Los clásicos Afro-Peruanos: El alma del Peru Negro

alma del peru negro

A história da conquista da América Latina é comum a todos os países. isso já é por demais conhecido tanto quanto junto aos conquistadores vieram também traços de culturas desde sua origem hispânica, notadamente. mais adiante, ou quase ao mesmo tempo, o processo de escravidão para alimentar as então elites da conquista foi diferente em alguns países. Se havia uma certa “unidade” no processo escravagista era por interesse, ou seja, quanto mais reunidos clãs de escravos, preservando suas famílias, ritos, crenças e cultura, melhor trabalhavam ou para ser exato, mais explorados eram. No Peru, aconteceu o oposto. Não chegaram famílias, grupos étnicos, nada semelhante aos demais do continente. Não havia unidade entre eles, não havia um líder que pudesse manter suas tradições, sua identidade comum. Assim, o processo mais natural então foi agregar os escravos à cultura local, em especial a do litoral peruano. Esses pequenos grupos novas células culturais a partir do local onde começaram a viver. Nasceu uma mescla original e única entre as tradições espanholas, andinas e africanas. Algo como língua, a estética e a forma de fazer poesia e como instrumento a guitarra (violão); dos Andes, o espírito, a melancolia, algumas formas musicais e por fim da África, o incrível ritmo, conservado geração a geração através dos tempos. Uma expressão cultural emergia em meio a tragédia escravagista. É claro que esse desenvolvimento vai se forjando ao longo do tempo, assumindo outras proporções, outras expressões, são incorporados novos ritmos, novos gêneros. Dando um salto na história, mais modernos, como o jazz, o reggae, o rock, a canção melódica. Dessa soma, a música afro-peruana é uma expressão única, natural e básica em todos os sentidos. Aqui, neste pequeno texto, reside apenas uma síntese menos alentada da música peruana, em especial a afro. Sem deixar de admirar a sua profunda e rica criação, com composições, instrumentistas e intérpretes que comovem e atravessam a história com digna integridade. Esse disco original foi compilado por David Byrne, um admirador da nossa América.

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Exclusivo: O predomínio que vem dos Andes

Liberal 1

Passados alguns dias após a grande disputa do dia 14 em Palermo, o GP Latinoamericano 2015 continua rendendo comentários e reflexões sobre o resultado, a vitória extraordinário do Peruano Liberal (foto acima) e como o Mário Rozano esteve em Buenos Aires, cobrindo o evento maior do turfe continental, ele nos passa, com exclusividade, suas impressões sobre a prova e seu desfecho. Ao titular do De Turfe um Pouco (http://mariorozanodeturfeumpouco.blogspot.com) agradecemos a valiosa contribuição e desejamos que os turfistas aproveitem o que há de melhor em corridas de cavalos em seu site e eventualmente por aqui.

De turfe um pouco

O PREDOMÍNIO QUE VEM DOS ANDES
O andino Liberal (Meal Penalty) Impôs condições sobre Dont Worry com Win “Maravilla” Talaverano espetacular…
As últimas seis edições do evento continental, promovido pela Organización Latinoamericana de Fomento del Pura Sangre de Carrera – OSAF, entidade mater do turfe na América do Sul – Chile e Peru se alternaram nas conquistas, tanto como locais, com BelleWatling (2010) no Club Hípico de Santiago; Sabor a Triunfo (2013) no Hipódromo Chile e o norte americano com as cores do Perú, Lideris (2014) em Monterrico; ou como visitantes indigestos iniciando a série com Bradock (2011) em San Isidro e Quick Casablanca (2013) no Argentino, culminando neste ano com a incontestável vitória do potro Liberal sobre os 2.100 metros do Argentino de Palermo.
O representante argentino em 2007, Good Report (URU) no aprazível cenário do El Bosque, registrou a quinta e derradeira vitória da Argentina na justa continental.
Cinco postulantes argentinos integraram o moderno Starting Gate irlandês, na condição de favoritos ao pódio máximo. Após muita discussão para completar a nomeação, os nomes de Ídolo Porteño, Interdetto, Blood Money, Papa Inc e Dont Worry foram confirmados.
Contudo, desde o inicio da semana era corrente que o titular dos GGPP Dardo Rocha e Carlos Pellegrini, Ídolo Porteño, plebiscitado por antecipação, não mostrava nos ensaios finais a disposição de outrora. Entretanto, o fato não provocou na crônica local qualquer apreensão, e, sobretudo nos aficionados que o elegeram com cotação de $2,70 por unidade na prova -, e a convicção do quinto impacto argentino crescia na medida dos aprontes, sobretudo com o ótimo e regular Dont Worry.
O consenso indicava os potros Alex Rossi e Liberal pela hípica andina como inimigos em potencial. Ainda que o potro Liberal apresentasse resquícios de um corte no boleto esquerdo produzido no boxe de Monterrico. Porém com assistência veterinária permanente, liberal trabalhou sem nada sentir.
O Chile, mesmo desfalcado do Derby Winner de Valparaíso, Il Campione e do vencedor do prestigioso St Leger, Southern Cat, sempre poderosos na competição, apresentavam sua principal carta: Katmai.
Hielo, o brasileiro e double-event do GP Ramirez, um crioulo do Haras Di Celius, com as cores orientais e preparo do múltiplo campeão Pico Perdomo, movimentou as matinais em Palermo. O uruguaio Generoso da ecurie Phillipson, causava curiosidade pela sua campanha inexpressiva e fechar a raia era uma certeza para as cores verde e amarela.
Desde os vamos, a carreira foi dominada pelo potro Alex Rossi ($17,70), seguindo pelo ligeiro Blood Money, que não reprisou anteriores; Ídolo Porteño, logo recolhido pelo Ricardo, Interdetto ($7,20) e Liberal ($9,15), com Win Talaverano especulando os dianteiros, Katmai e Hielo algo atrasado, e assim percorreram a reta oposta sem variantes. Com Alex Rossi preservando a dianteira contornaram a última curva, com Katmai ($45,80) avançado pela cerca e Ídolo Porteño desalojando Iterdetto por fora aspirava à ponta e no inicio da etapa final. No último furlog a cena recebeu novo colorido e Dont Worry ($6,95) pelo meio da raia engolia os rivais e as 17 mil almas presentes começavam a comemorar. Katmai (Scat Daddy) por dentro sustentava o segundo posto, enquanto Ídolo Porteño (Jump Start) não respondia e, mais aberto em insinuante e avassalador sprint surgiu Liberal para se impor no epilogo com meio pescoço sobre Dont Worry Worry (Sultry Song) com um assustado Rodrigo Blanco que não entendeu o que estava se passando. Todo o tramite registrado em 2’09”81/100 com parciais de 24’44, 45’98, 1’12’97 e 1’37”71. O quinteto da tabela com recompensas se completou com o pacemaker inca Alex Rossi (Freud).

