Turfe: O amor pelos cavalos de corrida

Rio Volga 1

Hoje, um ano e três meses de ausência. A saudade é o sentimento que jamais abandona. E é ela que mantém a memória acesa para o que os olhos descansam. Há muito, ainda, dentro de mim. Ao rever seu depoimento feito anos antes, quando dos seus 80 anos – partiu com 82 – está a passagem que fez com que ele amasse os cavalos. E deles e com eles construiu a sua vida, a sua família. Abaixo, uma pequena parte do que disse com o brilho aguado do amor que alicerçou tudo o que viveu.

Rossano e cavalos

“Meu pai tinha cavalos de carroças e gostava de cancha reta. Nascido no Uruguai e de lá veio com uma tropa de cavalos para vender ao Exército. Veio, casou e ficou. No verão, a família ia para o Cassino pois na época era muito difícil conseguir emprego, então comprou um pedaço de terra e começou a vender leite e carne aos veranistas. Nasci no Cassino por isso, a família trabalhando e em dezembro, verão nasci. Em 41 minha mãe faleceu, e meu pai foi trabalhar no Swift, e eu e meus irmãos fomos para o colégio dos padres salesianos. O destino é caprichoso, eu já era apaixonado por cavalos. Meu pai teve um acidente, ficou muito tempo no hospital. E nós internos no colégio. Em um domingo que reservo ao destino, os padres nos levaram a passear, naqueles antigos bondes abertos, nos levaram ao prado da Vila São Miguel. Eu fiquei transtornado, não sei a expressão que digo. Desde sete, oito anos montava os cavalos lá nas retas do Cassino, olhei os cavalos, os jóqueis fardados e era assim, o número um era blusa branca, o dois vermelha, o três azul, o quatro amarela….fiquei ainda mais apaixonado. No dia seguinte, no momento da missa disse ao meu irmão mais velho, Antônio, que iria fugir. A porta abriu e saí. Fui em direção ao prado pela estrada do Coester, que existe até hoje, levei o dia inteiro caminhando para chegar. Vi uma casarão, na Vila Matadouro, que era uma cocheira, estava um rapaz trabalhando e entrei e pedi para trabalhar. Pelo meu tamanho não fui aceito, mas chegou um castelhano, que era treinador, Darci Casser, e disse que pela casa e comida poderia ficar. Fiquei. Limpava as cocheiras, esse tipo de trabalho. Em 42, minha irmã, coisa do destino mesmo, casou com um ex-jóquei e então treinador, Dirceu Antunes, que me empurrou ainda mais para o prado. Meu pai estava saindo do hospital e quando soube que havia fugido me levou de volta ao Cassino e retornei ao colégio. No verão daquele ano, um senhor chamado Luis Pelhos, representante da Vinícola Garibaldi, de Pelotas, e era amigo do meu pai me levou para lá – Pelotas – para sair do prado e estudar. Mas, antes de ir, eu andava nas cocheiras do Dirceu e um dia montei uma égua chamada Madresilva e fui até onde eram realizados os treinos e meu cunhado não gostou do treinamento dela e mandou a égua de volta para a cocheira. Esse o detalhe é extraordinário, mandou de volta a égua e ela voltou, eu gritando e quando chegamos o portão estava fechado e ela parou e eu cai. Ela abriu e entrou. No dia seguinte eu já estava levando os cavalos para caminhar na água, pois em Rio Grande é muito comum fazer isso para curar os boletos, os joelhos.

