António Zambujo em Porto Alegre, hoje

antonio

Pois consegui uma façanha: vou perder o show de hoje, no Teatro do Bourbon Country, do António Zambujo de lançamento do seu álbum Rua da Emenda. E sem desculpas. Sem olhar a agenda, assumi outro compromisso. E perder o novo expoente, segundo alguns críticos, do novo fado é imperdoável. Ao escutar o seu Ao vivo no Coliseu já havia ficado impressionado com a suavidade do seu canto e a brasilidade com que seu repertório se desenvolve. O filho do Alentejo é talentoso e possui um timbre de voz que torna impossível não se envolver com suas canções. E ele mesmo confessa as influências da música popular brasileira, de Noel Rosa, de Lupicínio Rodrigues, de ser um joãogilbertiano assumido e convicto. eis a essência do seu trabalho: o fado tradicional, a mpb, e por aí encontra elos entre os fados mais antigos com os chorinhos, e a aproximação é natural. Mas, Zambujo tem um olhar cosmopolita e interiorano o que configura seu trabalho como de integração. E uma integração que vai além. Grava sem medo algum o uruguaio Jorge Drexler e Serge Gainsbourg, cantou acompanhado de Yamandu Costa músicas com letras de Paulo César Pinheiro, já esteve com o gaúcho Márcio Faraco e já havia passado por Porto Alegre em 2003 em projeto da Universidade Federal.  Escuto ao fundo o seu Ao Vivo e bate aquele sentimento de culpa. É que resulta em não olhar a agenda. No entanto, o mais importante de tudo: António Zambujo está aqui e isso vale infinitamente mais que a minha agenda.

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