Eric “Forever Man” Clapton

Eric

Mais uma dessas compilações ou coletâneas que abraçam períodos da carreira de um superstar, talvez de toda a trajetória, pinçando aqui e ali canções de sucesso com outras de significado e muitas sem nenhuma repercussão maior. Apenas tem a assinatura do astro. Forever Man não traduz de forma alguma Eric Clapton. O nome do álbum – que pode ser duplo ou triplo em sua edição de luxo – faz justiça a Eric, que um dia viu seu nome grifado nos muros e paredes de Londres como Deus, da guitarra. Época do Cream, com Jack Bruce e Ginger Baker. Ou será do Blind Faith? O disco triplo pode ser dividido em Blues, Ao Vivo e Estúdio. Confesso que ao escutar cada um deles, claro que há passagens maravilhosas, não consegui me conectar com o todo que é apresentado. A clássica “Tears in heaven”, por exemplo, e não lembro de que disco é a gravação que está nesse, é inferior ao que ele apresenta no Guitar Festival Crossroads. Há uma incômoda guitarra na canção, quando, isso para mim, apenas ao violão a sonoridade é mais sincera, mais honesta, mais sensível. Outros clássicos desfilam, as parcerias com BB King e J.J. Cale também, e estão nelas quem sabe o melhor dos três cds e nas passagens ao vivo mais consagrados hits como “Badge”, “White Room”, “Sunshine of your love”, “Wonderful tonight”, “Layla” e “Cocaine”. Para ficar apenas com essas. Parece-me que a ideia de apresentar aos admiradores de Clapton um painel mais vivo e intenso de sua obra se transformou em um todo sem unidade tanto quanto as performances que se diluem a cada faixa tocada. Um disco duvidoso,  apenas para ser de coleção e caçar níquel à gravadora. Mr. Clapton não merecia isso.

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