Raízes brasileiras com o Grupo Orange

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Do encontro entre vários instrumentos populares – rabeca, viola de 10/12 cordas, pífanos, berimbaus – com a gama instrumental erudita nasceu o Grupo Orange. Formado em 2003 pelo maestro Cussy de Almeida, ele se valeu da espontânea mescla de ritmos e sonoridades tradicionais do folclore para criar junto com o clássico uma música de concerto definida por estilos e sonoridades de essência brasileira. E, passando mais ao largo da mesmice tradicional de apenas mesclar, Cussy soube integrar o rural com o urbano, regravando peças da Orquestra Armorial além de maracatus, cirandas, modinhas, coco e ainda trouxe para o repertório canções populares do nosso Lua (Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira) “Assum Preto” e “Adivinhações”, essa assinada por Nelson Ferreira e Luiz Queiroga. Os arranjos revelam o quanto é, na verdade, estreita e tênue a fronteira e os limites até então quase intocáveis entre o erudito e o popular. O maestro mostra com sensibilidades todos esses movimentos que tornam, por exemplo, o baião uma música de câmera. A as semelhanças com compositores barrocos como Vivaldi são mencionados com naturalidade. A estética do Orange é de uma pureza impressionante em seus timbres brasileiríssimos. Trabalho essencial e profundo, que penetra em nossas raízes, abre possibilidades com o universal sem perder jamais a identidade. Raízes Brasileiras é um denso disco com 16 canções com composições do próprio Cussy de Almeida, Guerra Peixe, Capiba e Luiz Gonzaga. Se quiser conhecer melhor o Grupo Orange, passe no http://www.quadradadoscanturis.blogspot.com  Imperdíveis. Site e disco. Confira.

www.youtube.com/watch?v=QwvypmrgXmM

www.youtube.com/watch?v=hCo6przBvtM

Fonte: http://www.quadradadoscanturis.blogspot.com

Fain Mantega: o folclore e o contemporâneo na música argentina

Fain

Há muito a música contemporânea pede socorro ao folclore. Aos ritmos mais tradicionais. Isso em todo o mundo. Não raro se escuta mesclas de blues com rock, do erudito com o rock. Basta lembrar o chamado rock progressivo do Yes, do Emerson, Lake & Palmer, do Focus, exemplos da mistura com passagens memoráveis. Em nossa América não é diferente. Os ritmos desde a dominação espanhola se misturam. O folclore, o indígena, todas essas sonoridades acabaram se unindo e criando outras tantas sonoridades. Muitas delas criativas, outras nem tanto. Muito trabalho de recompilação do folclore foi realizado, na Argentina por Leda Valladares, no Chile, por Violeta Parra. Aqui em nosso pampa quanto da nossa cultura da terra passa por Paixão Cortes e Barbosa Lessa. Não significa, no entanto, a banalização da cultura musical. Muitas vezes penso que o estado virgem do folclore deva assim permanecer, em outros momentos saúdo o encontro das artes. E de contradição em contradição, vou descobrindo álbuns e nomes que procuram canalizar essa energia e conhecimento com criatividade. Assim, caiu-me em mãos pelo amigo Carlos Branco, da Branco Produções, um cd do Duo FainMantega. Na capa está escrito música contemporânea argentina, tango e folclore. Na contracapa, críticas positivas, inclusive uma assinada pelo nosso Egberto Gismonti e muito entusiasmado pelo desempenho de Paulina Fain, flautas, e Exequiel Mantega, piano. Com fortes influências colhidas no tango, no próprio folclore, no candombe uruguaio, na música popular brasileira, no erudito, o Duo consegue captar um quê de novo e mostra que muitas dessas mesclas podem produzir trabalhos que levam o público a buscar conhecer melhor a sua própria cultura. Com linguagem e identidade próprias, Fain e Mantega mostram fôlego para a composição e leitura de mestres com Piazzolla, Chick Corea, Keith Jarret, além, claro, dos compositores argentinos. Muito virtuosismo e talento corre pelas veias musicais da dupla. Quem ganha somos nós.

