Fotografia: Um dia na vida (A day in the life)

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Dia a Dia 22

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Fotos: Chronosfer. Gosto desde sempre dos Beatles. Hoje, escutava uma coletânea e lá está A day in the life. E veio a ideia do post. Cenas mais que comuns, nada de novo, nada de inovador ou surpreendente. Um dia você caminha e olha a fachada de uma casa e há arte, musical por acaso, ou em meio aos vinhedos, o trabalho curioso em cima de um barril, ou ainda um muro com a inscrição Cultiva Consciência, nuvens carregadas, flores desfocadas mas alegres ou ainda um simples passeio de bike pela beira do mar. Um dia na vida. Vale por ela inteira.

I’ve always liked The Beatles. Today, I listened to a collection and there is A day in the life. And came the idea of today’s post. scenes that are more than ordinary, nothing new, nothing innovative or surprising. One day you walk and look at the facade of a house and there is art, musical by chance, or amidst the vineyards, the curious work on top of a barrel, or a wall with the inscription Cultivation Consciousness, loaded clouds, unfocused flowers but cheerful or even a simple bike ride by the sea. A day in the life. It’s worth it all.

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Fotografia: O tempo pelos olhos (The time for the eyes)

O Sandro –Panografias – é daqueles amigos em que a gente senta para um café, tira o relógio do pulso e o mar recebe os rios de palavras que falamos. Dia desses, pediu uma fotografia. Uma fotografia! Não sabia ao certo qual, talvez ainda não saiba. Sua generosidade e talento com a escrita e a música abrem muitos caminhos. Então, um dia na Feira do Livro, que está acontecendo em Porto Alegre, vi um lambe-lambe e sua máquina de fotografar “séculos”. Olhei e pensei: pelo visor a história de muitas pessoas, de muitos lugares da cidade passaram por ali. Os olhos testemunharam essa passagem do tempo. o Sandro e sua poesia vão criar uma nova história. Obrigado, amigo Sandro.

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Sandro –Panografias – is one of those friends where we sit for a coffee, take the clock off the wrist and the sea receives the rivers of words we speak. Just the other day, he asked for a photograph. A photography! I was not sure which, maybe I do not know yet. His generosity and talent with writing and music open many avenues. So one day at the Book Fair in Porto Alegre, which is happening, I saw a lick-lick and his “centuries-old” camera. I looked and thought: on the display the story of many people, many places in the city passed by. The eyes witnessed this passage of time. Sandro and his poetry will create a new story. Thank you, friend Sandro.

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Acima, uma visão geral do fotógrafo, sua máquina, as reproduções em um dos lados, e o tempo registrado. O nosso tempo. O que fomos. O que somos.

Above, an overview of the photographer, his machine, the reproductions on one side, and the time recorded. Our time. What we did. What we are.

Fotos: Chronosfer.

Fotografia: Pela Itália

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Fotos: Chronosfer. Pelo interior da Italia a vida se revela vida. O passado habita o hoje, o hoje está ainda mais dentro do passado. Convivem em harmonia. A arquitetura humana se ergue em sentimentos e emoções. E somos todos iguais. Não importa o lugar nem o tempo.

Through the interior of Italy, life reveals life. The past inhabits today, today is even more within the past. They live in harmony. Human architecture stands on feelings and emotions. And we are all the same. No matter the place or the time.

Fotografia: Entre luzes, sombras e reflexos (Between lights, shadows and reflections)

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Fotos: Chronosfer. Em visita ao Museu Iberê Camargo, as obras misturadas entre as luzes do ambiente, formavam sombras e reflexos abstratos. O olhar ser tornou abstrato. A vida se tornou abstrata. Mas, aqui e ali nas fotos, um quê de realidade assombra o momento. E tudo volta ao normal.

During a visit to the Iberê Camargo Museum, works mixed with ambient lights formed shadows and abstract reflections. The look to become abstract. Life has become abstract. But here and there in the photos, a thing of reality haunts the moment. And everything returns to normal.

Paul McCartney, Sir

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The Beatles. Nos anos sessenta do início da minha adolescência, eles estavam presentes. E o passar do tempo em mim em nada modificou isso. Naqueles anos, havia uma ordem que eu imaginava ser a minha ordem: John, George e depois Paul e Ringo. Os vocais talvez indicassem que essa ou aquela canção não necessariamente seguia o Lennon&McCartney das assinaturas. E então, as minhas contradições apareciam: gostava das canções de Paul sem saber que eram de Paul. Claro, isso passados anos após o desfecho do quarteto. Levei quem sabe décadas para perceber que o beatle de verdade sempre foi Paul. Não consigo imaginar um show do tamanho dos que McCartney produz, com canções dos Beatles, feitos por Lennon ou Harrison. Não consigo imaginar John no piano e “Let it be” ou Harrison e “Eleonor Rigby”. Apenas não consigo imaginar. os quatro funcionavam juntos. E cada um com seu jeito de ser, de compor, de tocar, de cantar, de estarem juntos. Separados, John era ex-beatle, George também e Ringo muito próximo disso. Paul é o beatle. Ele toca e canta “Something” ao natural ou qualquer canção de John. parece que nada se quebra, é um beatle sendo beatle. E isso me comove. Levei tempo para entender. Hoje, Paul McCartney está em Porto Alegre. E posso dizer a ele, dentro do sonho, Sir Paul Mc Cartney, The Beatles.

The Beatles. In the sixties of early adolescence, they were present. And the passage of time in me did nothing to change that. In those years, there was an order that I imagined was my order: John, George, and then Paul and Ringo. The vocals might indicate that this or that song did not necessarily follow Lennon & McCartney’s signatures. And then, my contradictions appeared: I liked Paul’s songs without knowing they were Paul’s. Of course, this happens years after the quartet’s end. It took me decades to realize that the real Beatle was always Paul. I can not imagine a show the size of what McCartney produces, with Beatles songs, made by Lennon or Harrison. I can not imagine John at the piano and “Let it be” or Harrison and “Eleonor Rigby”. I just can not imagine. all four worked together. And each with his way of being, of composing, of playing, of singing, of being together. Separated, John was ex-beatle, George too, and Ringo very close to that. Paul is the beatle. He plays and sings “Something” to the natural or any song by John. it seems that nothing is broken, it is a beatle being beatle. And that moves me. I took time to understand. Today, Paul McCartney is in Porto Alegre. And I can tell him, in the dream, Sir Paul Mc Cartney, The Beatles.

Foto: http://newsmuz.com/news/2015/dom-gde-vyros-paul-mccartney-prodadut-na-aukcione-33601

Fotografia: Antes do temporal, que não veio (Before the storm, which did not come)

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Fotos: Chronosfer. O anúncio de temporal cada minuto acompanhou os desenhos e cores do céu. Pinceladas da natureza. Obra de arte. O temporal não veio. E de repente, chegou o azul, recebendo os tons marinhos de fim de tarde. Aqui, apenas os desenhos que se modificavam a cada instante. O azul, ficou na memória.

The ad of the storm every minute followed the designs and colors of the sky. Brushstrokes of nature. Work of art. The storm did not come. And suddenly, the blue arrived, receiving the marine tones of late afternoon. Here, only the drawings that were modified every moment. The blue one stayed in the memory.