Pausa. Pause.

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Um tempo. Escasso. Estou no sul do sul do meu sul. Preciso desse tempo por mais escasso que seja. Logo, antes de 2016 dobrar a curva ali de cima, estarei de volta. Por aqui, continuarei lendo os posts que chegarem. Todos. Desejo alegria a cada dia de todos os dias, sendo o Natal um símbolo para que não haja fronteiras entre todos nós. O meu abraço fraterno.

Foto: Chronosfer

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Tony Bennett celebrates 90

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A vida que ao longo deste 2016, que se aproxima de sua despedida, nos deixou órfãos de muitos que fazem e sempre farão parte de nossas almas. Não existe tempo que apague a memória. Não sei se celebrar diante de tantas perdas é uma estrada que devo percorrer. Todavia, não posso e não devo nunca deixar sim de celebrar o que vivi com quem partiu. Em especial, meu irmão. E os amigos próximos que muito cedo foram se o apero de mão do até breve: Paulo, Max, Hermes, e a lista aumenta. E os artistas, que tanto nos envolvem com a sensibilidade, com o sonho. Então encontro este disco dos 90 anos de Tony Bennett. Como não celebrar. Não encontrei por completo. Fica um pequena introdução e algumas de suas canções ao longo de sua carreira, que aberta, progressiva, adiante de seu tempo foi capar de fazer duetos com Lady Gaga, kd Lang, Diana Krall, Amy Winehouse, Nora Jones e outros mais. Por tudo, pela vida, Tony Bennett.

John Cale: Fragments of a Rainy Season

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Ao ler uma crítica sobre Fragments of a Rainy Season, alentada coletânea de John Cale, o comentarista disse que se o pianista e guitarrista gravasse um disco unplugged seria esse ou parecido com esse. Comentários à parte, John fez um belo e tranquilo trabalho solo com seu piano, com sua guitarra, passando a limpo sua carreira. E consegue. Seu álbum é mais contemplativo, que os tempos de hoje exigem, tem algumas baladas, e traz a sempre inesquecível “Hallelujah” do Leonard Cohen. Intenso e calmo.

O primeiro vídeo é apenas um “fragmento”,  se continuarem a assistir vai entrar uma canção de Cale com Lou Reed.

Kula Shaker: Peasants, Pigs & Astronauts

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Os britânicos do Kula Shaker fizeram de Peasants, Pigs & Astronauts um álbum com todo o sabor de rock progressivo, quando preservou sua essência psicodélica, índie e toques de música indiana. Mesmo com influências vindas das grandes bandas de rock, com a produção eficaz de Bob Ezrin, o disco não fez o sucesso esperado. A sonoridade densa não é inovadora, as letras são  comuns mas o que parece faltar é a continuidade. As canções começam em alta e caem aos poucos, ficando a performance da guitarra de Crispian Mills. Todavia, vale a pena deixar no player e sentir a mescla de gêneros e instrumentos que criam em suas melodias.

 

 

 

Antonio Carlos Jobim: Wave

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Ou Tom Jobim. Talvez poucos possa expressar o sentido e o significado do cantor, compositor, pianista violonista que fez da bossa nova, juntos com outros músicos brasileiros como Carlos Lyra, Newton Mendonça, Luiz Bonfá,  Oscar Castro Neves e João Gilberto para citar apenas alguns, mais que um movimento. E ousou mesclar com gêneros como o jazz, o samba e a própria música popular brasileira. com o poeta Vinicius de Moraes fez parceira infinita. Como infintas são suas composições. Foi generoso ao dividir o palco com vários artistas em duetos inesquecíveis. Gravou com Frank Sinatra na década de sessenta e percorreu o mundo. Tom Jobim é a mais pura essência da música brasileira sem fronteiras.

Federico Vallejos: De Gardel a Piazzolla

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Um passeio pela obra que começa em Carlos Gardel e vai até Astor Piazzolla é a proposta do violonista e compositor argentino Federico Vallejos. A viagem visita outros criadores como Mariano Moraes, Enrique Delfino, Hector Stamponi além de canções de sua lavra. De Gardel a Piazzolla é um disco que atravessa os mares do tango sem abalos e tempestades, é um momento ensolarado e de paz que chega das cordas do violão de Federico. E mostra o quanto os ídolos portenhos são reverenciados sempre com leituras novas e criativas.

Lisa Nilsson: Hotel Vermont 609

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Um disco emblemático da sueca Lisa Nilsson com canções brasileiras, boa parte delas visitando o Clube da Esquina. Ora cantando em português ora em sueco, os arranjos são cuidadosos e criativos, passam uma sensação de pura tranquilidade. A voz suave ganha dimensão com as melodias desenhadas por instrumentistas como Carlos Malta e Jaques Morelenbaum. Encontrei este disco pela generosidade e sensível trabalho realizado pelo Daniel Lamounier e seus       http://cantosagradodaterra2.blogspot.com.br/,

http://nomadesemfronteira.blogspot.com.br/

http://terrabrasilis2.blogspot.com.br/

Quem quer conhecer música brasileira de raiz, música popular e internacional, basta uma visita a estes blogs. Hotel Vermont 609 é um verdadeiro presente que deve ser desfrutado com todo o cuidado e uma boa xícara de café.