Kafala Brothers, ritmo e suavidade de Angola

Kafala

Às vezes, passa despercebido. Está, como sempre, escondido entre outros tantos discos perdidos em gêneros que nada a ver têm com o que apresentam. Com o Kafala Brothers não foi diferente. Confesso que não lembro onde comprei o cd, e se estava entre o heavy e o rock ou algo parecido. Não importa. O que importa é que Moisés e Jose são músicos admiráveis. Transformam a linguagem musical através das vozes, da flauta e do ritmo do violão em história contada. História de Angola. Para quem gosta de marcar o gênero, está mais para folk. Suas canções vão margeando a alma, a tristeza, os ritmos, as palavras, o amor e a esperança. Harmonizam cada um desses elementos. Harmonizam os sentimentos. Expressam os seus. Falam de Angola. Falam da África. Falam da Humanidade. Não por acaso. O propósito de humanizar a vida é sina. É compromisso. O álbum é de 1988. Parece distante de 2015. Não é. O que confere a sua atualidade está contido nas letras, na acústica sonoridade de uma cultura de base, uma África, uma Angola aberta ao mundo, sensível e humana. Disco para que os nossos dias sejam de mais reflexão e caminhos para a paz.

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