Adam Cohen: Like a Man

Adam Cohen

O peso do DNA pesou um tanto durante anos. Afinal, ser filho de Leonard Cohen é mais que um peso, mas de repente poderia ser um caminho e uma bagagem de histórias. Adam fez a escolha certa. A de seguir caminho. Like a Man são dez canções que, sim, tangenciam o pai, e ao mesmo tempo revela um compositor/cantor de personalidade. Não vale comparações. Injusto. Adam é Adam e isso é o suficiente. E sua matéria-prima é amar. Ela desafia as faixas do disco, desliza por sua voz, pelos instrumentos, pelas vozes que acompanham, pelo próprio canadense. E torna-se um trabalho autoral, escapando das metáforas do Cohen pai e introduzindo uma linguagem mais direta, sem muitas concessões em sua objetividade repleta de observações. Os arranjos são sutis, bem elaborados e se complementam, tornando a obra um todo bem encaixado. Um disco que Adam fez para ser Adam Cohen e não o filho de Leonard. Conseguiu. É um belo e sensível álbum.

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Joni Mitchell, mais que simplesmente folk

joni mitchell

Joni Mitchell é um ícone da folk music. Arrebatadora, traduziu em harmonias e versos mais que sentimentos. Suas músicas desvendam tanto quanto trazem a luz solar aos nossos dias. Recuperando-se de aneurisma sofrido, as notícias confundem. No entanto seu site oficial mantém viva a esperança de recuperação. Há poucos dias perdemos Chris Square, baixista do Yes. Nome referência no baixo em todos os tempos. E o Yes um dos grandes do rock progressivo dos anos setenta esmaece. A canadense deu um novo sentido ao folk, criou álbuns inesquecíveis, avançou, fez mesclas, com o jazz, com o rock, nâo se limitou a criar melodias, ingressou nas artes plásticas. Muitos dos seus discos têm capas com suas obras, encartes com suas obras. Uma pessoa extraordinária. Um criadora que nos faz pensar. Fica Blue, um trabalho exuberante, fonte permanente de ideias e conhecimento, para que possamos desfrutar sua sensibilidade.