Post nº 1000, Eddie Vedder & A paz esteja com todos (Post # 1000, Eddie Vedder & Peace Be With Everyone)

Adão

A estatística marca no número de posts 1000. Logo pensei, são as quatro estações que passaram por este Chronos. A cada 250 posts, uma delas se instalava e habitava cada espaço e depois cedia o lugar para a próxima. Assim, o verão, o outono, o inverno e a primavera cumpriram seus ciclos. E o Chronos voou dentro e fora destes ciclos. Viveu com rara intensidade e em especial aprendeu muito. Ciclos acabam e começam. Hoje, esqueço a estatística, é um número. Desejo ser e estar com cada um que por aqui passa e também deixa uma parte sua. A paz esteja com todos, sem exceção. Muito obrigado.

The statistic marks the number of 1000 posts. Soon I thought, it’s the four seasons that went through this Chronos. Every 250 posts, one of them installed and inhabited each space and then gave way to the next. Thus summer, autumn, winter, and spring have fulfilled their cycles. And Chronos flew in and out of these cycles. Lived with rare intensity and especially learned a lot. Cycles are over and begin. Today, I forget the statistic, it’s a number. I wish to be and to be with each one that passes here and also leaves a part of you. Peace be with all, without exception. Thank you so much.

Foto: Internet.

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Sufjan Stevens: The greatest gift

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Sufjan Stevens reapresenta Carrie & Lowell como nova face, novo nome e  algumas canções inéditas naquele disco. The greatest gift como remixe funciona muito bem e Stevens é carismático,sensível e olha para frente. Ainda que os temas centrais sejam os mesmos, muito pessoais, a leitura que recebe ganha a mesma profundidade do seu original. Sentimentos enraizados, perenes e à luz do dia sempre trazem emoções diferentes e de alguma maneira – ou de todas – a identificação é instantânea. Se para muitos o álbum é um apêndice do primeiro,  hospedagem das canções em dez faixas não deixa dúvidas: é um bela e interiorizada viagem por dentro de si mesmo. Denso na medida, o fôlego para a vida se renova e o coração acelera e pulsa as veias para o sangue correr feito rio para o mar.

Sufjan Stevens re-presents Carrie & Lowell as a new face, new name and some unreleased songs on that album. The greatest gift as a remix works very well and Stevens is charismatic, sensitive and looks forward to it. Although the central themes are the same, very personal, the reading you receive gains the same depth as your original. Feeling rooted, perennial and in the light of day always bring different emotions and somehow – or all – the identification is instantaneous. If for many the album is an appendix of the first, lodging the songs in ten tracks leaves no doubt: it is a beautiful and internalized journey inside of itself. Dense in the measure, the breath for life is renewed and the heart accelerates and pulsates the veins so that the blood flows made river for the sea.

Chronosfer: Fim (Chronosfer: The end)

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Há sempre o tempo, aquele, sabe, cuja passagem é definitiva. E existe o nosso tempo. E sobre ele nada decidimos se não que o seguimos ou acompanhamos até o fim. Sem filosofia. É da vida e do tempo. O quanto eu ainda tenho, não sei nem quero saber. O Chronos sim, ele sabe. É hoje. Há varias razões e nenhuma. Apenas, o fim. Deixo uma imagem para mim significativa e para este Chronos uma espécie de símbolo: uma parede ferida pela ação do tempo, colorida. Representa o que fomos, o que somos e o que poderemos ser. Repeti várias vezes aqui. É a última. O espaço ficará aberto. Como sempre foi. Não faço despedida, não é necessário, continuamos juntos. Continuarei seguindo a todos e sempre que possível lendo os seus posts, alimento das minhas manhãs com a trilha do canto dos pássaros. Sejam felizes e construam as suas próprias histórias,por dentro, não por fora como o muro. Este é o tempo.

There is always time, the one, know, whose passage is final. And there is our time. And we decide nothing on it except that we follow it or follow it to the end. No philosophy. It is life and time. How much I still have, I do not know or want to know. Chronos, yes, he does. Is today. There are several reasons and none. Just the end. I leave an image for myself meaningful and for this Chronos a kind of symbol: a wall wounded by the action of time, colorful. It represents what we were, what we are and what we can be. I repeated several times here. It’s the last. The space will remain open. As always was. I do not say goodbye, it’s not necessary, we continue together. I will continue to follow you all and whenever possible reading your posts, food of my mornings with the trail of birds singing. Be happy and build your own stories,inside, not outwardly like the wall. This is the time.

Foto: Chronosfer.