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www.youtube.com/watch?v=IbFi-PDBKjk

www.youtube.com/watch?v=KBkOIf3JFbs

www.youtube.com/watch?v=Kx6pFpEOL1E

www.youtube.com/watch?v=fGFFjVhpMbw

www.youtube.com/watch?v=pG8uNfvexPc

Foto e reprodução de capa capturadas na Internet.

 

A dos voces de Mario Benedetti e Daniel Viglietti

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Atravessar as longas avenidas de Montevidéu é caminhar sob o fio da história. O olhar se perde em suas construções antigas e respiram um quê de moderno. Nada se exclui na capital uruguaia. De dentro de suas fronteiras, a cultura transpira por todos os lados. Não se encolhe ao se encontrar com o Rio da Prata. Ou se aventurar pelos campos imaginários do pampa, dos verdes e dos gauchos platinos se entrelaçando com as terras do Rio Grande. Não há distância que nos separe. Mas, para cá das águas platenses, a cultura ganha o mundo. E também sofreu com o rigor do autoritarismo comum durante décadas nos países da América Latina. No pequeno Uruguai nasceu um dos maiores nomes da literatura: Mario Benedetti. Maio de 2009 se tornou triste e silenciou as Américas. Sua morte, aos 88 anos, deixou uma lacuna que jamais será preenchida. Todos os grandes jornais escreveram o que tinham que escrever e prestaram homenagens sensíveis ao grande e sensível homem. Chronosfer mostra aos seus leitores um trabalho extraordinário feito com um dos mestres da música do vizinho oriental. Com Daniel Viglietti, produziu um livro e cd extraordinários. A dos vocês é a marca da liberdade, da rebeldia, da esperança, do futuro. A dos vocês é muito mais que um livro e um cd. É um universo infindável de possibilidades. Às vezes, Daniel canta primeiro, Mario recita depois. Outras vezes, Bendedetti recita e Viglietti canta. O repertório desliza por toda a nossa alma, acelera o coração, sensibiliza os ouvidos mais áridos. Impossível ficar impassível diante de A dos vocês. Viglietti é daqueles homens que resistiram, como Alfredo Zitarrosa, e o pessoal de Tacuarembó – de grande presença na cultura e na política uruguaias – a qualquer forma de opressão. É dele o clássico “A desalambrar”, tema eterno sobre a questão da terra, tema comum aos países latino-americanos. Canção que passou no início dos anos 70 quase incólume pelos censores brasileiros nos inesquecíveis discos América do Sol, produzido por Abílio Manoel.

Daniel esteve em Porto Alegre na Usina do Gasômetro em 01 de maio de 2003 em memorável apresentação e show de consciência humana.

Encontrei A dos vocês em um quiosque de Buenos Aires. Livro e uma fita cassete pendurados e a preço mais que popular. Anos mais tarde, em Montevidéu, o cd compensou em parte as longas caminhadas que fiz em busca da possibilidade de encontrar Mario Benedetti. Não consegui. Estava na Espanha e doente, me disseram. Conversei longamente com Washington Benavides, escritor, ex-parceiro de Zitarrosa, com Eduardo Darnauchans, com Ruben Rada, ouvi Laura Canoura, murgas, candombes e não encontrei Mario Benedetti. Agora, repassando, descubro uma apresentação de Mario a um disco em homenagem ao espanhol Joan Manuel Serrat.

Mario partiu, as Américas estão silenciosas, mas sua obra grita ao mundo o grito da liberdade, da solidariedade, do humanismo.

Daniel estará mais uma vez em Porto Alegre, amanhã, às 21h, no Theatro São Pedro dentro do Festival El Mapa de Todos. O evento integra artistas latinos e brasileiros durante cinco dias de shows, debates e encontros. Ponto para a integração latino-americana.

www.youtube.com/watch?v=gCHCbtPDbno

www.youtube.com/watch?v=EX0PfMlTTMw

Reproduções capturadas na Internet.