Liberal 2

Liberal, um castanho de três anos, filho de Meal Penalty (USA) em Democracia (PER) por Play The Gold (USA), de criação do Haras Los Azahares e crédito da quadra The Fathers (PER). Notável campanha de Liberal, com oito exibições públicas, cinco vitórias (quatro clássicos, dois de graduação máxima; Derby Nacional e GP Latino Americano, um grupo três, Henrique Meiggs, além da 2ª colocação na Polla de Potrillos-G1).

Por Mário Rozano

Fotos: HAPSA – Hipódromo Argentino de Palermo.

Pilar de Hoz: o Peru com um quê de brasilidade

Pilar

Pilar de Hoz é peruana que tem mesmo um quê de brasilidade e possui uma amplitude sonora para além de qualquer fronteira harmônica. Começa com seu primeiro álbum solo Canta Brasil. O repertório muito de Antônio Carlos Jobim, passando por Ivan Lins, Tim Maia, Jorge Bem, Edu Lobo, todos expoentes da música popular brasileira. Repertório esse que frequentava ao cantar com o Bossa 9 antes de gravar o disco. Gêneros distintos que se encontram com a bossa nova, e por isso, alcançando o jazz que encantou os norte-americanos entre o final dos anos cinquenta e início dos sessenta. A diversidade de Pilar é sentida a cada gravação. De locos y cuerdas é um projeto ousado e criativo. Alia sua voz com os violões de Roberto Menescal, de Luis Salinas, Lucho González, Óscar Cavero e a dupla Diego Salvador y Sergio Valdeos onde, mais uma vez, os estilos se encontram, os gêneros se confundem e a musicalidade flui ao natural. Não por acaso é convidada sempre em shows do argentino Salinas, da brasileira Joyce e da mexicana Carmina Cannavino, sem falar de Menescal e Wanda Sá, extraordinária cantora em todos os sentidos. Assim como penetra em tantas texturas musicais, marca encontro com a musicalidade africana. O resultado? Afroamerica um vigoroso trabalho rítmico e temático com a sonoridade eterna da África. Pilar de Hoz traduz todo essa gama de influências através de instrumentos básicos: o violão (guitarra acústica e o cajón peruano. Outro disco emblemático é o da capa lá em cima: Jazz com sabor peruano. Límpido, traz dez canções que se entrelaçam entre si, tornando-o um disco essencial e referência para o jazz peruano. Ouvi-la é entrar em um universo amplo e multifacetado de nuances de vários países sem deixar, em nenhum momento, de ser saborosamente peruano. Pilar de Hoz, um nome para ficar sempre presente.



Peru vence GP Latinoamerino 2015 em Palermo

Liberal

A maior disputa da América do Sul, cuja bolsa é de 500 mil dólares, foi vencida por Liberal, nascido no Peru, secundado pelo argentino Dont Worry e em terceiro o chileno Katmai. Em final de rigor, o peruano levou vantagem em atropelada fulminante não dando a menor chance para o conduzido por Blanco, que realizou uma grande carreira. Idolo Portreño, sob a monta do campeão Jorge Ricardo, fez a mesma corrida do Pellegrini, porém insuficiente para lograr melhor colocação. Decepção completa foi Hielo, vencedor por duas vezes do Ramirez – 2014/15.Um grande páreo que leva o nome com justiça de Grande Prêmio.
O vencedor é filho do norte-americano Meal Penalty na peruana Democracia. Conduzido com maestria por Edwin Talaverano, o zaino recebe os cuidados de Camilo Traverso. Na dupla, Dont Worry, pelos americanos do norte Sultry Song e Even Better, e montado por Rodrigo Blanco. No terceiro posto, o chileno Katmai filho dos também nascidos na América do Norte Scat Daddy em Kossanova e treinada com espero por Rene Ayub e teve a direção de Alejandro Maureira.
O vencedor Liberal cumpriu os 2.100 metros de distância da prova em 2´09″81. Abaixo, a prova.