Abel Braga: o tempo passou. A fila anda. Peça demissão

Anos atrás, ao dispensar Iarley, o ex-presidente Vitório Piffero foi objetivo: agradeceu os serviços prestados e disse: “A fila anda”.
O Internacional não é sombra de ser um time de futebol. Sequer é uma equipe, que trabalha o coletivo. É mal distribuído em campo. É cada um por si. À beira das quatro linhas, Abel Braga é omisso. Bom de discurso, péssimo de estratégia, ressuscita uma velha história que vem de 2006, ano das grandes vitórias do clube. Era Abel o comandante de campo, porém, dizia-se que a estratégia da grande vitória sobre o Barcelona foi construída pelos jogadores. Há relatos de jornalistas que lá estiveram. Perder faz parte, é da vida. Perder sem um mínimo de esforço, um mínimo de indignação, é demais para os que hoje pagam e muito bem o acesso ao estádio. Abel não sabe olhar o jogo, não sabe fazer leitura de jogo. Para quem não lembra, ano passado fez parte da campanha que rebaixou o Fluminense, salvo pelo tapetão. Contratar um treinador que foi um dos responsáveis pelo rebaixamento de um clube como o tricolor das Laranjeiras é falta de visão da direção de futebol. Aliás, péssima direção de futebol. Nada pessoal, mas competência no trabalho é obrigação. A insistência com jogadores que não estão dando resposta causa revolta, pacífica, diga-se. É inconcebível perder não apenas no resultado, mas sobretudo nos aspectos técnicos, táticos e físicos de times da segunda divisão, ou na zona de rebaixamento do grupo A, é algo que não se justifica. Colocar Aylon aos 46 minutos do segundo tempo é agredir a inteligência do torcedor. É agredir ao jovem atleta, promessa de grande jogador que namora o banco de reservas, quando lá está. São muitos erros. É hora de mudar.
Como disse o ex-presidente Piffero, a fila anda.
Abel, em um gesto de grandeza, peça demissão em nome da sua história no próprio Inter.