 

The Swell Season: Strict Joy

Novo Swell

Disco de 2009, soa atual, como se o lançamento tivesse ocorrido ontem. Delicado, sensível, revela Glen Hansard e Markéta Irglová em seus momentos mais delicados e sensíveis. Já não mais um casal na vida real à época, cada faixa é quase confessional. Há espaço para se cada um seja o que é e há espaço para que suas vozes se complementem. Canções inspiradas e doces, arranjos bem estruturados, muito do The Frames, passagens típicas de Van Morrison, mas, sobretudo, o talento de ambos é maiúsculo.

Strict Joy é o segundo álbum da Swell Season. Para muitos poderá ser uma continuação do primeiro, com passagens próprias do filme que os uniu, mas prefiro pensar que é um trabalho muito mais amadurecido, mais elaborado ainda que repleto de emoções cuja essência está mesmo lá atrás, quando juntos. No entanto, a dimensão da criatividade de Glen e Markéta fica bem acentuada na participação ora de um ora de outro. A compositora nascida na República Tcheca – lindo país, de um povo extraordinário que pude conhecer – se mostra à vontade e cresce muito com composições consistentes e densas, o que aconteceu com extrema naturalidade em seu solo Muna já comentado nesse espaço. Glen segue seu caminho ao natural, avançando em seu estilo mais folk alternativo, muitas vezes fazendo apresentações com nomes como Eddie Vedder e Bruce Springsteen, por exemplo. Todas as canções são de muita qualidade e destacar uma ou outra não é justo. O disco é excelente tanto o simples e a parte ao vivo são maravilhosas. vale por inteiro, sem medo algum de escutar com a tecla programada no repeat.

www.youtube.com/watch?v=b5KV1Lf2NkY

www.youtube.com/watch?v=lL-iZEZrO2g

www.youtube.com/watch?v=PonavQsRK3M

www.youtube.com/watch?v=Db-2hPY0E5M

 

 

Capa: reprodução Internet.

Pink Floyd, cada vez mais um mar infinito

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Dentro de um período histórico, vinte anos não significa absolutamente nada. No universo da música, uma eternidade. Para os fãs, muito mais que uma eternidade, várias. Se em 1994 Division Bell poderia ser o encerramento do Pink Floyd, já sem o baixo de Roger Waters, 2014 é uma espécie de gran finale. Ainda que o título do novo álbum seja “rio sem fim” nada indica que eles estarão de volta mais uma vez. Na verdade, The Endless River é uma compilação que vem lá de trás, do último disco lançado. E também uma bela homenagem a Rick Wright, piano, que morreu de câncer em 2008. E tem como base as faixas descartadas nas sessões de estúdio do Division Bell ainda inéditas. Claro que todas receberam nnovos arranjos, foram regravados alguns trechos das canções, novos instrumentos e o resultado é o mais puro Pink Floyd possível.

Dividido em quatro partes, o álbum é quase exclusivamente instrumental, exceto pela canção “Louder Than Words”, que foi lançada há algumas semanas. O som é, repito, o mais legítimo Pink Floyd. Um diálogo tantas vezes reinventado entre os sintetizadores de Rick Wright e as guitarras de David Gilmour. O astrofísico Stephen Hawking também está no disco. O cientista britânico, que fala com a ajuda de um computador e já havia participado em “The Division Bell”, aparece na faixa “Talkin’ Hawkin”. O som é quase etéreo, viaja-se com a alma envolta nas sonoridades, nos silêncios, nos ruídos, no surpreendente, no insólito que somente o Floyd é capaz. Acima de rótulos, mesmo que ali em cima eu tenha escrito etéreo, a essência floydiana permanece intacta. E, para mim, a ausência de Waters em nada compromete o trabalho. Quando escuto os trabalhos solos tanto do baixista quanto de Gilmour, encontro no guitarrista muito mais Pink Floyd. O seu Live in Gdansk é muito mais floydiano, ao contrário de In the Flesh Live, por exemplo, de Roger, que possui outros nuances, embora tenha muita qualidade.

