Dylan LeBlanc: Cautionary tale

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Logo após lançar Paupers Field (2010), Dylan LeBlanc foi saudado como um Neil Young jovem. Dois anos passados, Cast the same old shadow chega ao público com as mesmas características do primeiro: a melancolia. Influências ou rótulos à parte, LeBlanc constrói um trabalho folk com variantes pop/rock com quê de country de consistência sonora. Com Cautionary tale o cantor e compositor inicia, quem sabe, um novo caminho. Sem se afastar da origem, lança novas cores ao seu arco-íris harmônico com nuances de cordas mais encorpados e criativos. O violoncelo, o violino e a viola se agrupam com tamanha exuberância que a melancolia, embora presente em algumas faixas, dá sinais de despedida. Mais maduro, sua performance contém variações que formam um escudo ao seu jeito de ser, o que de alguma maneira traduz sua evolução como pessoa e músico. Se continua ou se é uma espécie de Neil Young  pouco importa até porque ser Neil Young –  em todos os sentidos – é algo impossível.  No entanto, são inegáveis o seu talento e sua criatividade. Vale fazer uma pequena viagem através de suas texturas poéticas e musicais.