Em Pelotas, ia estudar não lembro se no Gonzaga ou Pelotense. Era época da guerra, e atiravam muitas pedras nas casas dos alemães, a gurizada fazia isso e eu entrava junto. Certo domingo, o senhor Luís nos levou a passear e vai justamente à Tablada. Estava me seguindo o prado. Na segunda pela manhã a esposa desse senhor me pediu para levar a correspondência para ele no escritório e no meio do caminho voltei. Era fevereiro ou março, ainda não havia começado as aulas e o que fiz: como tinha algum dinheiro no bolso, peguei o saco de roupas, hoje é a mochila, e fui para ferroviária. Não tinha trem, mas passaria um carro-motor vindo de Bagé às oito da noite. Fiquei o dia inteiro esperando. Quando cheguei, minha irmã quase enlouqueceu. Três ou quatro dias depois, meu pai foi visitar o neto recém-nascido e me levou de volta ao Cassino. E me disse que se eu quisesse ficar com os cavalos que fosse para o Chuí, onde havia uma fazenda de uns amigos dele. Pensei em fugir de novo, mas não foi possível, não lembro bem, mas a minha irmã chorou e acabei ficando nas cocheiras do senhor Miguel Pereira na Vila São Miguel. Já tinha treze anos quando o Dirceu, conhecido como Morcilhão, levou cavalos para correr em Pelotas. Fiquei em Rio Grande, até que um dia chega um senhor e me leva para correr cancha-reta, tiro livre, lá no Senandes. E ganhei. Foi a primeira corrida e a primeira vitória, mas não vale, era apenas cancha-reta. Um jóquei, Ademar Cunha, o Chilinga, resolveu inscrever uma égua que trabalhava todos os dias, Alfaciana, o peso era 44 kg e não tinha jóquei com menos peso e a minha irmã disse “bota o Maruca”, como me chamavam, e tirei a matrícula de aprendiz de terceira. Foi a primeira vez que montei. Isso foi em 44, ainda com doze anos, não tinha bota e pedi ao Dinarte, colega de trabalho, também aprendiz que me emprestou depois. Tem uma fotografia dessa primeira vez que montei e eu estava sem as botas. Minha primeira corrida oficial como jóquei em Rio Grande. Tudo era muito difícil, longe.”

amor pelos cavalos 2 (fotografia)

Todos os dias 26 de cada mês, a coluna “Das cocheiras do Stud Mario Rossano” estará presente com uma passagem da vida de Mário Rossano, cuja presença e exemplo permanecem intactos.

Turfe: Das cocheiras do Stud Mário Rossano: Mário Rossano e Irineo Leguisamo

Rio Volga 1

Hoje, mais um mês no ano completado desde a partida do meu pai. E, mais uma pequena passagem de sua vida como jóquei aqui.

Irineo Leguisamo foi um dos maiores, para muitos o maior, jóquei da América do Sul. Nascido no Uruguai, foi muito cedo para as pistas de Palermo, em Buenos Aires. Antes, o filho de Salto, onde iniciou sua carreira, montou cavalos no “prado” de Uruguaiana, em fins da década de 1910. Logo depois, cumpriu ainda jovem o percurso dos “prados” do interior uruguaio para chegar à Argentina já nos anos vinte e em 22 conquistar sua primeira vitória no tradicional hipódromo. Amigo de Carlos Gardel, que fez tango em sua homenagem, venceu todos os maiores grandes prêmios do continente. Até encerrar sua atividade aos setenta anos. Um exemplo e um mestre. Em novembro de 1962 esteve em Porto Alegre. Veio montar Vizcaíno na maior prova na pista de areia do Brasil, o GP Bento Gonçalves no Hipódromo do Cristal no Rio Grande do Sul. Venceu. Nos dias que antecederam a corrida, Mário Rossano e Irineo Leguisamo tornaram-se amigos. A imprensa local registrou.

Legui e Rossano

“Rossano e Legui tornaram-se grandes amigos. O jóquei local diz que inclusive mandará um presente ao jóquei uruguaio, em sua opinião um “fenômeno”. Mário Rossano foi cumprimentado por Irineo Leguisamo após sua vitória com Mar Báltico. “Foi precisa sua direção”, comentou El Maestro, que fez grande amizade com profissionais locais. Rossano comentava ontem que o temperamento jovial de Lequisamo surpreendeu a todos, inclusive distribuindo alguns “talaços amistosos”, mas um pouco fortes, em todos que passavam à sua frente, disse Mário Rossano. O jóquei rio-grandinho prometeu inclusive enviar uma barbatana ao piloto oriental.” Última Hora, 13 de novembro de 1962.

A sequência da página do livro Dá-lhe Rossano traz pequena nota, com fotografia, do Turf no Sul, da vitória elogiada por Leguisamo. 1962….o tempo corre demasiado em relação às minhas lembranças. Nem o mais veloz dos puro-sangues pode alcançar esse ano dentro de mim. O pai falava muito desse encontro, o fez um homem feliz. Perto de sua partida, conversamos sobre a amizade entre eles e perguntei se havia mandado o presente. A resposta foi típica do “Viejo” Rossano”: “Mas, é claro.” Lembro de Mar Báltico, o esperei em uma de suas vitórias, mas não lembro de Leguisamo em Porto Alegre. Ou apenas é uma passagem que vai se apagando em minha cansada memória. 1962! Eu era apenas um narrador de corridas de bolinhas de gude debaixo da mesa em nossa casa.

