Tango e cavalos de corrida

Rio Volga 1

Hoje, dia 26, mais um mês em que esse fruto (saudade) que a cada dia fica mais maduro e ainda mais forte fica mais intenso amanhece ensolarado como tem sido o verão no sul do Brasil. O pai adorava tango. E a milonga. E uma taça de vinho tinto seco. E Carlos Gardel. E cavalos de corrida. E a família. Ingredientes para uma vida feliz. Ele ensinou a nós, meus irmãos e eu, a ouvir a música do Prata como se fosse a nossa música. E não havia jeito de aparecer com o rock, o música popular brasileira, a gaúcha, ou qualquer outro gênero. Tango. Bom, abria pequenas exceções: Frank Sinatra, Nat King Cole e outros mais do jazz lá bem de trás.  Aos poucos, começou a gostar de tango mais moderno, Piazzolla, e outros mais. Até mesmo os tangos mesclados com o rock, com o erudito, com o eletrônico. Mais perto de sua partida, só ouvia Gardel. E com os olhos fechados cruzava o disco final de uma corrida. (há tudo a ver entre o tango e as corridas. “Por una cabeza” é um desses tangos que entrelaçam ambos.) Deixo aqui, um disco especial, Tinta Roja, do Andrés Calamaro que ele gostava muito. E toda a vez que ele preenche todos os espaços, sinto que a saudade está alimentada e a presença do pai cada vez mais viva.

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