Fotografia: Olhar em p&b II (b&w look II)

Meu plátano

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Fotos: Chronosfer. Olhar. Folhas de árovores. Pescador. O dia e a vida entrelaçadas. A natureza e o ofício da pesca. Enqunto o tempo gira, o arco-íris é apenas o descanso do b&w. Por dentro e por fora. cada um sabe o que olhar e o que o olhar sente.

Look. Leaves of trees. Fisherman. The day and the life intertwined. The nature and craft of fishing. As time turns, the rainbow is just the rest of the b & w. Inside and outside. everyone knows what to look at and what the look feels like.

 

Paul McCartney, Sir

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The Beatles. Nos anos sessenta do início da minha adolescência, eles estavam presentes. E o passar do tempo em mim em nada modificou isso. Naqueles anos, havia uma ordem que eu imaginava ser a minha ordem: John, George e depois Paul e Ringo. Os vocais talvez indicassem que essa ou aquela canção não necessariamente seguia o Lennon&McCartney das assinaturas. E então, as minhas contradições apareciam: gostava das canções de Paul sem saber que eram de Paul. Claro, isso passados anos após o desfecho do quarteto. Levei quem sabe décadas para perceber que o beatle de verdade sempre foi Paul. Não consigo imaginar um show do tamanho dos que McCartney produz, com canções dos Beatles, feitos por Lennon ou Harrison. Não consigo imaginar John no piano e “Let it be” ou Harrison e “Eleonor Rigby”. Apenas não consigo imaginar. os quatro funcionavam juntos. E cada um com seu jeito de ser, de compor, de tocar, de cantar, de estarem juntos. Separados, John era ex-beatle, George também e Ringo muito próximo disso. Paul é o beatle. Ele toca e canta “Something” ao natural ou qualquer canção de John. parece que nada se quebra, é um beatle sendo beatle. E isso me comove. Levei tempo para entender. Hoje, Paul McCartney está em Porto Alegre. E posso dizer a ele, dentro do sonho, Sir Paul Mc Cartney, The Beatles.

The Beatles. In the sixties of early adolescence, they were present. And the passage of time in me did nothing to change that. In those years, there was an order that I imagined was my order: John, George, and then Paul and Ringo. The vocals might indicate that this or that song did not necessarily follow Lennon & McCartney’s signatures. And then, my contradictions appeared: I liked Paul’s songs without knowing they were Paul’s. Of course, this happens years after the quartet’s end. It took me decades to realize that the real Beatle was always Paul. I can not imagine a show the size of what McCartney produces, with Beatles songs, made by Lennon or Harrison. I can not imagine John at the piano and “Let it be” or Harrison and “Eleonor Rigby”. I just can not imagine. all four worked together. And each with his way of being, of composing, of playing, of singing, of being together. Separated, John was ex-beatle, George too, and Ringo very close to that. Paul is the beatle. He plays and sings “Something” to the natural or any song by John. it seems that nothing is broken, it is a beatle being beatle. And that moves me. I took time to understand. Today, Paul McCartney is in Porto Alegre. And I can tell him, in the dream, Sir Paul Mc Cartney, The Beatles.

Foto: http://newsmuz.com/news/2015/dom-gde-vyros-paul-mccartney-prodadut-na-aukcione-33601

Tom Petty: * 02.10.2017

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O rock cria lendas. Herois. Alimentam nossos sonhos. Muitas vezes, revelam nossas realidades. Como seres humanos, muitos desses herois, dessas lendas também fizeram o mesmo caminho. Alimentaram-se dos grandes do rock. E seguiram seus caminhos. Tom Petty é um desses músicos que engajado a uma turma de exceção na música, tornou-se membro efetivo. Pelo seu talento. Por sua sensibilidade. Seja solo, seja com os The Heartbreakers, seja com Bob Dylan, seja com os Traveling Wilburys. Soube ser discreto, soube ser astro, soube escrever crônicas urbanas irretocáveis. Soube ser um guitarrista poderoso. Soube, sobretudo, ser humano. Fará falta.

Rock creates legends. Heroes Feed our dreams. They often reveal our realities. As human beings, many of these heroes, of these legends also did the same way. They fed the rock greats. And they went their ways. Tom Petty is one of those musicians who engaged an exception band in music, became an effective member. For your talent. For your sensitivity. Be solo, be with The Heartbreakers, be with Bob Dylan, or with the Traveling Wilburys. He knew how to be discreet, he knew how to be a star, he was able to write irreconcilable urban chronicles. I knew how to be a powerful guitar player. I learned, above all, to be human. It will be missed.
Foto: Sam Jones