O José Alberto Souza é um grande amigo. Um memorialista (http://poetadasaguasdoces.blogspot.com). Sempre vem com alguma surpresa. Desta vez, me enviou um e-mail com esse tango da Ucrânia anexado, perguntando: “O que diria o velho Mário?”. Posso te dizer, José Alberto, ele escutaria, diria que não é Gardel, mas celebraria com uma taça de tinto, abrindo o seu sorriso, como se estivesse cruzando mais uma vez a linha de chegada de uma corrida.

Matéria do livro Dá-lhe Rossano – 25 anos sobre as patas dos cavalos, editado por Mário Rozano.

Das cocheiras do Stud Mário Rossano

Rio Volga 1

Hoje, 26 de maio, mais um mês da partida do pai. E, como havia escrito quando do primeiro ano abril passado, todos os dias 26 de cada mês uma história, um depoimento, uma foto, a memória estará presente e preservada não apenas para meus irmãos e eu. Também para os que gostam de turfe. Não haverá ordem cronológica nos posts. E sim, afeto, saudade, reconhecimento por tudo o que foi como homem e profissional.

Duelo 2

Na reprodução acima, quando venceu a primeira prova disputada do Hipódromo do Cristal em 21 de novembro de 1959. Sobre ela, colhemos do livro Dá-lhe Rossano! 25 anos sobre as patas dos cavalos, editado pelo meu irmão Mário Rozano, parte do depoimento do escritor, jornalista e radialista Davi Castiel Menda sobre a “carreira”:

“Passado algum tempo, em pleno dia da inauguração, instantes antes do primeiro páreo, ouvi um zunzunzum: quem largasse por dentro levaria vantagem. Motivo? A raia apresentava areia em demasia, à exceção da parte interna, bem mais compactada. Tratava-se de uma boa dica para quem pretendia apostar e acertar o primeiro páreo; era o sonho de todo turfista, entrar com o pé direito na história, na História do Cristal. Equivalia a esquecer – naquele momento único – como num passe de mágica, todos os reveses anteriores advindos do Moinhos de Vento. O mesmo valia para os profissionais inscritos no reduzido páreo de seis participantes. E quem largava na raia um, nesse primeiro páreo? Era o Duelo, dono de um retrospecto desolador, a ponto de os cronistas do Correio do Povo informarem laconicamente nos prognósticos: “Não cremos”. Esqueciam que Duelo seria conduzido pelo Mário Rossano, o que alterava a situação. O handicap passava a ser altamente favorável, compensando os fracos desempenhos anteriores do seu pilotado. Já na largada, Rossano posicionou-se francamente em primeiro, não concedendo a menor chance à Anfíbia (J. Cesar) e Soberbo (A. Reyna), os favoritos do páreo e, com sua tocada característica e magistral, ganhou de baliza a baliza. Mostrou e provou o excepcional jóquei que era. Além de merecidamente colocar seu nome na história, proporcionou, aos que acreditaram nele e no azarão Duelo, um lucro tão inesperado quanto elevado: um dividendo de C$ 147,00. Nunca meu bolso foi tão feliz. Toda a vez que lembro do evento, minha voz interior se exalta: Dá-lhe, Rossano! “

Em nossas conversas, sempre que falávamos das suas histórias, dizia a ele ser essa a maior vitória conquistada, a que mais significa o sentido da vida nesse universo do turfe sempre com as manchetes voltadas aos craques das corridas, e com razão. Mas, em verdade, quem dá todo um suporte à existência dos hipódromos são os cavalos comuns, aqueles que jamais cruzarão em primeiro lugar nenhum Grande Prêmio. Coube ao pai e a Duelo, um cavalo cuja perspectiva de vitória era apenas um sonho, vencerem a primeira corrida oficial do nosso maior hipódromo do sul do Brasil. Mais que um orgulho, uma homenagem que a própria história tornou realidade àqueles que trabalham incansavelmente e vivem para e pelo turfe. Obrigado, pai.

(Como gostaria de estar ouvindo o “mais outro desses modernos!” E um agradecimento que nasce e cresce com a alma aos amigos do Los Pingos de Todos, dos maiores sites de turfe da América do Sul e do não menos importante Todo a Ganador. Ao Marcelo Febula, Gustavo Lopecito e Pablo Gallo o meu abraço sempre.

