Fotografia: Cabeça para baixo (Head down)

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Fotos: Chronosfer. O dia quente em demasia desafiava o olhar. O coração batia com suavidade. As retinas dialogavam com a alma. O antiquário preservava o que havia passado. A rua deserta criava desânimo. Então, um conjunto perfeito para chá ou café eletrizou os olhos. E o pequeno espaço do visor ganhou o presente: a rua estava de cabeça para baixo. E o coração disparou enquanto as retinas e a alma silenciaram felizes. A vida gira todos os dias em todos os graus. E recomeça tudo de novo.

Too hot a day defied the look. Her heart was beating softly. The retinas talked with the soul. The antiquary preserved what had passed. The deserted street was despondent. So a perfect set for tea or coffee electrified the eyes. And the small space on the viewer won the present: the street was upside down. And the heart raced as the retinas and soul silenced happy. Life spins every day in every degree. And start all over again.

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Música: Uakti: Beatles

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Instrumentos criados a partir de objetos dos mais insólitos aos mais comuns aliados a instrumentos convencionais sempre foram o toque mágico do Uakti. E ao passar por um repertório de canções dos Beatles, pode acreditar o ano começa muito bem. Com sensibilidade e amor em cada acorde e harmonia que se espalham pelo universo. E percorre os nossos caminhos da alma e do coração sem medo de viver.

Instruments created from objects of the most unusual to the most common allied to conventional instruments have always been the magic touch of Uakti. And by going through a repertoire of Beatles songs, you can believe the year begins very well. With sensitivity and love in every chord and harmony that spreads throughout the universe. And go through our soul and heart ways without fear of living.

 

Chris Hillman: Bidin´my time

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Chris Hillman é quem sabe lembrado por ser um Byrds. O que significa um infinito na música dos anos 60 para cá. O country-folk se ajeitou à medida com Hillman. Bidin´my time é um disco que passei entre o acústico e o elétrico, visita o passado com um gosto muito presente, traz à cena velhos amigos, alguns já não mais aqui entre nós. Revela uma vitalidade que quem não conhece a história imagina ser um músico novo estreando em disco. E o mais fantástico: produzido pelo mágico Tom Petty. Há uma série de congruências que fazem do álbum um peça rara e preciosa. Hillman em grande forma, canções maravilhosas e de repente vem aquele pensamento de que mesmo tendo colhido muito do passado, ainda é possível transformar para algo melhor. Assim pode ser a vida. Se o desejarmos.

Chris Hillman is perhaps remembered for being a Byrds. Which means an infinity in the music of the 60’s here. Country-folk settled in with Hillman. Bidin’my time is an album that I spent between the acoustic and electric, visit the past with a very present taste, brings to the scene old friends, some no longer here between us. It reveals a vitality that anyone who does not know history imagines to be a new musician debuting on record. And the most fantastic: produced by the magician Tom Petty. There are a number of congruences that make the album a rare and precious piece. Hillman in great form, wonderful songs and suddenly comes the thought that even having harvested much of the past, it is still possible to transform to something better. That can be life. If we wish.

 

Fotografia: Perdido em Siena (Lost in Siena)

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Fotos: Chronosfer. Há muito tempo, aqui em Porto Alegre, em um bairro nobre apenas olhava os prédios e suas janelas vazias, ruas desertas, guaritas de segurança nas esquinas. Pouco depois, em um bairro popular, as janelas repletas de roupas para secar, janelas abertas, movimento, comércio, pessoas. Ali, me encontrei. Ali, a vida fez sentido. Em Siena, o tempo todo foi assim, com pessoas, movimento, vida, janelas abertas, roupas ao vento. Tudo se fez. Perdido? Sim, de humanismo da cidade e de seu povo. Experimentei o gosto da alegria e da felicidade.

Long ago, here in Porto Alegre, in a noble neighborhood, I just looked at the buildings and their empty windows, deserted streets, security guards at the corners. Shortly after, in a popular neighborhood, windows full of clothes to dry, windows open, movement, commerce, people. There I found myself. Life made sense there. In Siena, the whole time was like that, with people, movement, life, open windows, clothes in the wind. Everything was done. Lost? Yes, the humanism of the city and its people. I tasted the taste of joy and happiness.

Zélia Duncan & Jaques Morelenbaum: Invento + (Interpretam Milton Nascimento)

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Pode parecer estranho. Apenas voz e violoncelo. Invento + não se limita a um único instrumento e uma única voz. Zélia atravessa oceanos com as canções de Milton. Jaques é uma orquestra a cada acorde. O disco abraça tanto e com tanta força que se você não apertar o repeat vai se arrepender. Passam pelas faixas do pequeno disco músicas como “Caxangá”, “Travessia”, “Ponta de areia”, “Canção amiga”, “Beijo partido”, “Mistério” e “O que será”. nem todas com a assinatura de Bituca, mas “apropriadas” por ele. tem “O que foi feito devera” e “Volver a los 17”. Um universo inteiro e mais outros tantos. Um entrelaçamento perfeito e sensível entre voz e instrumento. Zélia e Jaques cometeram o disco de 2017 no Brasil.

It may seem strange. Only voice and cello. Invention + is not limited to a single instrument and a single voice. Zélia crosses oceans with the songs of Milton. Jaques is an orchestra with each chord. The disc hugs so much and with such force that if you do not hit the repeat you will regret it. “Caxangá”, “Travessia”, “Ponta de areia”, “Song amigo”, “Kiss party”, “Mystery” and “What will it be” go through the tracks of the small disco. not all with Bituca’s signature, but “appropriated” by him. has “What was done should” and “Return to 17”. A whole universe and many others. A perfect and sensitive interlacing between voice and instrument. Zélia and Jaques committed the 2017 album in Brazil.


 

Fotografia: O passado sempre presente (The ever present past)

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Fotos: Chronosfer. O presente é sempre passado, ou o passado está sempre presente? Sei apenas que olho os tempos e a névoa cobre minha memória. E o futuro?

Is the present always past, or is the past always present? I only know that I look at the times and the mist covers my memory. And the future?