Jon Anderson: Toltec

Toltec

O nome de Jon Anderson está no íntimo e na história do Yes. Grupo que em 1968 dava seus primeiros passos no rock com uma formação inesquecível: Jon, nos vocais, Chris Squire, baixo, Tony Kaye, teclados, Peter Banks, guitarra, e Bill Bruford na bateria. Foram ousados, gravaram Byrds e Beatles até surgir em 1970 talvez seu melhor disco o The Yes Album. Porém, nem tudo que começa bem, continua bem. A entrada de Rick Wakeman nos teclados veio com o clássico Fragile que ao contrário de se manter nas linhas do rock foi para os lados da mescla com o erudito. Estava o Yes se inscrevendo na lista dos grupos de rock progressivo dos anos setenta. Fizeram alguns trabalhos bem elaborados, Close to the Edge, já sem aquele vigor roqueiro. E passaram a se desconstituir ao longo do anos, com entradas e saídas de seus membros originais. Nunca mais foram os mesmos. Jon Anderson iniciou curiosa e interessante carreira solo. Ou em parceria com Vangelis. Alterna bons e maus momentos, tanto sendo apenas Jon ou com outro parceiro, quem sabe com Vangelis a visibilidade e o sucesso foram mais perceptíveis. No entanto, um curioso e muito bem elaborado trabalho de Anderson chegou ao mercado nos anos noventa: Toltec. Os Toltecas foram um povo que viveram entre os séculos X e XII no México Central. Foram abatidos pelos Chichimecas que deram origem a civilização Asteca. Seu legado no entanto foi notável, deixando marcas como o calendário, a escrita e o trabalho em metal. De alguma forma, Jon penetra nesse império passado e o traduz, curiosamente, se valendo do rock progressivo para fazer a sua narrativa. As treze canções estão divididas em três partes, onde tenta capturar o ambiente de um povo extinto. Descreve, mais em musicalidade, as linhas mestras do poder, da criação, da força do terra, do sentido e significado dos toltecas. Não é um disco Yes, não um disco que se identifique com algum gênero, podendo se misturar ao new age, world music, o carimbo do rock progressivo denso no trabalho. No entanto, é intrigante e instigante ao mesmo tempo. Vale passar alguns minutos nesse universo criado por Jon Anderson e pela cicilização tolteca.

* Pelos povos do Nepal e da Índia, a nossa solidariedade.

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