Um dia de cada vez

Um ano atrás, 26 de abril de 2014, Mário Rossano, meu pai, cruzou em definitivo a linha de chegada de sua vida entre nós. Desde então, como há onze anos, quando a minha mãe partiu, os dias têm sido contados um a um. Vividos um a um, um de cada vez. Com a mesma intensidade com que ensinaram os dois aos meus irmãos e a mim que deveríamos viver. Tenho buscado na Literatura, na palavra os esconderijos que possam aliviar a saudade, a dor, a ausência, as vozes que já não ouço mais. Tenho buscado nas ruas das cidades, nos movimentos das pessoas, nos cafés e nas músicas o encanto de cada um desses dias que me cabem ainda viver. E assim, a cada dia, um de cada vez, a vida vai se transformando, se tornando muitas vezes áspera, muitas outras doce, como eles dois gostariam que fossem esses dias todos. Gostavam de tango. De Carlos Gardel. Das coisas simples. Do correr das horas de cada um dos dias que viviam entre nós. A mãe se despediu mais cedo. O pai ficou mais tempo por aqui. Abraçou os dias, esses dias todos, como estivesse abraçando a nós. E assim seguiu sua corrida. Era imbatível quando tomada a ponta. Mas também sabia como ninguém correr como fundista. Venceu porque tentou. Ensinou que o verdadeiro vencedor nem sempre é o que cruza a linha de chegada em primeiro. É aquele que tenta. Que luta com toda a sua força para chegar. O pai chegou. Soube conduzir seu cavalo até o disco de sentença com a gana que trouxe da sua Rio Grande desde menino em meio aos grandes de um época em que os Moinhos de Vento acolhia os maiores daqueles anos quarenta. A palavra, que agora corre pela tela impulsionada pelas teclas, é tão pequena e pouca, tão escassa que tudo que posso dizer e que me habita, é que a lembrança é o meu presente nesses dias. Um dia de cada vez, pai, e sempre juntos.

Rio Volga 1

A partir de todos os dias 26 de cada mês estará esta foto acima com o Das cocheiras do Stud Mário Rossano. Uma história, uma passagem de sua vida, suas vitórias, suas derrotas, seus ensinamentos, seus ídolos, o seu protagonismo nos hipódromos, a nossa história. Meus irmãos e eu queremos que a memória do pai seja semeada a cada dia, um dia de cada vez. Sempre, como exemplo e como estímulo para os dias que ainda estão por chegar.

O pai veio para cá em 1947, aos quinze anos de idade, como aprendiz e cavalariço na cocheiras do antigo e saudoso hipódromo dos Moinhos de Vento. Veio de uma praça tradicional do turfe, Rio Grande e sua Vila São Miguel, hoje apenas lembrança. Apenas um pavilhão tombado resiste ao tempo e à memória. É daquele ano de 47 que estão reproduzidas a capa do catálogo daquele calendário de corridas do Jockey Club do Rio Grande do Sul, com a página de sua primeira vitória conquistada em Porto Alegre. Com quinze anos derrotou por diferença de meia cabeça os maiores jóqueis de então. hoje, primeiro ano de sua partida, fica aqui o registro deste momento que para nós é a nossa história de vida. E saudade.

Pai Prado O                     Joanita 1   Pai Prado 3

Reprodução: Acervo Mário Rozano.

Peru vence GP Latinoamerino 2015 em Palermo

Liberal

A maior disputa da América do Sul, cuja bolsa é de 500 mil dólares, foi vencida por Liberal, nascido no Peru, secundado pelo argentino Dont Worry e em terceiro o chileno Katmai. Em final de rigor, o peruano levou vantagem em atropelada fulminante não dando a menor chance para o conduzido por Blanco, que realizou uma grande carreira. Idolo Portreño, sob a monta do campeão Jorge Ricardo, fez a mesma corrida do Pellegrini, porém insuficiente para lograr melhor colocação. Decepção completa foi Hielo, vencedor por duas vezes do Ramirez – 2014/15.Um grande páreo que leva o nome com justiça de Grande Prêmio.
O vencedor é filho do norte-americano Meal Penalty na peruana Democracia. Conduzido com maestria por Edwin Talaverano, o zaino recebe os cuidados de Camilo Traverso. Na dupla, Dont Worry, pelos americanos do norte Sultry Song e Even Better, e montado por Rodrigo Blanco. No terceiro posto, o chileno Katmai filho dos também nascidos na América do Norte Scat Daddy em Kossanova e treinada com espero por Rene Ayub e teve a direção de Alejandro Maureira.
O vencedor Liberal cumpriu os 2.100 metros de distância da prova em 2´09″81. Abaixo, a prova.