O que importa é que há um novo disco do Pink Floyd e devemos festeja-lo. Para escutá-lo basta clicar abaixo. Vale a  pena. Saudade que fica no passado, mas se projeto para o futuro.

www.youtube.com/watch?v=ADOQQiwgU0Y

Reprodução da capa: Internet.

 

The Stills-Young Band

Stills Young

Ao passar pela obra e biografia de Neil Young, estava lá o The Stills-Young Band. A data: 1976. Para começar mais outra confissão – de confissão em confissão vou me descobrindo – : os anos sessenta são imbatíveis em nível de cultura. Continuo cada vez mais certo disso, embora reconheça que nos dias de hoje há criatividade e muita transformação necessárias à Cultura e ao pensamento.

Umas das minhas paixões foi ( e é pelo que ainda existe no meu acervo ) o Crosby, Stills, Nash & Young. Houve variações do quarteto, ora dupla ora trio, por vezes cada um solo ou em outras agrupações. Seus trabalhos são extraordinários. Harmônicos, em vozes e melodias. Então, percebemos que David Crosby era do The Byrds, Graham Nash do The Hollies (eles gravaram um disco com canções do Bob Dylan curiosíssimo), o Stephen Stills e Neil Young andaram juntos pelo Buffalo Springfield. Em algum momento foram se desprendendo de suas origens para criarem o CSN&Y. E forma fazendo trabalhos magníficos, e também se separando, se reencontrando e assim por diante. Não faz muito, foi lançado um cd triplo de um show deles de 1974, que pode ser conferido no http://www.allmusic.com e torcer para que venha para o Brasil. Eles, no entanto, foram demonstrando suas diferenças, e suas afinidades. Crosby e Nash mais melódicos, mais harmoniosos em dupla, seguiram o seu caminho após desentendimentos gerais. Outra curiosidade, coube a Stills e Young, mais ligados ao rock, embora toda a essência folk, grava um disco com canções em que os quatro tinham e que não deram certo juntos. E nem mesmo a The Stills-Young Band teve vida próspera e longa. Resumiu-se a um único disco. Long May You Run é o resultado desses encontros e desencontros. Vigoroso e ao escutá-lo uma certa nostalgia nasce de forma espontânea. A presença de músicos como Jerry Aiello nos teclados, Joe Lala na percussão, Joe Vitale na bateria e flauta e George Perry no baixo dá solidez ao grupo. Um pouco irregular, falta aquele quê de CSN&Y, naturalmente, fato que não ocorreu com Crosby e Nash em dupla. Outra curiosidade, para variar, assim como o Cream abria os shows dos Bee Gees, três dos instrumentistas do Stills-Young participaram do LP Children of the world dos irmãos Gibb, Lala, Perry e o próprio Stills. Para quem estiver com vontade de conhecer a banda e só clicar no link abaixo.

LongMayYouRun

www.youtube.com/watch?v=NyRXoTZXrzA

Reproduções capturadas na Internet.

Neil Young, forever

Neil 2

Neil Percival Young, canadense de Toronto, que daqui a poucos dias completará 69 anos, é uma lenda. Por sua voz ora suave ora mais densa, pelas letras de suas músicas, pelo talento, pela criatividade e, também, por sua imensa capacidade de tocar folk, country, rock, hard rock ou qualquer outro estilo. Sua versatilidade junto à guitarra, violão acústico, harmônica, piano, banjo e outros instrumentos o colocam de fato e de direito como lenda. Acompanhado quase sempre pela eterna Crazy Horse, está de disco novo. Storytone chega ou em cd simples ou duplo. No simples, acústico, solo. No duplo, canções orquestradas. Disco com a assinatura de Neil Young. Para muitos pode até ser mais um de sua vasta discografia. Pode ser, porém o acústico é de altíssima qualidade. Confesso que o orquestrado me chegou estranho, ainda.

Capa Neil

Com o nome estrelado em formações históricas como Buffalo Springfield, Crosby, Stills, Nash & Young, The Stills-Young Band, Pearl Jam entre tantas outras bandas, o incansável compositor e cantor é considerado, atualmente, pela Revista Rolling Stone o 17º melhor guitarrista do mundo.

