Fotografia: A vida por alguns fios (Life for a few wires)

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Fotos: Chronosfer. Os pássaros nos ensinam a viver com amor e simplicidade. Com persistência e sonhos. Não importa onde repousam seus corpos cansados pelo dia. Em meio a tantos fios e postes e galhos de árvores, a casa acolhe. A vida é feita de viveres como os dos pássaros. Um dia aprenderemos.

Birds teach us to live with love and simplicity. With persistence and dreams. It does not matter where your tired bodies lay by the day. In the midst of so many wires and poles and branches of trees, the house welcomes. Life is made of things like birds. One day we will learn.

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Fotografia: Formas do olhar (Ways of looking)

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Fotos: Chronosfer. Um simples desenho recortado em formas diferentes em uma pequena cerca instiga o olhar. O tempo cravado na madeira, suas marcas, as formas revelando o outro lado da vida, o verde da natureza, um quê de concreto da civilização, outro quê de sentimentos humanos. São as formas que falam. Os olhos olham e se deixam molhar por outro tempo.

A simple drawing trimmed in different shapes on a small fence instigates the look. The time embedded in the wood, its marks, the forms revealing the other side of life, the green of nature, a concrete thing of civilization, another of human feelings. These are the forms that speak. The eyes look and allow themselves to be wet for another time.

Fotografia: A solidão da cidade (The loneliness of the city)

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Fotos: Chronosfer. O cinza da cidade é uma marca. De algum dia, de algum tempo, de um momento. Faz visita vez por outra, aparece na escada solitária em uma parede, no reflexos de copos atrás das grades (será uma metáfora dos dias de hoje?), nas ruas desertas. É nesta solidão que meu coração habita e percorre seus caminhos.

The city’s gray is a mark. Someday, some time, a moment. You visit once in a while, enjoy the solitary staircase on a wall, the reflections of glasses behind the bars (will it be a metaphor of the present day?), In the deserted streets. It is in this solitude that my heart dwells and walks its paths.

Fotografia: No campamento da tradição (In the tradition camp)

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Fotos: Chronosfer. Setembro é mês dos gaúchos do Rio Grande do Sul. revolução Farroupilha, tradições, o fogo de chão, a churrasco, a pinga, as danças, o acordeon, os violões. No acampamento, o encontro. Todos os anos um tempo passado se torna cada vez mais presente. É quando nos descobrimos em amor pelo que nos contam da nossa história e da ainda iremos construir.

September is the month of the gauchos of Rio Grande do Sul. Farroupilha revolution, traditions, the ground fire, the barbecue, the drip, the dances, the accordion, the guitars. In the camp, the meeting. Every year a past time becomes more and more present. It is when we discover ourselves in love for what we are told about our history and about what we will still build.

Fotografia: Simplicidade (Simplicity)

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Fotos: Chronosfer. Apenas o caminhar, os olhos atentos ou distraídos, a vida vivendo o seu normal. Esse comum cotidiano conforta, alenta, comove ou passa despercebido. O olhar é assim, por vezes.  A vida, no entanto, nunca passa despercebida por ser vida. E dentro de nós, há vida sendo vivida.

Just the walk, the eyes attentive or distracted, life living your normal. This common everyday comforts, encourages, moves or goes unnoticed. The look is like that, sometimes. Life, however, never goes unnoticed by being life. And within us, there is life being lived.

Fotografia: Bucólico (Bucolic)

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Fotos: Chronosfer. Uma das imagens que visitaram meus olhos e neles se fixou foi a de uma viagem de ônibus feita de El Calafate a Rio Gallegos, na Patagônia argentina. Das montanhas ao litoral. Entre um e outro, a estepe, o quase deserto. A solidão. O bucólico. A noite chegara e aqui e ali apenas o brilhos das estrelas no azul marinho do céu. De repente, uma luz à distância. Vida. Seres Humanos. Casa. Uma sensação de que o caminho sempre no leva a algum lugar para além do próprio destino. As fotos acima não são desse percurso. Não as tenho. Todavia, ao olhar o campo, o córregos, os animais , as casas, o verde da mata a sensação do para além do destino foi depositada mais uma vez em meus olhos. É a vida vivendo o seu normal.

One of the images that visited and fixed my eyes was on a bus trip made from El Calafate to Rio Gallegos, in Argentine Patagonia. From the mountains to the coast. Between the one and the other, the steppe, the almost desert. The loneliness. The bucolic. The night had come and here and there only the glow of the stars in the navy blue sky. Suddenly a light from a distance. Life. Human beings. Home. A sense that the path always leads somewhere beyond destiny. The above photos are not of this course. I do not have them. However, as I looked at the countryside, the streams, the animals, the houses, the green of the woods, the feeling of beyond destiny was once more deposited in my eyes. It’s life living its normal.

Fotografia: Na natureza viva (In living nature)

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Fotos: Chronosfer. A natureza vive porque é simples. Encontrar pequenas cachoeiras, entre as pedras em que a memória do tempo visita, é tão comum e belo. Apenas, nos assustamos com tanta vida porque antes de vivê-la em harmonia, a destruímos. Ainda os olhos podem olhar a vida. A que está dentro da natureza e jamais desaparece.

Nature lives because it is simple. Finding small waterfalls, among the stones that the memory of time visits, is so common and beautiful. Only, we are so frightened by so much life because before we live it in harmony, we destroy it. Still the eyes can look at life. The one that is inside nature and never disappears.