Wes Montgomery, a guitarra do jazz

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A formação clássica do jazz tem tudo a ver com Wes Montgomery. O seu estilo, o seu jeito de tocar foi precursor e quem sabe único até então, e aqui fala-se em anos sessenta.Ainda que tenha se tornado guitarrista muito tarde, visto que perdeu a vida ao contrário, muito cedo, o autodidata não se valia da palheta para tirar das cordas a sonoridade que criava em seus solos fantásticos. Havia muita harmonia e melodias que fluíam de sua guitar tanto que que sua forma tão rica e pessoal se tornou referência para nomes como Pat Metheny e George Benson, por exemplo. Se não chegou a ser uma espécie de Miles Davis, que simplesmente fez rupturas com o jazz, Wes trouxe ao gênero toda uma fluidez e liberdade de criação para além das improvisações que caracterizam tão bem os jazzistas. Suas melodias soam, cada vez que se escuta, com uma límpida e cristalina suavidade que envolve sentimentos e é impossível não se parar em silêncio e se deixar levar por suas interpretações. Montgomery foi tão extraordinário que gravou Beatles, de forma insinuante e bela.Tornou famosa a formação do Trio Montgomery formado por sua guitarra, um órgão Hammond e bateria, isso em 1959. Sem dúvida, um precursor que viveu e aprendeu e tocou com os grandes como Leonel Hampton, John Coltrane o que por si já revela o quanto maiúsculo foi como compositor e instrumentista. A morte prematura, com pouco mais de quarenta anos, traído pelo coração, deixou uma lacuna que ainda não foi preenchida. Talvez jamais será. O jazz com Montgomery tem uma conotação que somente quem escuta com a alma pode sentir.

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