Fotografia: Pessoas

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Três momentos. Três pessoas. A Madre da Plaza de Mayo em Buenos Aires, seu Marciano em uma parada ônibus em Laguna (Santa Catarina) contando histórias e um anônimo nos vinhedos da serra do Rio Grande do Sul. Três vidas, três pessoas, um universo de tantas outras vidas.

Fotos: Chronosfer

Kraftwerk: The man machine

TheManMachine

O grupo alemão talvez tenha sido o verdadeiro precursor da música eletrônica, que vai desaguar na “moderna” dance music. No entanto, Ralf Hütter e Florian Schneider com a presença de Wolfgang Flür e Karl Bartos fez da segunda metade dos anos 70 até meados dos 80 o que há de melhor na música eletrônica. A quebra de paradigmas musicais, a introdução de vocais minimalistas, por vezes instrumentos como flauta e a percussão deram uma textura sonora brilhante e, sobretudo, precursora. O Kraftwerk anunciou o futuro em suas canções.  E ao escutar sua obra desde o início é viajar no tempo e de repente se descobrir dentro dele.

 

Lemonheads: Come on Feel

Lemonheads

Evan Dando. basta o nome para a referência virar Lemonheads. Nascida na metade dos anos 80, a banda tinha em seu DNA o punk e o pop. E com eles foi percorrendo os caminhos alternativos do rock. A mescla, carimbo do grupo, foi, ao longo do tempo – curto tempo, por sinal – se transformando em outras influências como o country, baladas acústicas, covers, inclusive de Simon & Garfunkel, e a estrada pareceu ser demasiada longa. Ainda bem vivos, mostram que sua origem permanece intacta. Mudam os nomes, não modifica sua gênese. Lemonheads é sempre uma ótima pedida.

 

Velvet Underground & Nico

Lou Reed

Está aí um disco soberbo, indiscutível, definitivo. Exagero? Pode ser. A verdade é que Lou Reed, John Cale, Sterling Morrison e Maureen Tucker apoiados, pelos vocais de Nico, cometeram um dos maiores álbuns da história do rock. Bom, rotular apenas como rock é injusto. Há uma diversidade de gêneros que se encontram em linhas perfeitas e ousadas. Passados 50 anos é atual, parece ter sido lançado ontem. Pop, rock cru, r&b convivem em harmonia. E ainda há Andy Warhol na capa e produção de áudio. Brian Eno também estava por lá. E pensar que à época vendeu apenas 30 mil cópias. Nada como o tempo para colocar tudo em seu devido lugar.