Dulce Pontes: Peregrinação

Dulce Pontes

Disco duplo intenso. De uma riqueza singular. Duas partes em uma única. Peregrinação traz Dulce Pontes densa, forte, sensível. “Nudez” e Puertas de Abrigo” transformam cada faixa em hospedeiras da vida. Se o primeiro é a Dulce pianista e compositora/letrista avançando sobre percussão , temas de Amália Rodrigues, poemas de Fernando Pessoa e letra sobre “Meu amor sem Aranjuez” de Joaquin Rodrigo, o segundo é construído pelo sotaque espanhol. E ingressa mo universo argentino, em especial no tango, passando por Piazzolla, ou canções clássicas como “Alfonsina y el mar” (Ariel Ramirez/Felix Luna), mais uma composição de Jaime Torres, e duas outras em galaico-português com a assinatura do trovador Martim Codax. Dulce vij pelo interior da alma nesses dias complexos de hoje e o faz com consciência e acende a luz que a conduz para quem deseja fazer o caminho.

 

 

Anúncios

18 Respostas para “Dulce Pontes: Peregrinação

  1. Pingback: Dulce Pontes: Peregrinação — ChronosFeR – escreversonhar

  2. Confesso, respeito o fado, mas apesar de cá viver a quase 10 anos, ainda não consegui compreende-lo. Refiro-me ao fado mais puro. Gosto, mas causa-me uma estranheza muito grande. Prefiro a fusão, com o a dos madredeus. Mas os temas são lindíssimos e a voz de Dulce Pontes é belíssima. Abraços

    • O fado como o tango penso serem expressões únicas que ao longo dos anos ganharam novas leituras. Escuta o Andres Calamaro no “Tinta Roja” – acho que o disco está no YouTube – rock x tango com resultado maravilhoso ou então o Diego Cigala com um ar bem flamenco. Da Dulce te sugiro “O primeiro canto”, fusão e talento e tradição reunidos. Grande abraço.

  3. Sou portuguesa…mas tenho um “pequeno problema” com Dulce Pontes….
    Apesar de reconhecer que tem enormes capacidades vocais, não aprecio os agudos da sua voz. Para os meus tímpanos, por vezes ela “grita” demais. Num mesmo tema pode ir dos tons muito baixos aos agudíssimos em muito pouco tempo, e isso cria-me instabilidade emocional…. acústica….não sei como chamar!

    Eu ligo muito ao que o corpo me diz…e ele não reage bem!

    Mas como portuguesa, fico muito satisfeita por saber que ela é muito apreciada onde quer que cante. Aliás, pelos comentários deste post dá para perceber isso.
    Reconheço que o “problema” é apenas desta Dulce…porque a Dulce Pontes é certamente uma artista fantástica!

    • Oi, Dulce. Seu desconforto é natural. Eu também identifico que muitas vezes ela “grita” porém neste disco crédito à interpretação mais densa e aos arranjos. O que realmente importa é o que a gente sente e não a maioria. Você está certa em sua observação e agradeço muito pois enriqueceu o comentário. Muito obrigado. Um abraço.

  4. Eu vivi 14 anos em Portugal.
    Nunca ouvi Dulce Pontes nas rádios.
    Acho q nem na tv.
    Tenho impressão q os seus dotes são mais admirados fora de Portugal.
    Não gosto do seu estilo de cantar.
    Gostava muito do grupo MadreDeus.

    • Madredeus, com a Teresa Salgueiro era realmente fantástico. A Dulce faz caminho semelhante mas com arranjos diferentes que elevam mais o tom. Seu disco “O primeiro canto” eu gosto muito e o que está no post me aproxima muito pela incursão ao universo espanhol e platino. Gostei muito da sua observação. Muito obrigado. O meu abraço.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s