Chris Hillman: Bidin´my time

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Chris Hillman é quem sabe lembrado por ser um Byrds. O que significa um infinito na música dos anos 60 para cá. O country-folk se ajeitou à medida com Hillman. Bidin´my time é um disco que passei entre o acústico e o elétrico, visita o passado com um gosto muito presente, traz à cena velhos amigos, alguns já não mais aqui entre nós. Revela uma vitalidade que quem não conhece a história imagina ser um músico novo estreando em disco. E o mais fantástico: produzido pelo mágico Tom Petty. Há uma série de congruências que fazem do álbum um peça rara e preciosa. Hillman em grande forma, canções maravilhosas e de repente vem aquele pensamento de que mesmo tendo colhido muito do passado, ainda é possível transformar para algo melhor. Assim pode ser a vida. Se o desejarmos.

Chris Hillman is perhaps remembered for being a Byrds. Which means an infinity in the music of the 60’s here. Country-folk settled in with Hillman. Bidin’my time is an album that I spent between the acoustic and electric, visit the past with a very present taste, brings to the scene old friends, some no longer here between us. It reveals a vitality that anyone who does not know history imagines to be a new musician debuting on record. And the most fantastic: produced by the magician Tom Petty. There are a number of congruences that make the album a rare and precious piece. Hillman in great form, wonderful songs and suddenly comes the thought that even having harvested much of the past, it is still possible to transform to something better. That can be life. If we wish.

 

Fotografia: Perdido em Siena (Lost in Siena)

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Fotos: Chronosfer. Há muito tempo, aqui em Porto Alegre, em um bairro nobre apenas olhava os prédios e suas janelas vazias, ruas desertas, guaritas de segurança nas esquinas. Pouco depois, em um bairro popular, as janelas repletas de roupas para secar, janelas abertas, movimento, comércio, pessoas. Ali, me encontrei. Ali, a vida fez sentido. Em Siena, o tempo todo foi assim, com pessoas, movimento, vida, janelas abertas, roupas ao vento. Tudo se fez. Perdido? Sim, de humanismo da cidade e de seu povo. Experimentei o gosto da alegria e da felicidade.

Long ago, here in Porto Alegre, in a noble neighborhood, I just looked at the buildings and their empty windows, deserted streets, security guards at the corners. Shortly after, in a popular neighborhood, windows full of clothes to dry, windows open, movement, commerce, people. There I found myself. Life made sense there. In Siena, the whole time was like that, with people, movement, life, open windows, clothes in the wind. Everything was done. Lost? Yes, the humanism of the city and its people. I tasted the taste of joy and happiness.

Zélia Duncan & Jaques Morelenbaum: Invento + (Interpretam Milton Nascimento)

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Pode parecer estranho. Apenas voz e violoncelo. Invento + não se limita a um único instrumento e uma única voz. Zélia atravessa oceanos com as canções de Milton. Jaques é uma orquestra a cada acorde. O disco abraça tanto e com tanta força que se você não apertar o repeat vai se arrepender. Passam pelas faixas do pequeno disco músicas como “Caxangá”, “Travessia”, “Ponta de areia”, “Canção amiga”, “Beijo partido”, “Mistério” e “O que será”. nem todas com a assinatura de Bituca, mas “apropriadas” por ele. tem “O que foi feito devera” e “Volver a los 17”. Um universo inteiro e mais outros tantos. Um entrelaçamento perfeito e sensível entre voz e instrumento. Zélia e Jaques cometeram o disco de 2017 no Brasil.

It may seem strange. Only voice and cello. Invention + is not limited to a single instrument and a single voice. Zélia crosses oceans with the songs of Milton. Jaques is an orchestra with each chord. The disc hugs so much and with such force that if you do not hit the repeat you will regret it. “Caxangá”, “Travessia”, “Ponta de areia”, “Song amigo”, “Kiss party”, “Mystery” and “What will it be” go through the tracks of the small disco. not all with Bituca’s signature, but “appropriated” by him. has “What was done should” and “Return to 17”. A whole universe and many others. A perfect and sensitive interlacing between voice and instrument. Zélia and Jaques committed the 2017 album in Brazil.


 

Fotografia: O passado sempre presente (The ever present past)

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Fotos: Chronosfer. O presente é sempre passado, ou o passado está sempre presente? Sei apenas que olho os tempos e a névoa cobre minha memória. E o futuro?

Is the present always past, or is the past always present? I only know that I look at the times and the mist covers my memory. And the future?

Fotografia: Caminhando por Florença (Walking through Florence)

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Fotos: Chronosfer. Caminhar. Conhecer. Sentir os músculos queimarem. Olhar o tudo possível. Viver esse tudo. Florença. A História caminha junto. E o cotidiano também. Os dias são assim. Assim é a vida. Caminhar por Florença, uma vida inteira.

