Jussara Silveira: Pedras que rolam,objetos luminosos

Jussara Silveira

As visitas ao Clube da Esquina e aos seus integrantes são frequentes. Estão longe da novidade. Do exclusivo. Não do diferente. Do olhar bem pessoal de quem visita e de sua leitura ainda mais pessoal. Jussara Silveira, das Geraes com coração baiano, colheu os frutos de Beto Guedes e Ronaldo Bastos. Pedras que rolam, objetos luminosos seduz desde a primeira canção. A gente já entra na casa sabendo quem vai receber: “Amor de Índio”, “Luimiar”, “O sal da terra” e outros clássicos. E aquela influência beatle de Beto em nada atravessa a suavidade dos arranjos de Jussara. A voz, cristalina, faz essa travessia como se fosse cúmplice dos compositores, cria um ambiente fértil, bem cuidado e inspirador. Há sempre um despertar para o novo, o tempo não parou nas canções. Ao contrário, vitaminadas, ganham mais músculos, mais densidade, se tornam intensas, arrebatam. Disco emblemático e atemporal. Como o Clube.

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