Crosby, Stills & Nash: Demos

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Gravações que estão ou estavam à beira do tempo, quase no esquecimento dos próprios artistas, renascem para todas as partes: músicos, gravadoras e público. Claro que por trás de muitos desses lançamentos há sem dúvida alguma a questão comercial, no entanto, também não há como dizer rejeitar escutar trabalhos ainda crus de Crosby, Stills & Nash antes de eles serem um grupo. Vale para outros artistas, por suposto. Em Demos a conjunção começa com versões solo ou em dupla, eventualmente com a presença de Neil Young, quase todo acústico e cada um revelando suas origens. Se Graham Nash vinha dos Hollies, David Crosby dos Byrds, Stephen Stills do Buffalo Springfield, cada um foi demonstrando suas influências dessas bandas e cada qual com o seu jeito de compor, tocar e cantar. O grande mérito do disco é esse. E para além, mostrar o quanto juntos são harmônicos e brilhantes. Young esteve também no Buffalo. E em algum momento a corrente elétrica ou seria acústica? os uniu. No lendário Woodstock, confessam nervosismo e que estavam em suas primeiras apresentações ao vivo. O conjunto de músicas – doze –  apresentado em Demos remete ao período de 1968 a 1971 e que após, ao entrarem em estúdio, receberam o tratamento que os tornou um trio ou quarteto ou dupla excepcionais – ao longo dos anos foram variando as formações entre eles. O álbum vale por tudo o que representa, desde as possíveis, digamos, fragilidades quando a sós, e a fortaleza que se tornam quando juntos. Sobretudo, um disco doce e muito bonito, bom de se escutar e melhor ainda por sabermos que são músicos que independente do talento trabalharam muito para se tornarem Crosby, Stills & Nash, às vezes com Young.