Heraldo do Monte & Teca Calazans: viola nordestina, violão e canto

Heraldo e Teca

“A vontade de fazer um disco só de voz e violão é antiga. Tomou forma quando ouvi o disco do Heraldo Viola Nordestina, lançado pela Kuarup em 2001. Perguntei ao Mario de Aratanha o que ele achava dessa ideia. Ele gostou, Heraldo também, e assim começamos a trabalhar no projeto. Sou fã do Heraldo desde a época do Quarteto Novo. Além da música, temos outras coisas em comum: ele é um pernambucano exilado em São Paulo, e eu uma pernambucana – de coração – exilada na França. Temos os dois a mesma visão “distanciada” do Nordeste e a mesma necessidade de ir direto ao essencial. Eu já tinha selecionado um repertório de canções nordestinas e sertanejas, melodicamente ricas, que pela pureza e simplicidade encontrariam, no simples acompanhamento da viola, um rendimento total. O Heraldo, com talento que é próprio dos grandes músicos, fez arranjos que acho lindos e eficientes. Para completar, fui pesquisar, nos anos 30, canções de tema rural. A escolha foi fácil, pois a beleza melódica é um das características dos compositores da época. Assim, o repertório ficou perfeito para essa formação minimalista.”

Parte do texto do encarte do disco escrito por Teca Calazans, em 2003.