Baka Beyond:` Journey Between`

Baka

A união ou reunião de músicos do Senegal, Ghana, França e Reino Unido, e também ao longo dos anos outros países como Camarões, onde tudo começou. criou Journey Between. O nascimento, em 1992, veio com o rótulo de world music. Para variar. O Baka Beyond é muito mais que um rótulo. É música sim do mundo, mas música com consequência e discernimento. No álbum, Kate Hardy, Su Hart, Alassane N´Gom, Martin Cradick, Paddy le Mercier, Marcus Pinto, Nii Tettey Tetteh, Addoteh Richter, Annor Asanioah e Petit Robert Diatta transformam suas culturas em um trabalho em o sentido do nome Baka seja verdadeiro: Que todos sejam ouvidos. E o resultado é um disco magnífico, com as misturas de ritmos, folclore, percussões, cantos, danças e harmonias que vão se transformando em uma textura extraordinária e envolvente. Importante, a preservação na execução das canções dos instrumentos originais de cada país, o que dá uma dinâmica própria, de identidade única e ao mesmo tempo múltipla pois cada um contribui com sua bagagem cultural. É impossível ficar impassível ao escutar o Baka. E é muito complicado destacar essa ou aquela música. Todas são frutos maduros. Todas estão prontas para serem colhidas e vividas. Todas são a expressão de povos que se entrelaçam sem pensar em diferenças. É um projeto vital. E merece ser espalhado pelo mundo adentro. Procure outros discos do Baka Beyond. É celebração, é vida. Abaixo canções do disco Spirit of the forest.



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From Senegal to Setesdal by Kirsten Braten Berg

Noruega

O encontro de músicos de um continente com outros de outros continentes não é mais algo tão raro e não soa mais estranho. A chamada “world music” tem seus méritos. Esse é um deles. E a magia da fusão entre os vários ritmos, sem quebrar a identidade de cada um, se realiza sem os apelos do comercialismo ou da visão mera e simples do vender discos. Alguns desses trabalhos são emblemas do novo. por vezes, assustam. Pela qualidade. Pela forma natural que cada um se coloca diante do outro. From Senegal to Setesdal da norueguesa Kirsten Braten Berg com Solo Cissokho, Kouame Sereba e Bjogulv Straume a mágica é insinuante. É fogo que arde. Não se apaga. Kirsten é uma cantora folk. Já diz tudo. Enraizada na tradição, não se preocupa em descobrir outras raízes. A África é mais que raiz. É tudo. O encontro com os senegaleses é espontâneo. Visceral. União perfeita, feita de nuances e beleza musical e espírito abertos. Além de mesclar a tradição com o moderno, é uma profunda pesquisadora da música da sua Noruega. Os instrumentos e vozes dialogam. A todo instante, não há espaço para os silêncios, daqueles silêncios que não dizem nada mesmo. Ao contrário, está à frente. Kirsten possui também uma discografia alentada, vários prêmios, e reconhecimento pelo talento e sensibilidade. Abaixo alguns dos seus momentos, que também são nossos momentos. Inesquecíveis.