Em Palermo, Buenos Aires, hoje é dia de GP Latinoamericano

Como já havia escrito antes, o meu irmão Mário Rozano é o turfista da família, e que mantém com sucesso reconhecido em toda a América do Sul o blog http://mariorozanodeturfeumpouco.blogspot.com , e está lá, em Buenos Aires, na cobertura do Grande Prêmio Latinoamericano. Abaixo, uma pequena coleção de notas sobre o dia de hoje, que podem melhor conferidas no De Turfe Um Pouco.

De turfe um pouco

IDOLO PORTEÑO por la gloria del Latino

Jornada extraordinaria con la disputa del Latinoamericano. Un programa de 17 carreras desde las 13:00 hs. hasta las 21:40 hs para este Sábado 14 de Marzo en el Hipódromo Argentino de Palermo. La prueba más importante del día se corre en 10mo turno (18:00 hs) y se trata del XXXI Gran Premio Asociación Latinoamericana de Jockey Clubes e Hipódromos G1, para todo caballo de 3 años y más edad, SPC nominados por el país miembro, a peso por edad, sobre la distancia de 2100m de pista de arena. Son 13 los competidores que prometen salir de partidores. El candidato de Turf y Apuestas será IDOLO PORTEÑO (60 kg) (Jump Start), que ostenta el Gran Premio Dardo Rocha G1 2400m cuando superara por 5 cp a RIO VETTEL, y el Gran Premio Carlos Pellegrini G1 2400m césped, venciendo por 4 cp a SOY CARAMBOLO. En suma, el entrenado por Alfredo Gaitán Dassie de la caballeriza “Haras Cachagua” es el “caballo de la carrera”, no obstante dar ventajas ya que no corre desde mediados de Diciembre del año pasado.

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Gran Premio Latinoamericano 2015
Gran Premio Latinoamericano. Palermo. Imagen © Hapsa

Como enemigo ubicamos a DONT WORRY (61 kg) (Sultry Song), que se mostró a punto en su última victoria aquí en Palermo adjudicándose un Clásico Listado por 5 cp sobre el potrillo REINALDO SAND. Seguimos con INTERDETTO (55,5 kg) (Roman Ruler), del cual se espera su mejor versión aquí en la misma cancha que perdiera la Polla de Potrillos G1 y el Gran Premio Nacional G1 frente a EL MOISES. Y cerramos la cuatrifecta con el puntero BLOOD MONEY (60 kg) (Not For Sale), de polémica clasificación pero con calidad como para estar a la altura de las circunstancias; y PAPA INC (60 kg) (Include), que llega en desventaja tras haber tenido que correr una carrera más, ya que tuvo que clasificar doblemente para este compromiso, ganando en La Plata en forma consecutiva dos G2.

gran-premio-latinoamericano-2015

Gran Premio Latinoamericano 2015 ratificados
Gran Premio Latinoamericano G1 2100m arena. Palermo. Imagen © Hapsa

Clásico Saturnino J. Unzué G2

En 6to turno (15:45 hs) se corre el Clásico Saturnino J. Unzué G2, para potrancas nacidas desde el 1ro de Julio de 2012, sobre la distancia de 1200m de pista de arena. Aquí son 9 las ratificadas. Nuestra candidata será WAY OF LIVING (55 kg) (Hurricane Cat), la más ganadora del lote con tres victorias en 4 salidas y el mérito de haberse adjudicado el Clásico Carlos Casares G3 1000m, superando por 3 cp a CRY BABY KEY. La enemiga es SALSA BRAVA KEY (55 kg) (Key Deputy), de exitoso debut al vencer por 7 cp a ABSENTA SAM, y con concepto superlativo entre su gente, no obstante la falta de roce. Armamos la cuatrifecta con DOÑA COPADA (55 kg) (Emperor Richard), a la que el alargue en la distancia le vendrá bárbaro; y con STAY CALM (55 kg) (Dynamix), ganadora al debutar en este tiro y pista.

Clásico Santiago Luro G2

En 8vo turno (16:45 hs) se corre el Clásico Santiago Luro G2, para potrillos nacidos desde el 1ro de Julio de 2012, sobre la distancia de 1200m de pista de arena. Son 10 los ratificados. Nuestro voto será para EL BILLARISTA (55 kg) (El Corredor), que procede de ganar el Clásico Guillermo Kemmis G3 1000m superando por 3 cp a STORMY KOKETO. Como enemigo ubicamos a ANTILLON (55 kg) (Easing Along), que hizo “corrida” para este compromiso al ganar debutando por 9 cps. La cuatrifecta se completa con GOTEANDO KEY (55 kg) (Key Deputy), con el sello de “El Alfalfar”; y CEREZO (55 kg) (Roman Ruler), otro que causó inmejorable impresión al ganar en su estreno.

