma emenda ao Novo Estatuto do Pedestre aprovado na Câmara de Vereadores de Porto Alegre. A proposta é aumentar o tempo de travessia para 30 segundos. Há quem defenda a emenda, há quem entenda o contrário, que a cidade ficaria afetada negativamente em seu trânsito. É a posição do diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari. Ele  argumenta que existe uma indicação da Organização Mundial da Saúde de que a média de velocidade caminhada é 1,2 m/s. Pode ser, mas tal parâmetro certamente é medido em pessoas cuja mobilidade é plena. Os portadores de deficiência não cobrem a mesma velocidade preconizada pela OMS. É o momento em que a sensibilidade no trânsito seja bem-vinda. E deve partir de quem o administra. Não basta multar automóveis em locais proibidos e guinchá-los, os agentes devem estar nos cruzamentos, nas ruas coibindo toda a sorte de infrações de parte a parte. O pedestre é, por natureza, o mais vulnerável. Basta alguns instantes em qualquer sinaleira e será feita a constatação de que o sinal vermelho para os automóveis, e consequente verde para o pedestre, não é respeitado. Se o objetivo é preservar vidas que se encontre um denominador comum na questão do tempo, mas que ao contrário de proporcionar maior velocidade ao trânsito, possibilite maior segurança a todos de maneira uniforme. O automóvel é para servir o homem. O que se vê é o homem servindo o automóvel. Há um projeto em andamento na EPTC de colocar câmeras para captar veículos que ultrapassam o sinal vermelho em alguns cruzamentos de maior movimento. Bendito seja o projeto, ainda que limitado. É um começo para tratar as relações de trânsito mais iguais. Quem sabe chegará o dia em que uma pessoa comum não precisará ser Usain Bolt para atravessar qualquer rua ou avenida da cidade. E que a nova regra se torne realidade.

Turfe em alta

O esporte dos Reis está na vida de todos nós. De alguma ou de todas as formas, sempre somos atraídos pelos grandes prêmios. Não ficamos indiferentes. Gostamos de assistir os cavalos disputando corridas e as cores das blusas que os jóqueis vestem ficam como marcas.

o blog www.mariorozanodeturfeumpouco.blogspot.com diariamente está presente com o turfe brasileiro e latino-americano. Atual, dinâmico, o editor Mario Rozano, comparece as muitas das reuniões dos hipódromos vizinhos ao Brasil, além, claro, dos nossos de Porto Alegre, Pelotas, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. Indicações de links de vários veículos ligados ao esporte das rédeas estão presentes assim como indicações para as corridas dos mais diversos hipódromos.

Para os turfistas, um prato cheio. Para quem quer conhecer um pouco mais sobre o turfe, um blog necessário. Vale a pena visitar o De turfe um pouco.

#FechadoComOTinga

Racismo não.  Intolerável nos dias de hoje tanto quanto nos dias de ontem. Desde quarta-feira, em Huancayo, no Peru, nos tornamos menores como seres humanos. Enquanto houver uma única chama que alastre a discriminação, o preconceito, a homofobia seremos a cada dia a falta de água para impedir que se alastre este crime contra a humanidade.

Racismo Jamais. #FechadoComOTinga