La Giraldita, história de Montevideo e do Prata

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O La Giraldita é um lugar fantástico. Ali, na esquina da Benito Lamas com Enrique Muñoz, em Pocitos, a história é patrimônio. A arte, a cultura, os personagens, a vida se expressa até nas paredes do lado de fora, como na foto acima. Respirar o La Giraldita é respirar o Uruguay e sua gente. Imperdível. Abaixo, o Giraldita por eles mesmo. E mais abaixo, Ruben Rada e Alfredo Zitarrosa, dois dos maiores nomes da música uruguaia, um com o candombe e o outro com a milonga.

Giraldita

www.youtube.com/watch?v=jjHnUpSufMo

www.youtube.com/watch?v=V10kH8vvr_c

 

Foto: Chronosfer. Reprodução: Facebook do La Giraldita.

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Hector Numa Moraes: um tributo à vida

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Meses atrás, quando de uma das idas de meu irmão Mário a Buenos Aires pedi a ele que trouxesse alguns cds que, infelizmente, não transitam no Brasil. De lá veio um presente enviado pelo amigo de todos os momentos Marcelo Fébula, um disco do Daniel Mendoza – está aqui no Chronosfer – que me deixou muito feliz por tudo o que ele significa e pelas convicções ali firmadas. E fui mencionando nomes que caminham pela mesma estrada e cometi uma injustiça. Não citei Hector Numa Moraes. E isso que recém vindo de Montevidéu havia trazido o seu disco Numa Moraes – antologia 1968-1973, uma regravação mais atualizada de dois de seus grandes trabalhos: de muchacho a muchacho e el mundo del nosotros.

Filho do lado de cá do Prata,  a um passo e meio da fronteira com o Rio Grande do Sul, Hector é desde sempre músico. O bandoneón e o violão clássico o acolheram desde criança até o dia em que conhece, aos 16 anos, o poeta Washington Benavides. No, para mim, o eterno e místico 1968 lançar Del amor, del pago, del hombre com a forte influência e inspiração no folclore do norte do país. A sua Tacuarembó está presente em Canto pero también puedo com as letras assinadas por poetas locais como Benavides, Walter Ortiz y Ayala e Circe Maia. E por aí foi sendo o seu caminho, voltado a gente da terra, à vida, ao social, ao comprometimento com a justiça. Benavides foi parceiro de Alfredo Zitarrosa, Daniel Viglietti foi um dos seus mestres. Numa Moraes, cumpriu o destino de todos que aqui na América sempre foram engajados em nome da vida: foi proibido, exilado, e no distante exílio holandês, depois de passar por Argentina e Chile, aperfeiçoou seu violão. Amadurecido, porém sem jamais perder o sentido do caminho escolhido é um nome que honra nosso Continente e a nós mesmos. Ouvi-lo é estar em consonância não apenas com o melhor da música, mas sobretudo, com a vida. Se forem ao Uruguai, não esqueçam de colocar na bagagem de retorno pelo menos um cd de Hector Numa Moraes.

www.youtube.com/watch?v=A-8YWoVM7bc

www.youtube.com/watch?v=5V7Aq5mxR4Y

www.youtube.com/watch?v=puf7CGa6uNo

Foto: fotoreportajeuruguay.com // http://www.hormigueando.com