Soledad Villamil: Cancion de viaje

Soledad

Soledad Villamil é conhecida pela sua atuação no belíssimo O segredo dos seus olhos, em atuação com Ricardo Darín, de Relatos Selvagens. Estou sendo injusto. Demasiado injusto. Ela possui trânsito livre nas mais diversas áreas de expressão artística: teatro, cinema, música e televisão, por exemplo. Dona de talento superior, é capaz de realizar qualquer trabalho com a mesma intensidade que as exigências pedirem. Sem deixar nenhuma espécie de dúvida quanto ao resultado final. É uma artista completa. E, seus primeiros passos, na complexa vida na arte começa desde criança na música, estudando vários instrumentos musicais e por aí caminha, passando por outras tantas expressões da arte. Em uma dessas rápidas passagens, não lembro se por Buenos Aires ou Montevidéu, encontrei o disco Cancion de viaje, seu terceiro solo. É um disco que apresenta uma diversidade imensa em seu repertório repleto de paisagens e sobretudo com uma forte carga emocional. Um verdadeiro mix de compositores, em versões com a identidade de Soledad, e canções próprias escritas durante suas viagens. Entre os escolhidos estão Pablo Milanés e o poeta Nicolás Guillen, e Violeta Parra. Há uma passagem de “Biromes y servilletas”, das melhores do álbum, que tem a assinatura de Leo Masliah, que me trouxe um pouco do meu passado de repórter. Leo estava com apresentação marcada aqui em Porto Alegre, no Teatro Renascença. A pauta que recebi para a Revista Porto&Vírgula, então editada pela Secretaria Municipal da Cultura da capital gaúcha, era entrevistar o músico. Depois de trinta minutos de perguntas e respostas monossilábicas do tipo sim, não, não sei, não conheço, desisti de continuar. A noite, no show, o deslumbramento diante de tanto talento e disposição. Era outro Masliah. Fiquei sem a entrevista e ganhei um belo show. Agora, ao escutá-lo na voz de Villamil o passado se torna tão presente e apenas confirmo o que a quase unanimidade faz em relação a argentina de La Plata: extraordinária. As dez faixas passam rápido demais. Porém, são minutos preciosos que repercutem dentro de quem escuta que apenas saber que o disco está sempre por perto é motivo de alegria e felicidade. Soledad Villamil é patrimônio cultural da nossa América.



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