Miniconto: Luther – Música: Lô Borges, Al Di Meola, Madredeus, Neil Young, Leonard Cohen…

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Não há horizonte além dos olhos de Luther. A única linha que o separa da vida é a harmônica deslizando em seus lábios. Na textura do sopro, entranha-se o sol e as nuvens de poeira nublam as retinas. A pele da memória anoitece mais cedo. Os ossos da casa se desprendem e os estalos o acompanham como uma percussão.

Foto: Chronosfer: Vila Muñoz – Montevidéu.

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6 Respostas para “Miniconto: Luther – Música: Lô Borges, Al Di Meola, Madredeus, Neil Young, Leonard Cohen…

  1. Li repetidas vezes e foram tantos os sentidos e sentimentos que esse pequeno conto despertou que o silêncio tomou conta de mim. As canções e a foto, como sempre, fecham com delicada beleza. Um abraço como na dança.

    • É um conto complexo com um estranhamento que traduz sim vários sentimentos, mas que também se entranha pela realidade de muita gente que vive à margem da vida. Não por acaso seu nome é Luther. O abraço mais que dança, sim.

  2. Luther é “matéria” de fino trato: comedido em seus exageros, exagerado em suas partituras na clave de ré menos, ele dá a entender que exacerba ao extremo cada nota na casa de sol sustenido maior, fingindo tocar e fingindo ouvir, sempre assim algo entre o renitente e o penitente. Sim, Luther sabe, pelo menos parece saber, de coisas que escapam à maioria.

    Um abraço.
    Darlan

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