Gene Clark: White Light

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Roger McGuinn, David Crosby e Gene Clark criaram o The Byrds. Depois, chegaram Chris Hillman e Michael Clarke e eletrificaram, por exemplo, “Mr. Tambourine man” de Mr. Dylan. Isso quando pularam do folk rock para outras possibilidades sonoras entre elas a psicodelia e o country. Embora para muitos McGuinn sempre foi a alma dos Byrds, outros tantos credita a Clark a essência do seu som, era quem conduzia os byrds pelos caminhos da música. Na segunda metade da década de 60, assumiu a carreira solo e fez álbuns antológicos como No Other, White Light e Echoes. Em No Other foi um visionário, apenas a passagem do tempo foi reconhecer a genialidade de suas composições e arranjos. As mesclas de gêneros. Os vocais maravilhosos. E White Light é o mais puro rock clássico que poderia existir naquele 1971. Um disco denso, nuances fortes de country, camadas sonoras originais e uma poética simples e contundente. Gene Clark é um dos grandes que merece estar sempre por perto.

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Roger McGuinn & Gene Clark além dos The Byrds

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Em qualquer lista que se faça dos maiores do mundo em todos os tempos o nome dos Byrds está presente. Com justiça. Roger Guinn, Gene Clark, David Crosby e Chris Hilman possuíam uma alquimia única e transformadora inclusive dando às canções de Bob Dylan novas nuances. Inovadores, quando cada um ao seguir o seu caminho não conseguiram repetir o mesmo encantamento quando juntos. Se Crosby foi para o antológico Crosby, Stills, Nash & Young, McGuinn tocou com outros tantos e fez trabalhos solos apenas razoáveis, Hilman vez por outra aparecia com os outros dois como trio ou dupla com Roger, e Clark fez alguns discos geniais. Entre eles, No Other de 1974, cuja criatividade estava na pele do músico. Assim como White Light, este de pouco antes, 1971. Clark possuía um magnetismo próprio dos solitários e passava isso em suas performances. Já havia mencionado isso aqui em posts mais lá atrás, e em sua genialidade conseguiu criar um estilo e uma estética onde o acústico foi o caminho natural. Algumas canções com Roger e com os Byrds ou solo sempre são bem-vindas. Aproveitem sua sensibilidade.

Gene Clark, um Byrd solitário

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É possível até hoje ouvir que os Byrds eram Roger McGuinn e David Crosby, mais o baixo de Chris Hillman. Engana-se quem pensa assim. O grande mentor do grupo foi Gene Clark. Nascido Harold Eugene Clark em 1944, aos vinte anos encontrou o então James ou Jim McGuinn (e depois Roger, em definitivo) para formar o The Byrds, que, sem dúvida, revolucionou a folk music dando a ela psicodelismo e eletricidade. Para Hillman, Clark era a alma e a síntese da banda. Ele e suas composições foram guias em uma década inesquecível em todos os níveis da arte, em especial a música. E é exatamente no período de 1964/66 que os Byrds experimentam sua melhor fase. Com Gene Clark. Desentendimentos o afastam, e começa a peregrinar aqui e ali, formando duplas, retomando os Byrds, outros grupos, trio (McGuinn, Clark & Hillmann – 79), discos solos. Em geral, pouco sucesso, muito fracasso. Sua guitarra ritmo, que ao tempo dos Byrds passara a Crosby em troca do pandeiro e harmônica, compôs belas canções country-folk- rock distantes da repercussão comercial desejada, embora o reconhecimento da crítica. E então a história se torna recorrente: álcool e drogas entram em sua vida. Passa por períodos melhores, outros piores, se aproxima do guitarrista Jesse Ed Davis, realizam trabalhos juntos, e depois cada um segue seu caminho. Interessante que Davis é encontrado nos créditos de vários e extraordinários músicos como George Harrison, John Lennon, Eric Clapton entre tantos. Até que aos 46 anos, em 1991, a morte o encontra. Deixou um legado fantástico, vários trabalhos significativos e sobretudo por ser (a obra é perene, fala-se no presente) um compositor instigante e coerente com sua trajetória e jeito de ser.

Um depoimento bem pessoal: tenho um cd surpreendente chamado Live at The Old Vienna Kaffehaus de 1988. Ali, está um músico atormentado, solitário, um violão riscando a tristeza em repertório em que há muito de Bob Dylan e Byrds, mas há a alma de Gene Clark sendo aberta. Um disco por tudo, maravilhoso e a sonoridade acústica fascina e a voz é doce e envolvente.

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www.youtube.com/watch?v=x901yPr6pP8

www.youtube.com/watch?v=HSIYFqeEacQ

www.youtube.com/watch?v=j5ruo6h6AGk

Fotos: http://fanart.tv e http://www.furious.com, pela ordem.