Jan Akkerman, a magia da guitarra holandesa

Jan

Ele já foi o melhor guitarrista do mundo. Se nos anos sessenta os muros de Londres passavam seus dias de fog e raros de sol com o já clássico Clapton is God, a revista britânica Melody Maker não teve dúvidas quanto a 1973: Jan Akkerman é o melhor de todos. O holandês com o tecladista Thijs van Leer já tinha motivos suficientes para ser colocado no hall do rock progressivo, afinal era integrante de uma das maiores bandas daqueles anos, o Focus. Pouco depois de a década de setenta passar por sua metade, Jan partiu para a carreira solo. E vieram vários discos. Todos mostrando, sem concessões, não apenas a mistura do rock com o erudito se não que a bem-vinda influência do jazz e a chegada da música barroca em seu repertório. A música instrumental de Akkerman alçou novos voos. Ele ainda mais. Além de ter frequentado o palco ao lado de BB King, Jack Bruce, Ice T e Paco De Lucia, o apenas comprova sua naturalidade em qualquer gênero, suas composições atingiram um nível notável e suas interpretações ganharam intensidade. Seja pela técnica seja pelo improviso seja pela criatividade. Escutá-lo nos devolve um pouco dos anos vividos com o Focus, porém nos traz uma concepção de música que tece os nossos sentidos.

Focus, o melhor do rock progressivo

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O fascínio pelos anos sessenta para mim é infinito. Nada será capaz de superá-los. Nem mesmo chegar próximo. Está certo, próximo sim, há bandas de grande qualidade ou já fazem parte do passado como a REM, para apenas citar um exemplo. Lá de trás, o Focus é o nome. Os holandeses criaram em 1969 a semente do que seria de fato o Focus como grupo. Thijs Van Leer o líder que imprimiu novos conceitos e estéticas em suas extensas composições instrumentais, sempre providas de improvisações marcantes, com várias nuances eruditas. É possível identificar Monteverdi, Bach em canções como “Eruption” ou “Carnival Fugue” e passagens nítidas do Renascimento em “Anonymus II”. Essa história é um pouco mais adiante, porque no início, o Focus estava mais para o Traffic e com uma formação diferente do começo dos anos 70, quando definitivamente se insere na universo musical, contando com a guitarra preciosa e mágica de Jan Akkerman, a bateria de Pierre Van der Linden e o baixo de Cyril Havermans. Então, o Focus se assume inclusive como Focus na identidade, e chega às paradas Moving Waves com a clássica “Hocus Pocus”. Daí em diante, muita coisa acontece, os nomes vão se alternando, os desentendimentos são maiores que as convergências, e ainda assim gravando discos memoráveis. Muitas outras vezes se reencontraram, claro que não com os mesmos músicos da origem, e se apresentam pelo mundo adentro. Focus é sinônimo do melhor do rock progressivo.

Abaixo, uma discografia básica de estúdio, há outros ao vivo aqui não listados:

  • In and Out of Focus (janeiro de 1971)
  • Moving Waves (outubro de 1971)
  • Focus III (novembro de 1972)
  • Hamburger Concerto (maio de 1974)
  • Mother Focus (outubro de 1975)
  • Ship of Memories (setembro de 1977)
  • Focus con Proby (janeiro de 1978)
  • Focus (agosto de 1985)
  • Focus 8 (janeiro de 2003)
  • Focus 9/New Skin (2006)
  • Focus X (2012)

www.youtube.com/watch?v=RFDW9b_ejfI

www.youtube.com/watch?v=bYVrWWO84Us

Foto capturada na Internet.