Livros também devem viajar

Livros precisam conhecer novos leitores

Livros precisam conhecer novos leitores

A velha máxima de que ler livros é viajar pode ser uma via de duas mãos. Eles não nasceram para adormecerem em estantes, pilhas, mesas ou qualquer que seja o espaço físico em que é depositado. Eles, que nos fazem viajar, não esgotam suas possibilidades de vida com apenas um leitor. Eles ainda têm muito a “falar”. O que, então, pode ser feito para que os livros alcem novos voos, recebam novas leituras, viajem em outros universos e percam o cheiro de mofo e poeira das prateiras?
Algumas ideias nascem desde antes de o livro passar da livraria para o leitor, por exemplo. Há quem pense que o livro é, definitivamente, valorizado quando alcança que nunca leu. Repassar o que comprou ganha corpo no cotidiano de quem lê, relê, fez a viagem e, através dela, compreendeu que outros mais podem viver a mesma experiência.
Vários projetos percorrem ruas, entidades, instituições, casa de amigos, presídios, bibliotecas com o desapego de algo que já nasceu universal e deve ter acesso também universal. Todos devem exercer o direito à leitura. Sem exceções.
E a outra máxima de que ler pode mudar o mundo poderá deixar de ser mais uma máxima e estar em dia com a realidade. E em tempos de redes sociais ativas o livro é um prato cheio para saciar a fome do conhecimento e de viajar.
Sempre há quem receba os livros. Basta procurar. Leia e depois passe adiante o livro.
Afinal, ler é um ato de humanidade. E os livros precisam, com urgência, viajar para outros universos.

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