Madeleine Peyroux: The best

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Fui apresentado a Madeleine Peyroux pelo Luciano Alabarce. Por uma coluna de jornal. Nela, ele comentava o disco Careless Love sem poupar elogios. Isso foi em 2006 ou 2007, não lembro bem, sei apenas que fui atrás do cd. E ao escutá-lo incontáveis vezes, o Luciano errou e feio. Os elogios eram muito discretos para o que Madeleine já era naquele ano. Brincadeiras à parte, o Luciano conhece e muito de música e suas indicações são uma referência importante para quem gosta de música de extrema qualidade. Desde então, todo e qualquer trabalho de Madeleine passou a frequentar meu player ao natural. Até que, não consigo lembrar o ano – essa memória que os anos engolem de mim! – assisti um show em Porto Alegre e o fascínio cresceu de tal forma que a moça nascida norte-americana, que morou anos em Paris, que cantou pelas ruas da cidade-luz, que deu nova face ao jazz, ao blues, à música popular e inovou com voz suave e definitiva covers de Bob Dylan, Lennon&McCartney e Leonard Cohen, por exemplo, ingressou no meu hall da fama pessoal para ficar no primeiro lugar. As críticas a colocam como uma Billie Holliday ou Ella Fitzgeralg, influências desde sempre, renovada. Prefiro pensar que a linha evolutiva e o amadurecimento, inclusive pelo fato de ter dado shows pelas ruas, deram a ela o feeling necessário a forma e estética com que se apresenta. Escuta-se, com tranquilidade cada acorde dos instrumentos, e sua voz está sempre acima do som, o que valoriza a interpretação de cada canção. Não há excessos instrumentais e os músicos que a acompanham brilham porque sustentam com talento e sensibilidade uma cantora também talentosa e sensível.

Madeleine Peyroux abre turnê com show na capital paulista

The Best of Madeleine Peyroux – Keep me in your heart for a while o primeiro the best of de sua carreira é um extraordinário apanhado de seus discos. Desde Dreamland (1996), passando por Careless Love (2004), Half the perfect world (2006), Bare Bones (2009), Standing on the roof top (2011) e The blue room (2013), sendo Bare Bones é seu único com todas as canções com a sua assinatura. Em geral tenho muitas reticências a coletâneas. São frágeis, trazem uma ou duas músicas que valem a pena e as demais são as que ficam escondidas nos outros discos, Não é o caso. Ao contrário, trata-se de um apanhado que contempla se não toda a obra magnífica de Peyroux, pelo menos não se perde nenhuma das 27 faixas do cd duplo. Acompanhada de músicos de primeira linha, seu talento vocal está à disposição para quem não tem ou não acha seus discos anteriores. E para quem não conhece, uma apresentação arrebatadora. O Luciano tinha (e tem razão). Madeleine Peyroux é maravilhosa. Não perca tempo e tampouco deixe a sua cedeteca incompleta. (Visite: http://www.madeleinepeyroux.com)

www.youtube.com/watch?v=Ch6h278GEpA

www.youtube.com/watch?v=Pyd7b2V7uOs

www.youtube.com/watch?v=3cQF0uo9uUM

www.youtube.com/watch?v=98mqiLl4chQ

Fotos: Marina Chavez.

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