Toots Thielemans & Horacio Salgán

toots

O belga Toots Thielemans e sua harmônica estão dentro de cada um de nós com sua sensibilidade e virtuosismo. Um instrumentista que esteve lado a lado com os “craques” do jazz e sempre foi um mestre. Não foi apenas para muitos se não para quase todos. Toots gravou o disco da capa acima. Música brasileira. Em “Blusette”, voz e violão e assovio. Está presente em todos os nossos dias.

Horacio Salgán, argentino de Buenos Aires outro mestre da sensibilidade. Um músico da vanguarda do tango. Com Ubaldo De Lio, ao violão, formou um duo extraordinário. Deu uma nova dimensão ao tango, reescreveu cada uma de suas harmonias. Piazzolla o admirava. Ouvi-lo é entrar em um universo puro de sonoridades e afetos.

salgan

 

Ambos partiram neste agosto. Todavia, permanecem cada vez mais densos em nossas artérias e corações.

Vangelis: Heaven and Hell

Vangelis

O grego Vangelis Papathanassiou é uma bela síntese da chamada New Age. Compositor fértil, deu seus primeiros passos na emblemática Aphrodite´s Child, onde também estava Demis Roussos e sua voz magnética. Todavia, com o fim da banda e sua ida para Paris que sua vida se movimentou para o lado de compositor. E criativo com os múltiplos instrumentos que toca. E em território francês também nasceram suas criações para trilhas de filmes. mais tarde, no início dos anos 70, em Londres, grava Heaven and Hell onde é o protagonista total: toca todos os instrumentos em um disco de grande profundidade musical e estética, daqueles que se ouve com calma e sem pressa. E mescla com o eletrônico, sintetizadores e passa a ser reconhecido como um grande talento. O Yes após a saída de Rick Wakeman pensou seriamente nele. Porém, com o grupo de rock progressivo veio a parceria com o seu cantor Jon Anderson. Seu trabalho mais conhecido talvez seja a trilha para Chariots of Fire e Blade Runner. Sempre é muito bom ter Vangelis e sua capacidade inventiva por perto. É tranquilidade certa.

Bob Marley & The Wailers

bob marley

O jamaicano Bob Marley é sinônimo de reggae e isso não é nenhuma novidade. Junto com Peter Tosh e Bunny Wailer consolidou a profissão de fé na paz e no rastafari com sua sonoridade única e definitiva. Não ficou restrito a sua Jamaica. Grandes nomes do universo da música visitaram e visitam sua obra. Eric Clapton tem o crédito de Marley em um dos seus maiores sucessos: “I shot the Sheriff”. Ou o clássico “No woman no cry”. Daí para o mundo foi um passo largo como os de Usain Bolt em busca da linha de chegada. Mesmo após sua morte em 1981, Bob Marley é um nome eternizado, e mantém seguidores de seu estilo inovador e profundo para o reggae. Marley é um dos nossos infinitos.

Foto: brillerensociete.blog.lemonde.fr

Elvis Costello: North

elvis costello

Elvis Costello, nome que alcança a sensibilidade, o talento e a ousadia com a mesma intensidade. Deu certa dinâmica ao rock ainda nos anos 70, derivou para outros gêneros sem deixar de lado suas virtudes, fez parcerias com Paul McCartney, gravou com Burt Bacharach um disco memorável, e segue com solos que mexem com nossas peles. North é um exercício pelo jazz, pelo tradicional, por um sutil pop-clássico elegante e com arranjos criativos. É Elvis Costello à vontade.

Belle & Sebastian: Write about love

belle_sebastian-write

A Escócia tem no Belle & Sebastian uma referência para o índie folk e mais um ou outro gênero semelhante. Stuart Murdoch e Stuart David ainda na segunda metade dos anos 90, sob influência dos Smiths, se encontraram e as gravações demos também. Depois, agruparam-se outros instrumentistas e vocalistas, uma gravadora de mais peso, e discos bem densos e de muita riqueza musical. É, sem dúvida, um grupo diferente em seu melhor sentido, e com um horizonte ensolarado.

Supertramp: Live in Paris

supertramp

Os anos 70 foram bem preenchidos com bandas de primeiríssimo time. Entre elas, Supertramp. Bem verdade que o velho clichê que percorre a história da grande maioria dos artistas, o fracasso chegou primeiro. Depois, o reconhecimento. Richard Davies e Roger Hodgson sabem bem. Seus dois discos de 71 e 72 conheceram esse poço quase sem fundo. bons discos, mais assentados no rock progressivo e com viagens mais profundas, porém foi com Crime of the Century que o sucesso bateu em suas portas. E foi mantendo uma sólida estrutura musical, sempre em consonância com a guitarra de Hodgson e os teclados de Davies. Ao fim da década de 80, o fôlego começou a rarear e com a sentida falta de Rogre (1983), partindo para outros projetos. O Supertramp é um desses grupos que traz sempre harmonias que se entrelaçam com momentos do cotidiano e se insere tranquilo em nossos dias.