African Suite: Abdullah Ibrahim

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A formação clássica piano, baixo e bateria, por vezes acompanhada por orquestra de cordas, revela a universalidade do músico sul-africano Abdullah Ibrahim. Universal e com as raízes de sua África bem profundas. Um disco que abraça largo período de sua já longa carreira e influências em especial as tradicionais de seu continente e país, os ragas, a religiosidade e um quê muito intenso do ocidente, fruto de sua vivência na Europa. No entanto, percebe-se que suas virtudes ao piano ainda que contendo traços de Thelonius Monk e Duke Ellington – e quem disse que isso é negativo? – são de pura inspiração africana. Soube introduzir elementos do jazz às origens e desenvolveu um trabalho que pode atravessar o tempo sem macular sua história. Dessa mescla, e experiências com instrumentistas do jazz, está a perenidade de African Suite. As onze faixas correm nem tão apressadas nem tão lentas que não possamos parar e respirar o ar puro das harmonias que se encontram e vão crescendo a cada compasso. Sua vasta e criativa discografia contempla seu estilo contemporâneo e sobretudo sem fronteiras. Por vezes, alterna as formações que o acompanham, em outras mergulha fundo em sua essência de origem sem perder os timbres que o tornam um compositor com a alma livre para criar. Em tudo que se possa escutar de Ibrahim há elementos naturais da África, da África do Sul e dos lugares que o influenciaram e dos músicos que fizeram com que suas mãos ainda deslizem pelas teclas do piano como um rio que encontra o mar.

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