Paul McCartney: Pure

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Tenho lá minhas e muitas restrições ao caráter demasiado comercial de coletâneas e compilações embora reconheça nelas papel de relevância em muitos trabalhos e também como um painel, ainda que limitado, da obra do artista. Por óbvio, as regras são quebradas e exceções nascem. Madeleine Peyroux lançou não faz muito um belo álbum duplo com sua trajetória – está em algum lugar deste Chronos. E outros mais seguiram o mesmo caminho. Pure dp beatle Paul McCartney é a casa onde habitam seus registros de 1970 até 2015. não, não se trata de desapego. A passagem do tempo vai polindo arestas, ajustando aqui e ali algumas incompreensões datadas, mas sobretudo revela o que todo o mundo já sabe: Paul é um excelente compositor. está certo que em tantas canções, o autor de “Yesterday” e “Eleonor Ribgy”não aparece assim tão fácil. Estão presentes Linda, Wings, e um belo punhado de canções que abraçam não apenas esse tempo se não que nos que o acompanhamos também. Pure e Paul são parte indissociáveis de nossas vidas.

 

 

Zé Nogueira Quinteto: Carta de Pedra

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A obra de Guinga está inserida no que há de melhor na música brasileira. Compositor fértil, criativo e dono de uma vasta bagagem em parcerias e leituras de tantos outros trabalhos, recebe do Zé Nogueira e seu Quinteto uma leitura de jazz à brasileira. O sax soprano de Nogueira soa suave como as composições de Guinga, e acompanhado de um grupo de instrumentistas de primeira como Jota Moraes no vibrafone, Jurim Moreira na bateria e a guitarra mágica de Ricardo Silveira, também recebe participações de Gabriele Mirabassi, Paulo Malagutti, Andrea Ernest Dias e Silvia Braga. Às vezes, ainda ouço aqui e ali que esse jazz é uma música de elevador ou de sala de espera de consultório médico. Bom, que seja, agora, é algo maravilhoso ser abraçado por melodias que fazem do tempo uma razão de ser.

Wilco: Schmilco

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Rock, folk e country mistura que faz do Wilco um grupo que, mesmo às vezes em águas do experimentalismo e do pop, se mantém fiel às origens. Após Stars wars chega ao público com Schmilco com doses criativas de rock, folk e country – as origens – em melodias melancólicas e densas. Há quem diga que o nome do disco tem tudo a ver com o cantor Harry Nilsson, que foi produzido por John Lennon, e que gravara o seu Schmilsson em 1971 e fez muito sucesso com canções de trilhas de cinema, com um pop sofisticado e o mega sucesso “Without You”. Wilco tem personalidade e estilo próprios, segue seu caminho ao natural e percorre suas melodias com extrema sensibilidade. Schmilco é um belo trabalho acústico sobretudo.

Jack White: Acoustic Recordings

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Uma trajetória acústica em Acoustic Recordings 1998-2016 traz Jack White para além do White Stripes, sem deixar temas da banda de lado. Estão lá canções como “Sugar never tasted so good” e “We´re going to be friends”, ou ainda do solo Lazaretto.  São 26 músicas que traçam o perfil do guitarrista e todo o seu jeito de compor/tocar e dispostas em formas distintas e alternativas e algum material inédito pelo meio desse caminho. Um disco que abraça as horas e deixa escapar os minutos para dentro de cada um de nós a cada faixa escutada.

 

Nils Lofgren:Cry Tough

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A guitarra de Nils Lofgren esteve ao lado de Neil Young e sua Crazy Horse, chegou a ser lembrado para ser o substituto de Mick Taylor nos Rolling Stones e suas composições foram divididas com nomes como Lou Reed ou então participar do disco Tunnel of Love de Bruce Springsteen & E-Street Band. Com essa bagagem, muita experieência adquirida, e estilo do mais hard ao acústico. Talento e densidade à disposição.

 

Alanis Morissette: MTV Unplugged

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Canadense de Ottawa, Alanis Morissette possui um talento incomum para transitar com naturalidade entre os gêneros: rock alternativo, pop rock, post-grunge, rock experimental e eletrônico, folk. Virtuose em vários instrumentos, faz de cada disco células de sua vida. Seus tecidos vibram e se renovam, mudam de formatos, avançam, ganham novas sonoridades. Sem medo do novo. Em 1999, gravou o MTV Unplugged, o elétrico em acústico, a guitarra pelo violão, os violinos. Uma tessitura sonora tranquila que seus sucessos acolheram. E juntos, também acolhemos.

Pogues: Red roses for me

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Os vocais de Shane MacGowan sempre fizeram a diferença. Não por  acaso os ingleses e irlandeses mexeu muito com os anos 80. Mescla de folk com punk rock original mostrou o caminho. E para quem foi produzido por Elvis Costello, Steve Lillywhite e Joe Strummer, que viria a ser do grupo, dispensa comentários. Seu estilo próprio, mesmo após a saída de Shane e o ingresso de Strummer não modificou a essência da sonoridade do Pogues. Mais que tudo, é sempre bom tê-los por perto.

 

Karmamelon, Griot,Jesse Paris Smith/Patti Smith & Angel Olsen

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Uma fotografia perdida entre as ruas de Montevidéu, uma manhã de frio e chuva acompanham o sábado em Porto Alegre e a música saudando os que por aqui passam com o desejo de feliz fim de semana.

 

Foto: Chronosfer
Pesquisa: Música portuguesa, digite no Google Elemento Musical e um universo de qualidade e sensibilidade abrirá muitos caminhos.

M. Ward & She & Him…

M.ward

Matthew Stephen Ward, ou simplesmente M. Ward, é um norte-americano nascido na Califórnia. Guitarrista, compositor, cantor, e mais tantas funções que o ofício exige, transita no índie folk e no country alternativo. Canções sensíveis, arranjos com texturas envolventes e um cantar ainda mais direto da pele para o coração. talvez fruto das influências vindas do jazz, do blues e do rock. Em 2006 com Zooey Deschanet forma o duo She & Him, preservando sua essência original. Para todos os dias, quando a tarde vai deixando para trás as horas do sol e encontra as da lua.