África, onde nasce a vida e a música

Tem longos anos, fins dos anos 90 do século passado – como isso soa estranho – que encontrei em uma loja de discos, que não existe mais, uma coletânea chamada The Music of Africa. Quinze faixas ou tracks distribuídas em setenta e sete minutos e dez segundos de pura emoção. Um disco que tão logo repousou no player, foi preenchendo todos os espaços do meu estúdio de trabalho, e fazendo com que eu deixasse de trabalhar naquela pouco mais de uma hora. E os nomes, quase todos, totalmente desconhecidos para mim. Creio que a maioria das pessoas do mundo também não os conheça. Está certo, há expressões que percorreram o mundo com a Anistia Internacional como o senegalês Youssou N´Dour ou a sul-africana Miriam Makeba, que já fizera sucesso no Brasil na década de sessenta com “Pata Pata”. Makeba faleceu em 2008.

Àfrica

O precioso encarte traz uma série de informações sobre os músicos que participam e ainda disponibiliza o vasto catálogo de músicas não apenas da África mas de todo o mundo, não escolhendo gênero ou ritmo. Passeia sobre a cultura com densidade e lança raízes ao o que talvez seja o desconhecimento sobre a cultura musical de várias partes do mundo, tal como é concebida por seus autores.
No álbum sobre a África, encontramos do Congo Mose ´Fan Fan´, de Zimbabwe Oliver Tuku Mtukudzi, da Algeria Hamid baroudi, da Ethiopia Mahmoud Ahmed ou Bana do Cabo Verde. Uma coleção fantástica, que não apenas nos introduz em um universo multifacetado de sons, percussões mas sobretudo de uma estado puro e seminal da vida. O tempo escoa rapidamente e o envolvimento com a sonoridade é imediata. A preservação de trabalhos como o que mantém viva as raízes do conhecimento serão sempre um alento para os dias de hoje.

http://www.youtube.com/watch?v=r2GBqKgwk8Y

http://www.youtube.com/watch?v=7ON_KSjqkbA

http://www.youtube.com/watch?v=k8wxmFcYKJI

Capa: reprodução Internet

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4 Respostas para “África, onde nasce a vida e a música

  1. Tenho navegado pelas publicações e gosto imenso dos temas aqui abordados, sobretudo a música, aqui podemos encontrar o novo e o antigo e isso é tudo de bom, é sobretudo uma linguagem intemporal, fico fã. Agradecimentos sentidos por estes rico contributos, quem sabe, sabe!

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