2014, a barbárie derrota a civilidade

As capas de jornais, sites, matérias veiculadas no mundo inteiro chocam. Fragmentam nossos raros indícios de seres humanos. O coração é espremido e a alma parece flutuar em direção alguma. O massacre no Paquistão não possui uma única sequer justificativa. Uma perda que seja, é uma tragédia, seja de que lado for. Centenas sacrificados é barbárie. O atentado em Peshawar por milicianos do grupo Movimento Talibã do Paquistão (TTP, em pashtu) teve objetivo firmado: vingar vítimas do exército em áreas tribais. A cada ano as guerras se sucedem. Atentados se tornam rotina. Não é exclusividade do Paquistão. As listas de ataques a inocentes civis aumenta a cada instante. Em pleno século XXI, atos como o que testemunhamos com os avanços da tecnologia – os mesmos avanços utilizados para o genocídio – prova e comprova os tantos passos atrás que a humanidade está dando. A morte, tragédia repito, está a cada dia mais banalizada, como se fosse um bem incorporado à vida. É certo que um dia chegará, que chegue em paz. Que não seja consequência de alvos por questões étnicas e religiosas, por ódio.

Em 1999, o compositor Jonathan Elias criou The Prayer Cicle, um álbum orquestral e com coros dividida em nove movimentos. Variações contemporâneas, deram sopros de esperança e fé na humanidade. As línguas cantadas foram em húngaro, hebraico, latim, suaíli, tibetano, urdu, mali, espanhol, alemão, francês, italiano e inglês. Foram escalados nomes como Alanis Morissete, James Taylor, Gustavo Santaolalla, Nusrat Fateh Ali Khan, Salif Keita, Ofra Haza, entre tantos que abraçaram a causa de Elias.

Prayer_Cycle

Com o The American Boychoir e a The English Chamber Orchestra & Chorus, condução de Lawrence Schwartz, o encarte traz fotos da guerra da Bósnia-Herzegovina, os conflitos de Sarajevo, o dilaceramento da Iuguslávia. Cada movimento é dedicado a uma expressão espiritual diferente. Há o comprometimento dos artistas com a vida, com a paz, com a tolerância, o respeito às diferenças. É uma declaração profunda para a aproximação intercultural, étnica e religiosa.

The Prayer Cicle a todos. Sem exceção, para que que a civilidade vença a barbárie. Ainda há tempo.

www.youtube.com/watch?v=EAK5xe3woAQ

www.youtube.com/watch?v=AXELBsw1xak

www.youtube.com/watch?v=Yu58-2UiA1k

www.youtube.com/watch?v=BytiU_2MU-A

www.youtube.com/watch?v=_Z8mg2wHhMk

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2 Respostas para “2014, a barbárie derrota a civilidade

    • Estamos ilhados por tanta violência e suas mais diversas formas. O que aconteceu no Paquistão se soma às invasões dos Estados Unidos, corrupção aqui no Brasil e assim caminha infelizmente a humanidade. Abraço.

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