Guillo Espel: tenham-no na agenda a partir de hoje

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Zona Canción

De Ciudad y Fábulas  | Obras de Martín Liut y Guillo Espel | Textos de Santiago Espel y Pablo Katchadjian,  Puesta en escena: Laura Figueiras | Carla Rímola Voces: Cecilia Pastorino | Lucas Werenkraut Ensamble: Coti Moroni (Clarinetes), Oscar Albrieu Roca (vibráfono), Pedro Carabajal (cello)

Domingos 5, 12, 19 y 26 de julio, 20.30 hs.   Hasta Trilce Maza 177 | CABA | Reservas htrilce@gmail.com –  Tel 4862 1758 Entrada $100.- Zona canción es un territorio imaginario que Guillo Espel y Martín Liut decidieron compartir para desplegar una serie de obras propias que integran la escena, la voz, la palabra y los instrumentos.  Zona Canción incluye además un desafío autoimpuesto por los compositores: el de la intersección. Espel y Liut se propusieron trabajar en una zona común: un grupo de haikus de Santiago Espel a los que cada uno le puso su música. Ambas partituras serán puestas en diálogo por la puesta de Figueiras y Rímola.  Zona canción es, de este modo, un espacio histórico a ser revisitado de modos múltiples, diluyendo las fronteras entre música(s) y escena(s) diversas, entre lo académico y lo popular, cuya circulación promueve asi romper preconceptos a partir de lo lúdico.  Prensa & Contacto: Catalina Tovorovsky para Farber Agency.  farberagency@farberagency.com.ar cel 1540586213

Se agradece su difusión

 sitios oficiales:

www.guilloespel.com.ar

www.martinliut.com.ar

www.facebook.com/zonacancion

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Hoje, em Buenos Aires, Guillo Espel imperdível

Guillo Espel

Guillo Espel

Charla Seminario “Composición: una trama continua e irresuelta”

Invitado al prestigioso ciclo de charlas organizado por el Laboratorio de Investigación y Producción Musical (LIPM), el compositor y guitarrista disertará acerca de sus obras (con audición de las mismas), la dinámica actual de la música argentina y la composición universal. La charla comenzará puntualmente.

Viernes 12 de junio, 19.00 hs.

Centro Cultural Recoleta
Junín 1930 | 
Aula LIPM, 1er. piso
Entrada libre y gratuita

Informes
Laboratorio de Investigación y Producción Musical | Centro Cultural Recoleta
lipm08@gmail.com
4803-4052 | 4803-1040 (222)
http://www.cent roculturalrecoleta.org/nuevositio/lipm

 Guillo Espel  – sitios oficiales:

Guillo Espel no Teatro Colón

Espel

| Guillo Espel |
|Teatro Colón|

Domingo 19 de abril de 2015, 11 hs

Guillo Espel Cuarteto | + Quinteto de Cuerdas | + Invitados Especiales

Música Folklórica Argentina

Ciclo de Intérpretes Argentinos
Teatro Colón | Libertad y Viamonte, CABA
Entrada gratuita
(se retiran en boletería del Teatro desde el  jueves 16 de abril, 9.00 hs)

Producción Ejecutiva General y Prensa:
Catalina Tovorovsky 
para
 Farber Agency
informes y contacto: farberagency@farberagency.com.ar cel 011 1540586213

Para quem estiver indo a Buenos Aires, para quem acessar este espaço na Argentina, assistir Guillo Espel é mais que um presente. Talento, sensibilidade, e mais tantas preciosidades da música do Prata com tantas outras influências sendo acolhidas que estar em uma apresentação do violonista é algo indescritível. Vá para não se arrepender depois. (Está certo, você não pode ir, você não é de Buenos Aires, então, acesse os endereços acima e boa viagem!)


