Liliana Herrero y Juan Falú: Leguizamón – Castilla

Liliana Juan

Gustavo Leguizamón es un surrealista criollo, um filósofo de los sonidos, del mito y del humor. Se há situado entre las leyendas de las viejas culturas y la más moderna poesia de la soledad. Estos dos mundos sucitaron um desgarramiento que solo pudo sobrellevar com uma ironia de aristocrata y na nostalgia de bohemio. Era um descreído esperanzado.

Para él la vida estaba hecha de enredos y absurdos. Em la brevedad de um chiste y em la complejidad de la poesia, el Cuchi inspira su musica irreverente. Com su música, com su obra, siempre tuve la sensasión que el folklore, si bien tiene sonidos lejanos, infinitamente arcaicos, al mismo tempo respira la comprejidad del mundo presente.

Manuel Castilla es uno de los poetas argentinos fundamentales, comentarista lírico de relatos primordiales del país, buceador de los secretos, los ritmos y las celebraciones más exigentes de las palabras. De sus textos surge uma música que subyace em el fondo siempre sugerente de ciertas palabras, de ciertos giros, de ciertas metáforas e imágenes. Para este hombre barbado y gozante el descubrimiento del drama y la fuerza del paisaje es lo que funda la metáfora del vivir. Pienso que aún cuando sea um poeta cuyas poesias han tenido y tienen esa independencia necesaria de las canciones en que se há corporizado, a Manuel castilla se lo puede cantar cuando se lo leer cunado se lo canta.

La melancolia de estos dos hombres acaso está sobrevolada por duendes y por el passo del tiempo que a veces rodea a las pesonas com trágica solemnidad y a veces com uma travesura.

A ellos también los rodeó esta alternativa: la picardia y la ironia. Com estas dos formas de la consciencia, com el “granizo tíbio de sus espuelas”, ataron los lazos de la memoria, que es simpre actividad en el reposo, uma forma del “estar estando”.

Texto de Liliana Herrero no encarte do disco.

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Folclore de Cuchi Leguizamon por Pablo Márquez

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O campo do folclore é imenso, vasto, e muitas partes dele ainda inexplorável. Permanece intacto, resistindo a passagem do tempo. Para muitos, confinado ao determinado espaço geográfico, para outros, devendo ganhar outros espaços maiores e amplitude geográfica. A primeira vez que ouvi o Cuchi  Leguizamon foi pelo León Gieco e o seu trabalho insinuante e significativo da música argentina chamado De Ushuaia a La Quiaca onde, acompanhado de alguns músicos do porte de Gustavo Santaolalla e a extraordinária folclorista Leda Valladares, percorreu o país de norte a sul, leste a oeste recompilando e mesmo deixando no original o folclore do país platino. São várias as regiões e as culturas que ali residem. O salteño Cuchi é um desses nomes sagrados. Um homem que trabalhou de forma incessante sua obra, reinventado-a sempre a partir do tradicional até atingir um ponto acima, criando diálogos com os seus movimentos que são pura poesia. É a partir das composições de Leguizamon que o guitarrista Pablo Máquez gravou uma verdadeira pérola musical: El Cuchi bien temperado. O argentino, também natural de Salta, vive na Europa, mais ligado ao clássico, nesse trabalho volta seu olhar para dentro da Argentina e encontra o fascínio que Cuchi desperta. O titular do instrumento que toca na Academia de Música da Basileia, Suíça, se vale das zambas, chacareras, vidalas, bailecitos, cuecas e carnavalitos do mestre e cria um disco admirável pelo caráter original ao mesmo tempo em que mantém as “interioridades” criativas de Leguizamon tal como as concebeu. Claro que muda aqui e ali os tons, os timbres, as texturas, mas não perde em nenhum momento de vista as composições para outras derivações que o improviso, por exemplo, poderia propor. Manteve o equilíbrio entre as criações de Cuchi e a sua linguagem com o seu projeto, e, sobretudo, não abre mão do seu jeito de mostrar como sente ao tocar a obra do compositor salteño. Um disco de riqueza musical, erudito passando longe do acadêmico, e oferece tantas possibilidades de interpretação e leituras que valoriza Cuchi Leguizamon como um folclorista com muita densidade clássica. Um álbum magnífico. (o último vídeo é o próprio Cuchi ao piano.)