Fotografia: 2018, Paz, Peace…

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Fotos: Chronosfer. 2018 bate à porta. Por ela, os sonhos, a consciência, o discernimento, a paz, a harmonia, a tolerância ao diferente, à diversidade, à vida. Se a vida está em nós, é mais que hora de entrarmos na vida. Ainda é tempo. depende de cada um de nós. Seja um ano de paz.

2018 knocks on the door. Through it, dreams, awareness, discernment, peace, harmony, tolerance for the different, diversity, life. If life is in us, it is high time we got into life. It’s still time. it depends on each one of us. Be a year of peace.

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Literatura: Mia Couto – Tradutor de chuvas (Literature: Mia Couto – Tradutor de chuvas)

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PALAVRADOR

O papel,

antes do poema,

é um chão depois da chuva.

O idioma do grão

lavra a caligrafia do pão.

 

POEMA DIDÁCTICO

Já tive um país pequeno,

tão pequeno

que andava descalço dentro de mim.

Um país tão magro

que no seu firmamento

não cabia senão uma estrela menina,

tão tímida e delicada

que só por dentro brilhava.

Eu tive um país

escrito em minúscula.

Não tinha fundos

para pagar um herói.

Não tinha panos

para costurar bandeira.

Nem solenidade

para entoar um hino.

Mas tinha pão e esperança

para os viventes

e sonhos para os nascentes.

Eu tive um país pequeno,

tão pequeno,

que não cabia no mundo.

Mia Couto – Tradutor de Chuvas – Caminho outras margens, 2011

Fotos: Chronosfer. A poesia viva de Mia Couto expressa o tanto, o tudo e muitas vezes o nada que podemos sentir. Não fiz a tradução dos poemas em respeito ao autor, poderia não reproduzir com exatidão suas palavras. É um alento para 2018 que chega e o que deixo para todos os que aqui habitam a casa, por aqui passam, deixam de ficar aqui, mas que estarão sempre presentes. A paz seja com todos a cada dia dos dias que nos cabem viver.

The living poetry of Mia Couto expresses both the everything and often the nothingness that we can feel. I did not translate the poems in respect of the author, I could not reproduce their words exactly. It is a breath to 2018 that arrives and what I leave to all who inhabit the house, here pass, do not stay here, but will always be present. Peace be with each and every day of the days that we live.

 

Fotografia:Momentos que se encontram na natureza, nas paredes, na solidão das ruas (Moments found in nature, on the walls, in the loneliness of the streets)

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Fotos: Chronosfer. A vida se espalha entre nós. Está em nós. Somos nós. No olhar desfocado para a natureza, para um quadro encostado em alguma parede, nas ruas desertas da manhã, acolhendo os primeiros raios de sol. A vida vive em nós. Às vezes, não tenho a certeza de que vivemos na vida.

Life spreads between us. It is in us. It’s us. In the unfocused look of nature, to a painting leaning against some wall, in the deserted streets of the morning, welcoming the first rays of sun. Life lives in us. Sometimes I’m not sure we live in life.

 

Fotografia: Passagem pelos meus olhos que por aqui passaram (Passage through my eyes that passed here)

Solitários

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FEIRA L 4-001

Fotos: Chronosfer. Um novo olhar sobre o que já esteve aqui em outro grupo de fotografias. A vida sempre se renova. O olhar também.

A new look at what has already been here in another group of photographs. Life is always renewed. The look too.