O disco que está chegando ao mercado, não foi bem aceito pela crítica. Em especial, repito, a parte que está à frente, como um crooner, de uma orquestra. A voz, antes àspera, frágil, delicada e imperfeita, se perde no emaranhado de 92 componentes, coral, big band de metais e percussão. O que funcionou em discos como Harvest Moon, Zuma ou Tonight´s the Night fica fora de compasso. Por outro lado, mesmo sendo o acústico melhor, as letras deixam a desejar, contrariando a regra de sempre. Alguns críticos consideram o disco dos seus piores, prefiro dar tempo ao tempo. De toda a sorte, vale a pena conferir. Em especial, a parte solo.

Neil 1

Abaixo, um pouco da trajetória de Neil Young.

www.youtube.com/watch?v=Eh44QPT1mPE

www.youtube.com/watch?v=8odlwI94uFA

www.youtube.com/watch?v=PxRKP940Fdw

www.youtube.com/watch?v=UlHf8rjkK5Q

Fotos: Acima, http://www.telegraph.com.uk – Photo: AP; capa, capturada na Internet e a terceira, http://www.meurock.com.

Markéta Irglová, muito além de Once

Mark e Muna

“Por outro lado, Markéta lançou em 2011 o cd Anar e neste ano de 2014 chega às lojas com Muna. Em ambos, a instrumentista e compositora se destaca mais como compositora e instrumentista. Sua voz, delicada, não se completa com as composições e fica faltando algo. Assim como a dupla australiana, Angus & Julia Stone, se completam, a sensação que fica é que Irglová não funciona bem sem a presença de Glen. Todavia, são trabalhos que merecem audição cuidadosa, pelo sensível tratamento dado a cada canção e, sobretudo, por mostrar o que sente.”

Bom, por este parágrafo em post mais lá atrás, recebi alguns e-mails, digamos, descontentes comigo pelo que escrevi sobre Markéta. Não havia, ainda escutado, na integra, Muna e a sensação que Anar passara foi exatamente o que postei. Eis o meu equívoco. Talvez, e devo reconhecer isso, porque gosto muito de Angus & Julia Stone, e da dupla Glen Hansard & Markéta Irglová ou The Swell Season, fiquei preso a um gostar que deveria ter sido relativizado com o irlandês e a tcheca. Senti mesmo que havia um certo descompasso no trabalho da pianista em seu disco solo, e identifiquei como sendo a ausência de Glen. Escutei outras vezes o delicado disco e continuei pensando o mesmo. Até que Muna chega bem devagar em meu ipod e em algumas caminhadas vou sentindo a pulsação de Irglová.

É um disco mais maduro. Mais folk, mais de raízes, acentuações pop, orquestrações perfeitas, e momentos jazzísticos além de vocais deslumbrantes. A vida de Markéta passou por transformações, vida nova, a maternidade, viver em Nova York e na Islândia, as influências, enfim, um somatórios de situações que foram muito bem absorvidas e transformadas em canções admiráveis e profundas. Disco ainda jovem, lançado em setembro passado, terá vida longa pela qualidade e por se alinhar como muito mais adiante da fascinante dupla que fez com Hansard. Se Once irá habitar o nosso imaginário pela beleza de filme que é, por certo, Markéta será lembrada pela extraordinária compositora e instrumentista que é. Como curiosidade, o seu marido Sturla Mio Thorisson é o produtor e sua irmã Zuzi está nos vocais e há também a presença de músicos novos e experientes como o guitarrista Rob Bochnick e a voz de Ainda Shaghasemi.

Peço atenção a este belo e insinuante e talentoso disco de Markéta Inglová.

Muna

Abaixo, o disco na integra, e abaixo, uma faixa do primeiro da compositora tcheca.

http://www.tramp.com.br/cultura/marketa-irglova-libera-o-disco-muna-para-audicao-gratuita/

http://musicapave.com/videoclipes/marketa-irglova-go-back/

Fotos: capturadas na Internet.