Fotografia: Cabeça para baixo (Head down)

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Fotos: Chronosfer. O dia quente em demasia desafiava o olhar. O coração batia com suavidade. As retinas dialogavam com a alma. O antiquário preservava o que havia passado. A rua deserta criava desânimo. Então, um conjunto perfeito para chá ou café eletrizou os olhos. E o pequeno espaço do visor ganhou o presente: a rua estava de cabeça para baixo. E o coração disparou enquanto as retinas e a alma silenciaram felizes. A vida gira todos os dias em todos os graus. E recomeça tudo de novo.

Too hot a day defied the look. Her heart was beating softly. The retinas talked with the soul. The antiquary preserved what had passed. The deserted street was despondent. So a perfect set for tea or coffee electrified the eyes. And the small space on the viewer won the present: the street was upside down. And the heart raced as the retinas and soul silenced happy. Life spins every day in every degree. And start all over again.

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Fotografia: 2018, Paz, Peace…

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Fotos: Chronosfer. 2018 bate à porta. Por ela, os sonhos, a consciência, o discernimento, a paz, a harmonia, a tolerância ao diferente, à diversidade, à vida. Se a vida está em nós, é mais que hora de entrarmos na vida. Ainda é tempo. depende de cada um de nós. Seja um ano de paz.

2018 knocks on the door. Through it, dreams, awareness, discernment, peace, harmony, tolerance for the different, diversity, life. If life is in us, it is high time we got into life. It’s still time. it depends on each one of us. Be a year of peace.

Literatura: Mia Couto – Tradutor de chuvas (Literature: Mia Couto – Tradutor de chuvas)

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PALAVRADOR

O papel,

antes do poema,

é um chão depois da chuva.

O idioma do grão

lavra a caligrafia do pão.

 

POEMA DIDÁCTICO

Já tive um país pequeno,

tão pequeno

que andava descalço dentro de mim.

Um país tão magro

que no seu firmamento

não cabia senão uma estrela menina,

tão tímida e delicada

que só por dentro brilhava.

Eu tive um país

escrito em minúscula.

Não tinha fundos

para pagar um herói.

Não tinha panos

para costurar bandeira.

Nem solenidade

para entoar um hino.

Mas tinha pão e esperança

para os viventes

e sonhos para os nascentes.

Eu tive um país pequeno,

tão pequeno,

que não cabia no mundo.

Mia Couto – Tradutor de Chuvas – Caminho outras margens, 2011

Fotos: Chronosfer. A poesia viva de Mia Couto expressa o tanto, o tudo e muitas vezes o nada que podemos sentir. Não fiz a tradução dos poemas em respeito ao autor, poderia não reproduzir com exatidão suas palavras. É um alento para 2018 que chega e o que deixo para todos os que aqui habitam a casa, por aqui passam, deixam de ficar aqui, mas que estarão sempre presentes. A paz seja com todos a cada dia dos dias que nos cabem viver.

The living poetry of Mia Couto expresses both the everything and often the nothingness that we can feel. I did not translate the poems in respect of the author, I could not reproduce their words exactly. It is a breath to 2018 that arrives and what I leave to all who inhabit the house, here pass, do not stay here, but will always be present. Peace be with each and every day of the days that we live.

 

Fotografia: Passagem pelos meus olhos que por aqui passaram (Passage through my eyes that passed here)

Solitários

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FEIRA L 4-001

Fotos: Chronosfer. Um novo olhar sobre o que já esteve aqui em outro grupo de fotografias. A vida sempre se renova. O olhar também.

A new look at what has already been here in another group of photographs. Life is always renewed. The look too.

 

Post nº 1000, Eddie Vedder & A paz esteja com todos (Post # 1000, Eddie Vedder & Peace Be With Everyone)

Adão

A estatística marca no número de posts 1000. Logo pensei, são as quatro estações que passaram por este Chronos. A cada 250 posts, uma delas se instalava e habitava cada espaço e depois cedia o lugar para a próxima. Assim, o verão, o outono, o inverno e a primavera cumpriram seus ciclos. E o Chronos voou dentro e fora destes ciclos. Viveu com rara intensidade e em especial aprendeu muito. Ciclos acabam e começam. Hoje, esqueço a estatística, é um número. Desejo ser e estar com cada um que por aqui passa e também deixa uma parte sua. A paz esteja com todos, sem exceção. Muito obrigado.

The statistic marks the number of 1000 posts. Soon I thought, it’s the four seasons that went through this Chronos. Every 250 posts, one of them installed and inhabited each space and then gave way to the next. Thus summer, autumn, winter, and spring have fulfilled their cycles. And Chronos flew in and out of these cycles. Lived with rare intensity and especially learned a lot. Cycles are over and begin. Today, I forget the statistic, it’s a number. I wish to be and to be with each one that passes here and also leaves a part of you. Peace be with all, without exception. Thank you so much.

Foto: Internet.

Fotografia: Perdido em Siena (Lost in Siena)

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Fotos: Chronosfer. Há muito tempo, aqui em Porto Alegre, em um bairro nobre apenas olhava os prédios e suas janelas vazias, ruas desertas, guaritas de segurança nas esquinas. Pouco depois, em um bairro popular, as janelas repletas de roupas para secar, janelas abertas, movimento, comércio, pessoas. Ali, me encontrei. Ali, a vida fez sentido. Em Siena, o tempo todo foi assim, com pessoas, movimento, vida, janelas abertas, roupas ao vento. Tudo se fez. Perdido? Sim, de humanismo da cidade e de seu povo. Experimentei o gosto da alegria e da felicidade.

Long ago, here in Porto Alegre, in a noble neighborhood, I just looked at the buildings and their empty windows, deserted streets, security guards at the corners. Shortly after, in a popular neighborhood, windows full of clothes to dry, windows open, movement, commerce, people. There I found myself. Life made sense there. In Siena, the whole time was like that, with people, movement, life, open windows, clothes in the wind. Everything was done. Lost? Yes, the humanism of the city and its people. I tasted the taste of joy and happiness.

Fotografia: O passado sempre presente (The ever present past)

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Fotos: Chronosfer. O presente é sempre passado, ou o passado está sempre presente? Sei apenas que olho os tempos e a névoa cobre minha memória. E o futuro?

Is the present always past, or is the past always present? I only know that I look at the times and the mist covers my memory. And the future?