To know. Feel the muscles burn. Look at everything possible. Live all this. Florence. History walks together. And everyday too. The days are like this. That’s life. Walking through Florence, a lifetime.

Fotografia: Olhar disperso (Scattered look)

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Fotos: Chronosfer. O olhar percorre caminhos. Vive o momento, vive o tempo. Às vezes, dispersa. Olha o infinito, olha o que está a um palmo de distância, olha para si mesmo. É neste movimento contínuo que a vida se revela. Em todos os tempos e verbos.

The gaze traverses paths. Live the moment, live the time. Sometimes scattered. Look at the infinite, look what is a handful away, look at yourself. It is in this continuous movement that life is revealed. At all times and verbs.

Fotografia: Olhar, sentir e viver, apenas (Look, feel & live, only)

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Fotos: Chronosfer. Patagônia, Argentina e Vulcão Osorno, Chile. A simplicidade da natureza é transformadora. Convice com as diferenças. Com a diversidade. Acolle. Há nela os extremos em harmonia. Montanha, neve, o verde exuberante das matas, as nuvens acariciando os topos nevados. O  silêncio da vida e o silêncio na vida. Ainda não aprendemos a ser harmônicos com a natureza. Ela olha, sente e vive. Nós, nem sempre.

Patagonia, Argentina and Osorno Volcano, Chile. The simplicity of nature is transformative. Concive with the differences. With diversity. Acolle. There is in it the extremes in harmony. Mountain, snow, the lush green of the woods, the clouds caressing the snowy tops. The silence of life and the silence in life. We have not yet learned to be harmonious with nature. She looks, feels and lives. We do not always.

Fotografia: História dentro do reflexo (History within the reflection)

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Fotos: Chronosfer. O espelho dos vidros e o dos olhos revelam muito mais que imagens invertidas ou distantes. Pode ser o presente distorcido, a realidade, pode ser o passado em um colorido cansado. Pode ser o olhar reflexivo para um ponto qualquer do hoje. Pode ser a frágil defesa de um pássaro escondido em um sino. A vida vai além do reflexo. Ele apenas mostra o necessário.

The glass mirror and the eye mirror reveal much more than inverted or distant images. Can be distorted gift, reality, can be the past in a colorful tired. It can be the reflective look to any point of today. It may be the fragile defense of a bird hidden in a bell. Life goes beyond reflection. It just shows what is needed.

A terceira foto já foi publicada antes. The third photo has been published before.

Fotografia: A natureza, apenas (Nature, only)

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Fotos: Chronosfer. Cambará do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil. A natureza é assim, repleta de mistérios, de beleza, segredos, revelações, diálogos, ensinamentos e respostas. Vive a cada instante. Sobrevive à humanidade. E olha esse viver dando à vida sentido e significado.

Cambará do Sul, Rio Grande do Sul, Brazil. Nature is like that, full of mysteries, beauty, secrets, revelations, dialogues, teachings and answers. Live every moment. Survive humanity. And look at this life giving life meaning and meaning.

Rolling Stones: On Air

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Inícios de carreira das grandes bandas dos anos sessenta nem sempre foram com a assinatura de seus membros principais. Os Stones não fugiram à regra. As sessões realizadas na BBC registram um período fértil das pedras rolantes entre 1963 e 1965, quando tocavam e cantavam covers. Talvez ali estivesse a essência do viriam ser. Com a alma repleta de blues, r&b e puro rock & roll, Mick Jagger, Keith Richards, Brian Jones, Charlie Watts e Bill Wyman trabalharam para dentro do grupo e se tornaram o que são. A emoção dos shows atravessam os tempos com a mesma naturalidade que o dia de hoje se torna o de amanhã. Não se preocupe com possíveis falhas de gravação, o produto é muito rico para que possamos ficar nesse detalhe. Escutar os Rolling Stones em seus primeiros passos é dar vida à vida.

Early beginnings of the great bands of the sixties were not always with the signature of its main members. The Stones did not break the rule. The sessions held at the BBC recorded a fertile period of rolling stones between 1963 and 1965, when they played and sang covers. Maybe there was the essence of what would become. With their soul filled with blues, r & b and pure rock & roll, Mick Jagger, Keith Richards, Brian Jones, Charlie Watts and Bill Wyman have worked in the group and have become what they are. The excitement of the shows crosses the times with the same naturalness that the present day becomes the one of tomorrow. Do not worry about possible write failures, the product is very rich so we can stay in that detail. Listening to the Rolling Stones in their first steps is to bring life to life.