I Am Sam: music from and inspired by the motion picture

i am sam

Inserir os Beatles em nossas vidas e cotidianos é muito simples. Eles estão sempre presentes, e sempre estarão. A sensação é de que passa ano entra ano eles são cada vez melhores. E qualquer trilha se não tiver um disco completo deles pelo menos uma ou duas canções estão na playlist. É inevitável. E muitos filmes e séries se valem do talento do quarteto inglês para criarem situações muitas vezes únicas em cenas ou de alegria ou de complexidade dramática. O filme I am Sam estrelado por Sean Penn e Michelle Pfeiffer (2001) tem em sua trilha sonora uma verdadeira coletânea dos Beatles. Dezenove músicas que muito mais que emoldurar o enredo se completam e ganham vida para além da tela. No roteiro, o diretor Jessie Nelson trabalha com o talento de Penn e Pfeiffer ao contar a história de Sam Dawson, um homem com atraso cognitivo que cria sua filha Lucy (Dakota Fanning) com a ajuda de seus amigos. O que até então era uma vida normal, chega ao fim quando Lucy completa sete anos e ultrapassa a capacidade intelectual do pai o que desperta a atenção da Assistência Social. O destino da menina, o orfanato, passa a ser decidido na Justiça, por força da advogada Rita Harrison que o defende até a decisão final. Aqui fica em aberto para quem desejar assistir ao filme. Além de uma trama sensível e sobretudo reflexiva, a trilha é magnífica. Um encontro de linguagens transformou o disco em um interessante painel sobre a obra dos Beatles através de arranjos e interpretações de diversos artistas de gêneros tão diferentes entre de si e dos próprios autores. A lista é significativa: Eddie Vedder (“You´ve got to hide your love away”), Nick Cave (“Let it be”, “Here comes the sun”), Bem Harper (“Strawberry fields forever”), Sheryl Crow (“Mother nature´s son”), Bem Folds (“Golden slumbers”), entre outros nomes de peso. Sem dúvida, um álbum entrelaçado ao roteiro, às interpretações dos atores e músicos engajados na proposta. Para se ter sempre por perto. Abaixo, o disco na íntegra.


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The Bridge School Concerts: Neil Young & Friends

Bridges

Programa especial para crianças com graves deficiências e em especial a de comunicação complexas, Neil Young e sua esposa Pegy Young produzem The Bridge School Concerts todos os anos. Com o objetivo de criar programas com técnicas e tecnologias de comunicação ainda mais avançadas, os shows beneficentes acolhem os mais diversos artistas do mundo da música que em um fim de semana por ano se dedicam e dedicam seus talentos em favor dessas crianças. A cada edição, a lista se alonga: REM, Smashing Pumpkins, Red Hot Chili Pepers, Tom Waits, Willie Nelson, Lou Reed, Metallica, Norah Jones, James Taylor, Jack Johnson, Crosby, Stills & Nash, Dave Mattews, Eddie Vedder, Emmylou Harris, Bem Harper e Paul McCartney. Alguns nomes apenas mencionados acima, destes alguns já partiram, outros não estão mais juntos, o que permanece perene é o objetivo e a sensibilidade de Neil e seus amigos. A capa reproduzida acima é a primeira compilação desses concertos, foi editada em 1997, 11 anos após a realização do primeiro encontro em outubro de 1986. De formato essencialmente acústico, este volume traz além de Neil Young, performances de Tom Petty, Tracy Chapman, Pretenders with The Duke String Quartet, Beck, Bonnie Raitt, Don Henley, Ministry, Simon & Garfunkel, David Bowie, Pearl Jam, Lovemongers, Nils Lofgren, Elvis Costello e Patti Smith. Dizer que o disco é maravilhoso é ser redundante. É falta de originalidade. Falta de talento de minha parte. Todavia, o disco é maravilhoso. O projeto, ainda mais. E há outros discos, coletâneas, inclusive de 25 anos do The Bridge School. Um álbum indispensável por tudo o que representa, e sobretudo pelo espírito humanitário que todos desejamos. Um abraço de paz a todos e seja a música um do elos indestrutíveis da construção de uma ponte para essa paz.

The Swell Season: Strict Joy

Novo Swell

Disco de 2009, soa atual, como se o lançamento tivesse ocorrido ontem. Delicado, sensível, revela Glen Hansard e Markéta Irglová em seus momentos mais delicados e sensíveis. Já não mais um casal na vida real à época, cada faixa é quase confessional. Há espaço para se cada um seja o que é e há espaço para que suas vozes se complementem. Canções inspiradas e doces, arranjos bem estruturados, muito do The Frames, passagens típicas de Van Morrison, mas, sobretudo, o talento de ambos é maiúsculo.

Strict Joy é o segundo álbum da Swell Season. Para muitos poderá ser uma continuação do primeiro, com passagens próprias do filme que os uniu, mas prefiro pensar que é um trabalho muito mais amadurecido, mais elaborado ainda que repleto de emoções cuja essência está mesmo lá atrás, quando juntos. No entanto, a dimensão da criatividade de Glen e Markéta fica bem acentuada na participação ora de um ora de outro. A compositora nascida na República Tcheca – lindo país, de um povo extraordinário que pude conhecer – se mostra à vontade e cresce muito com composições consistentes e densas, o que aconteceu com extrema naturalidade em seu solo Muna já comentado nesse espaço. Glen segue seu caminho ao natural, avançando em seu estilo mais folk alternativo, muitas vezes fazendo apresentações com nomes como Eddie Vedder e Bruce Springsteen, por exemplo. Todas as canções são de muita qualidade e destacar uma ou outra não é justo. O disco é excelente tanto o simples e a parte ao vivo são maravilhosas. vale por inteiro, sem medo algum de escutar com a tecla programada no repeat.

www.youtube.com/watch?v=b5KV1Lf2NkY

www.youtube.com/watch?v=lL-iZEZrO2g

www.youtube.com/watch?v=PonavQsRK3M

www.youtube.com/watch?v=Db-2hPY0E5M

 

 

Capa: reprodução Internet.