Once Mujeres: Guillo Espel y Fernanda Morello obra extraordinária

Guillo & Fernanda

É possível haver um encontro entre um compositor para violão e uma pianista interpretando suas versões para outras canções? Sim, é possível. Once Mujeres é um disco superior pois para além desse encontro há uma química entre as harmonias criadas por Espel e a notas tocadas por Fernanda. E nada que possa ser rotulada apenas como “obra do acaso”. A concepção do trabalho conjunto talvez tenha nascido do conhecido e reconhecido talento do violonista em ter perto de si músicos de grande sensibilidade. Assim, o primeiro passo dado pelos dois foi quando da gravação de Hojas de Hierba onde as composições de câmara e sinfônica de Espel tiveram a presença do piano de Morello. Depois, um arranjo para o tango “Maria” de Aníbal Troilo, do repertório dela. E, ao natural, as conversas entrelaçaram objetivos comuns e os nomes femininos vieram com a mesma densidade com que um compõe e a pianista interpreta. Dessa afinidade, duzentas canções estavam à mesa e as escolhas complicadas. Porém, foram se agrupando em tempos diferentes, gêneros distintos, motivações afetivas e pessoais de um e outro, gostos e influências também conspirando a favor e de repente Once Mujeres ganha forma, ganha corpo, ganha rosto, ganha vida. Vida concebida por ambos. Em entrevista a Nicolás Gagliani ao site http://www.musicaclasicaba.com.ar Fernanda faz uma afirmação definitiva: ” Esse é o trabalho de um intérprete, captar o essencial de cada estilo”. Afirmação alicerçada da forma e na estética do trabalho conjunto que não se limitou a ser arranjos para músicas com nomes de mulheres.

Capa FEr gui

Longe disso. cada composição escolhida ganhou versão. Ganhou uma vida completamente nova. ganhou uma dimensão que ultrapassa qualquer nota possível de ser dada tamanha a qualidade do trabalho e integração entre ambos. A essência musical se diluindo em favor do novo para versões de extraordinária beleza como “Eleonor Rigby” alcançam elementos diferentes no que ainda é hoje feito quando alguma canção dos Beatles é tocada, por exemplo. (http://www.musicaclasicaba.com.ar/blog/ver/10/Fernanda_Morello_y_Guillo_Espel_presentan_su_nuevo_CD)
Evidente que respeitando cada estilo e proposta, fica ainda mais evidente que a de Guillo Espel e Fernanda Morello rompe com toda e qualquer fronteira seja ela musical seja ela na relação entre compositor e intérprete. Por tudo isso e mais um tanto que ao ser escutado que Once Mujeres se inscreve como um dos discos mais instigantes e belos desde a sua concepção até chegar a sua execução. E atesta, em definitivo, o talento e a maioridade de Espel e Morello, quem sabe uma dupla cujo futuro não se encerra neste disco maravilhoso. Vida longa a ambos e felizes somos nós que podemos desfrutar de um trabalho de extrema sensibilidade.

http://www.youtube.com/watch?v=67NpGKKKtLU
http://www.youtube.com/watch?v=2jNN-NnRHzU

Foto: Marcos Zanellato. Capa: capturada na internet.