Clásico Otoño G2

En 12do turno (19:10 hs) se corre el Clásico Otoño G2, para todo caballo de 3 años y más edad, a peso por edad, sobre la distancia de 2000m de pista de arena. Nos quedamos con REINALDO SAND (56 kg) (Footstepsinthesand), que viene de llegar 2do a 5 cp de DONT WORRY con un jockey que lo apuró demasiado al entrenado por Juan Bianchi de la caballeriza “Doña Licha” (Perú). Para enemigo gusta FADE OUT (61 kg) (Equal Stripes) que anda corriendo bárbaro aunque procede de un nivel inferior. Para la cuatrifecta sirve SEATTLE CAP (56 kg) (Seattle Fitz), que adquirió fogueo con su 3er puesto en el Vicente Dupuy G3 en La Punta, San Luis; y finalizamos con ORDAK DAN (61 kg) (Hidden Truth), de gran recuperación perdiendo un Clásico Listado y un G1 frente a ALMA DE ACERO, ambas sobre el pasto, aunque aquí en la arena deja muchas dudas.

Clásico Arturo R. y Arturo Bullrich G2 2000m

En 14to turno (20:10 hs) se corre el Clásico Arturo R. y Arturo Bullrich G2, para yeguas de 3 años y más edad, a peso por edad, sobre la distancia de 2000m de pista de arena. Son 11 las competidoras y nuestra candidata será KALITHEA (56 kg) (Exchange Rate), que viene de fallar en la Copa de Plata G1 2000m sobre el césped llegando 6ta a 4 cp de PRETTY GIRL, pero todo lo anterior aquí en la arena había sido notable adjudicándose el Campos G2; la Polla de Potrancas G1; y el Gran Premio Selección G1. La enemiga es MARY’S GOLD (60 kg) (Mutakddim), que aquí supo vencer a SOCIOLOGA INC en las Estrellas Distaff G1. Armamos la cuatrifecta con PERUGIA TOP (60 kg) (Giant’s Causeway) que copó el Bosque en base a calidad y guapeza; y ALWAYS RULER (61 kg) (Roman Ruler), con experiencia de sobra.
Pronósticos para hoy:

Prueba jerárquica
6ta) Nr.6 WAY OF LIVING (Lance). Ver comentario.
8va) Nr.9 EL BILLARISTA (Lance). Ver comentario.
10ma) Nr.3 IDOLO PORTEÑO (Lance). Ver comentario.
12da) Nr.10 REINALDO SAND (Lance). Ver comentario.
14ta) Nr.9 KALITHEA (Lance). Ver comentario.

Miguitas de Pan (El camino a las de cobro…)
por Hansel

9na) Nr.2 ENZO STRIPES

¡Aciertos para todos!


Postado por Mário Rozano no DE TURFE UM POUCO… em 3/14/2015 09:40:00 AM

Hielo vence Ramirez 2015

Hielo

As luzes já cobriam a pista de Maronãs, quando Hielo cruzou à frente de Woopee Maker no GP José Pedro Ramirez 2015. A pista de areia úmida permitiu que o filho  de Holzmeister em Andrea Girl, por Mensageiro Alado, criado pelo Haras Di Cellius, cumprisse os 2400m em 2.27 e frações em uma reta final muito disputada. Nos metros finais, o potro gaúcho superou Esscabio, em grande atuação. Hielo, dirigido com maestria por Julio Méndez e treinado de forma exemplar por Alcides Perdomo, vence pela segunda vez consecutiva o Ramirez para o Stud Coral Gables. O jockey de Woopee Maker pediu bandeira de reclamação contra o vencedor e All Saints, que terminou em quarto, com Oggigiorno em quinto, mas a Comissão de Corridas confirmou a vitória do alazão brasileiro de quatro anos. No grande páreo, o resultado final trouxe uma curiosidade: dos cinco que completaram o marcador premiado, excluindo Esscabio todos outros nasceram no Brasil. Uma tarde/noite de luxo para o turfe do Uruguay.

Assista ao vídeo indo ao site

http://www.ovaciondigital.com.uy/turf/fletcher-candidato-gloria.html

com matéria assinada por Héctor Garcia.

 

Foto: Maroñas Entertainment