The Band: The Last Waltz

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Rick Danko, Levon Helm, Garth Hudson, Richard Manuel e Robbie Robertson: The Band. Paul Butterfield, Bobby Charles, Eric Clapton, Neil Diamond, Bob Dylan, Ronnie Hawkins, Dr. John, Joni Mitchell, Van Morrison, Ringo Starr, Ron Wood, Neil Young, Muddy Waters, Jim Gordon, Emmylou Harris e The Staples: The Last Waltz. A despedida de uma banda que captou, ao acompanhar o bardo Dylan em muitos trabalhos, a essência de uma época. Possuía vida para muito além de Mr. Zimermann, Um grupo de músicos que deixariam os palcos para apenas gravar discos em estúdio. Fez-se o concerto. 1976. E o que era apenas uma reunião de adeus com dois convidados transformou-se em uma celebração. Martin Scorsese filmou. Levou-o às telas. Ainda que muitos integrantes do Band não tenham gostado, The Last Waltz é uma referência em filmagens de bandas de rock. Discos foram lançados. Entre eles, esse cuja capa está reproduzida acima. Não há muito o que dizer. Basta ler a lista de músicos e ouvir. Momentos inesquecíveis habitarão a sua memória musical afetiva.

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Stray Birds: Best Medicine

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Um trio harmônico. É o mínimo que se pode dizer de Maya de Vitry, Oliver Craven e Charlie Muench. Os dois primeiros, compositores e tocam desde a acustc guitar, passando pelo banjo, violino, e outros mais instrumentos. O terceiro, é o baixo acústico. E os três cantam. Neles, desde a sua união em Lancaster, na Pensilvânia, há uma conjunção de influências que nascem das mais simples e tradicional das músicas e passa por Beatles, The Band e chega ao virtuosismo de Jimi Hendrix. A soma disso tudo pode ser dissolvido em um country folk? Pode ser. Para eles, o rótulo é o que menos importa. Para nós, também. O que realmente importa é que os três juntos formam harmonias melódicas e vocais magníficas e envolventes. Suas composições tanto podem estar um século lá atrás como podem estar um à frente, quando, na verdade, estão bem presentes entre nós. E é este presente que se traduz em um estilo que atravessa fronteiras. Como deve ser a música.

Foto capturada no http://www.thesouthern.com

Bob Dylan, sempre à frente

Novembro abre as portas. Entra tranquilo, suave, cumpre seu tempo de chegar e se instalar. Bem mais próximo, o fim do ano dá seus sinais. O movimento aumenta, as ruas se agitam, as pessoas aceleram o passo, as cores ganham mais cores, o sol se encarrega de desbotá-las. É o ciclo natural.

Na música, as novidades chegam. Assim, quase envolta pelo silêncio. Aparente silêncio. E uma das surpresas deste novembro é Bob Dylan e suas fitas do porão. A “Bootleg Series” traz mais tesouros do interminável veio criativo de Dylan. Pouco mais de uma centena de músicas gravadas em 1967 no porão de uma casa de campo localizada no norte de Nova York estão ganhando  luz solar. A The Basement Tapes Complete são gravações para lá de históricas. É um Bob Dylan que visita não apenas Robert Zimermann mas nomes como Clarence Willians, Johnny Cash, Hank Willians e Pete Seeger. A um passo de 1968, a sensação de que o compositor na verdade havia voltado no tempo. Blues, Folk, vozes e instrumentos capturando sobretudo liberdade de criação. No material de 138 faixas, algumas inéditas, completamente inéditas, há a presença permanente de seu “bando” de apoio, o The Band de Robbie Robertson. O lançamento tem quatro versões: o box de seis cds, cd duplo, 3 discos de vinil, e em MP3. Claro, somente no box estão todas as gravações e estão disponíveis no site da Amazon. O problema agora é quando estará no Brasil.

youtube.com/watch?v=e7qQ6_RV4VQ

www.youtube.com/watch?v=Ds8IevHRPGM

Bob Dylan vale sempre. É o nome da música que mais revolucionou a própria música.

 

bobdylan