The Band: The Last Waltz

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Rick Danko, Levon Helm, Garth Hudson, Richard Manuel e Robbie Robertson: The Band. Paul Butterfield, Bobby Charles, Eric Clapton, Neil Diamond, Bob Dylan, Ronnie Hawkins, Dr. John, Joni Mitchell, Van Morrison, Ringo Starr, Ron Wood, Neil Young, Muddy Waters, Jim Gordon, Emmylou Harris e The Staples: The Last Waltz. A despedida de uma banda que captou, ao acompanhar o bardo Dylan em muitos trabalhos, a essência de uma época. Possuía vida para muito além de Mr. Zimermann, Um grupo de músicos que deixariam os palcos para apenas gravar discos em estúdio. Fez-se o concerto. 1976. E o que era apenas uma reunião de adeus com dois convidados transformou-se em uma celebração. Martin Scorsese filmou. Levou-o às telas. Ainda que muitos integrantes do Band não tenham gostado, The Last Waltz é uma referência em filmagens de bandas de rock. Discos foram lançados. Entre eles, esse cuja capa está reproduzida acima. Não há muito o que dizer. Basta ler a lista de músicos e ouvir. Momentos inesquecíveis habitarão a sua memória musical afetiva.

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Charlie Haden: The Montreal Tapes

Charlie Haden

Se Nelson Rodrigues certa feita afirmou que toda unanimidade é burra a frase não se aplica a Charlie Haden. Mais que ser unânime, o contrabaixista fez escola em suas linhas melódicas de baixo, tornando-o não apenas um compositor mas um instrumentista dos mais requisitados em vida. Perdemos Haden em 2014. todavia, é um músico que permanece muito rico e vivo dentro de cada canção sua ou que participa que ouvimos. o contrabaixo único. E Charlie foi de uma versatilidade visceral, o que comprova seu talento. A grande maioria o identifica com o jazz, e com razão. Se olharmos um pouco mais fundo em sua biografia, vamos encontrar passagens no universo country, folk, outros gêneros tão distintos como os africanos, latinos e fez a sua estrada também em posições políticas fortes sempre a favor do humanismo e da humanidade. Gravou com Egberto Gismonti e Jan Garbarek o fabuloso Folk Songs, e à lista pode-se acrescentar Joni Mitchell, Ricky Lee Jones, Keith Jarrett, Ornette Coleman, o pianista cubano Gonzalo Rubalcaba, Plastic Ono Band – Yoko Ono -, Paul Motian, Carla Bley e Pat Metheny entre tantos mais. No Festival Internacional de Jazz de Montreal de 1989, tocou com o trompete de Don Cherry e a bateria de Ed Blackwell. Um disco extraordinário. Sensitivo. Puro. Um disco Charlie Haden de ser. Abaixo, Haden e suas canções e interpretações em vários momentos.

Joni Mitchell, mais que simplesmente folk

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Joni Mitchell é um ícone da folk music. Arrebatadora, traduziu em harmonias e versos mais que sentimentos. Suas músicas desvendam tanto quanto trazem a luz solar aos nossos dias. Recuperando-se de aneurisma sofrido, as notícias confundem. No entanto seu site oficial mantém viva a esperança de recuperação. Há poucos dias perdemos Chris Square, baixista do Yes. Nome referência no baixo em todos os tempos. E o Yes um dos grandes do rock progressivo dos anos setenta esmaece. A canadense deu um novo sentido ao folk, criou álbuns inesquecíveis, avançou, fez mesclas, com o jazz, com o rock, nâo se limitou a criar melodias, ingressou nas artes plásticas. Muitos dos seus discos têm capas com suas obras, encartes com suas obras. Uma pessoa extraordinária. Um criadora que nos faz pensar. Fica Blue, um trabalho exuberante, fonte permanente de ideias e conhecimento, para que possamos desfrutar sua sensibilidade.

Joni Mitchell: Love has many faces

Joni Love

Joni Mitchell é muito mais que um nome na folk music. Desde que lançou seu primeiro disco no emblemático 1968, Song to a seagull, com produção de David Crosby, e desde lá já tinha a participação de Stephen Stills, por exemplo, ela traçou um caminho significativo em sua carreira. Não se limitou a fazer apenas canções apaixonadas e suaves ao violão. Seu trabalho como letrista e artista tem extrema relevância nesse seu caminhar. E também, revela sempre a inquietude dos criadores. Em 1971 veio Blue, maiúsculo e denso. Para em 1974, pisar firme no jazz/pop de Court and Spark sem se afastar da matriz folk, sua essência. E sempre ao longo dos anos vais construindo uma solidez musical, que mesmo quando tropeça em algumas canções, se mantém coerente com seus princípios e relevando sua maturidade. A caixa Love has many faces: Quartet, A ballet, Wainting to be danced avança sobre trabalhos conhecidos e nem tão conhecidos. Muitos com uma “nova roupagem” e mostra as faces verdadeiras de Joni. É uma interessante mostra de como a sua música foi se formando e sua perspectiva seguindo direção segura em seu projeto de vida seja musical ou mesmo pessoal. Talvez não seja “um resumo” que seus fãs gostariam de ter em mãos. Porém, sem dúvida, é uma coletânea muito rica de uma cantora e compositora que tem a seu lado músicos como David Crosby, James Taylor e Graham Nash, para ficar em apenas três dos ícones do acústico. Belo disco, envolvente e profundo.

Joni

www.youtube.com/watch?v=50zkUclo-cw

www.youtube.com/watch?v=E2nxCSTAq9c

www.youtube.com/watch?v=cRjQCvfcXn0

www.youtube.com/watch?v=LoKBGotuNhc

Fotos: capturadas no site http://www.allmusic.com