Poema breve, muito breve

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No silêncio
a sombra é fantasma no papel amarelado
Toco suas rugas com a ponta dos dedos
pele, sal e terra
Dentro do silêncio, sou palavra
Dentro da palavra, sou labirinto

Foto: Fernando Rozano
Música: Jenny Klukken in “Zamba para escuchar tu silencio” de Guillo Espel

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Poema breve e inacabado I

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febril
perdeu a hora
mas não esqueceu a corda

febril
perdeu a corda
dentro da hora, os ossos

febril
perdeu a voz
dentro do silêncio, os estilhaços

febril
perdeu os ossos
dentro dos estilhaços, a memória

Foto: Fernando Rozano
Música: Beck – “Morning”