Guillo Espel: do erudito ao folclore com ousadia e sensibilidade

Guillo

Minha relação com os países do Prata é por demais conhecida e todos também sabem que em minhas veias mais corre água do emblemático rio que sangue. Uruguai e Argentina estão em mim quem sabe muito mais que hoje Porto Alegre me habita. Sinto muita falta de Buenos Aires. Montevidéu tenho sido com mais frequência. Os amigos que tenho na capital portenha me deixam mais tentado a voltar o quanto antes e devo isso ao Marcelo Fébula, ao Gustavo Lopecito, ambos do site de turfe Los Pingos de Todos e também o Pablo Gallo, outro especialista em corridas de cavalos que conheci graças ao meu irmão Mário que está firme com o seu De Turfe Um Pouco. Todavia, muito antes, na primeira ida, em 1994, com Inês, a Buenos Aires ao contrário de ser uma viagem de lazer, foi mais uma viagem de trabalho. Jornalista sem gravador, bloco de anotações e caneta não é jornalista. E assim, a gravadora alternativa do Litto Nebbia, Melopea, foi a primeira a ser visitada. Bem recebido, além de um grande número de cds, assisti a alguns shows, vi e escutei Adriana Varela, então no Septeto Argentino do Litto, entrevistei-o, assim como a Lito Vitale, Leon Gieco e Eduardo Barone, então na EMI argentina, que me “regalou” com uma caixa chamada 10 Años de Vida – Uma Historia del Rock Nacional, contendo cds de Pescado Rabioso, La Máquina de Hacer Pájaros e a trilha do filme Rock Hasta que se ponga el Sol. E estava para sair uma com a obra completa do Sui Generis, mas essa não consegui. Para além do lançamento histórico, o box traz o primeiro grupo de Charly Garcia pós Sui Generis, o La Màquina de hacer Pájaros. Desses contatos, acabou em minhas mãos cds do grupo La Posta. Estava presente Guillo Espel. Escutei cada um deles, acho que dois ou três, não lembro bem, e havia um em especial que havia batido direto: De Homenajes y Leyendas. Marcante o trabalho de fusão ou de criação erudita sobre temas populares, folclóricos, de jazz – há presença brasileira de forma subliminar no disco. O La Posta era Guillo na guitarra, percussão e canto, Pablo Aguirre no piano e teclados e Jorge Alabarces nas flautas. Passado um ou dois anos, o retorno foi direto á gravadora e ao encontro de Guillo, de quem me tornei amigo. tenho quase toda a obra desse compositor ousado e criativo. Criterioso mas sem nenhum preconceito. O La Posta se desfez, Guillo continuou ou como Guillo Espel ou como Guillo Espel Cuarteto. E como cuarteto veio ao Brasil, tocou em Porto Alegre, e naquele dia, não pude assisti-lo, o que me deixa até hoje um imenso vazio. Porém, ele, generoso, me fez chegar Salir al ruedo. E então pude mergulhar mais uma vez em composições e arranjos que possuem não apenas a marca de músico incansável mas sobretudo de um músico aberto ao que há de melhor na música. Guillo é também um descobridor de talentos e não esconde que por ele vários projetos se desenvolvem em favor da música argentina. É natural encontrar em seus discos composições de Lilián Saba, uma pianista soberba, Manolo Juarez, outro pianista maiúsculo, Ariel Ramirez, Nora Sarmória, Antônio Carlos Jobim, e outros tantos consagrados e novos, sem distinção alguma.

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Tem se mostrado ao longo dos anos com trabalhos sólidos cujos alicerces o conduzem a um lugar especial entre os nomes da música latino-americana. participou ativamente do disco, o último, de Antônio Agri, Agri x2, que teve a participação do violinista Pablo Agri. Guillo orquestrou “SP de Nada” e Carambón”, compostas por Agri e executadas pela Orquestra Sinfônica Nacional da Lituânia. Com Fernanda Morella lançou em 2014 Once Mujeres, e antes havia gravado, por exemplo, Hojas de Hierba e De Raiz Folklórica onde reafirma sua disposição para criar e recriar com originalidade e ousadia. Possui, também, talento para a escrita e são de sua autoria dois livros importantes: Escuchar y escribir música popular e Aquel outro folklore. Vá ao seu site e descubra um tesouro musical riquíssimo: http://www.guilloespel.com.ar .

Buenos Aires, cidade do meu imaginário

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E hoje, da minha realidade. Nasci do lado de cá do Prata. À beira de um rio/lago ou lago/rio, não sei ao certo. Para mim, rio. O Guaíba. mas, foi sempre o Prata que alimentou meus sonhos, que atiçou o meu imaginário. Rio. Sempre os rios em minha vida. Os rios da Geografia em época de colégio. Os rios que ao longo da vida fui cruzando. Os rios que me tornam peixe desde sempre. Um dia, atravessei esse rio. Buenos Aires. Cidade que me acolheu. Cidade que se fez (e se faz) minha. DSC01764

Cidade que sei que vivi em algum lugar do tempo passado. Conheço cada palmo de suas ruas, de suas casas, de seus cafés, sua música, o tango, a milonga, do seu rio. Cidade dos meus amigos. Cidade onde não nasci por força do destino, apenas. Buenos Aires, mais que cidade do meu imaginário, cidade da minha realidade.

(Dedico este post aos meus amigos da alma Marcelo Fébula e Gustavo “Lopecito” López, que são Buenos Aires em mim.)

www.youtube.com/watch?v=YpbUHZcfnW8

www.youtube.com/watch?v=B05LyDjnWTo

www.youtube.com/watch?v=cWvHuZXgcYI

(As músicas de Guillo Espel, músico de extraordinário talento, com quem desde 1994 fiz amizade quando ainda (ele) era integrante do grupo La Posta.)

Fotos: Chronosfer