Nick Drake: quatro décadas de ausência

Nick_Drake_(1971)

A cena folk é de uma riqueza única. Ainda que muitos dos seus nomes passem despercebidos, os talentos se multiplicam, e alimentam a música. Para além de Bob Dylan, Cat Stevens, Neil Young, James Taylor entre tantos, desperta a atenção Nick Drake. Em 25 de novembro próximo passado foram completadas quatro décadas de sua morte. Aos 26 anos. Isso faz lembrar as perdas também prematuras de ícones como Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison e Brian Jones. Todos antes de entrarem na casa dos trinta.

Nicholas Rodney Drake foi um obsessivo instrumentista e compositor. Capaz de inventar afinações para cada canção composta e escrever letras alicerçadas em sua experiência de vida, criou o jeito Nick Drake de ser. Sua presença no cenário musical coincide, como sempre, com um período de profundas transformações que estão fincadas nos anos sessenta e se estendem até um pouco mais dos anos setenta. Autor de apenas três discos, todos afundados na escala de vendas, somente muito tempo depois o reconhecimento chegou. Antes, o jeito único, inquieto de Drake em nada colaborava em sua relação com o público e apenas alguns amigos o acompanhavam. Entre eles, os músicos do Fairport Convention. De quem abriu shows, inclusive. Os sucessivos fracassos, fizeram com que o seu segundo álbum fosse mais pop, mais comercial. Brayter Layter seguiu o mesmo caminho de Five Leaves Left: pouco reconhecimento. Em 74 entrega vinte e oito minutos de música dispostas em onze canções. Pink Moon teve participação de John Cale do Velvet Underground e a base musical estava concentrada em cordas, bateria e sax. Claro, e o violão extraordinário de Nick.

Levou muitos anos até que Norah Jones, Elton John, Brad Mehldau gravassem canções de sua autoria. No Brasil, Renato Russo o descobriu. E outras bandas com REM e The Cure apresentam referências notáveis do estilo único de Drake.

Agora, quando quatro décadas nos separam de sua partida, a sua obra é reverenciada e o seu trabalho é sem dúvida um trabalho de riqueza interminável, testemunho de tanta vida e inquietações que um jovem possa ter vivido naqueles fantásticos anos. Abaixo, dois dos seus trabalhos melancólicos e sensíveis.

www.youtube.com/watch?v=llNpigCSAZE

www.youtube.com/watch?v=3sQv04CFSdE

Foto capturada na Internet.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s