Pink Floyd, cada vez mais um mar infinito

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Dentro de um período histórico, vinte anos não significa absolutamente nada. No universo da música, uma eternidade. Para os fãs, muito mais que uma eternidade, várias. Se em 1994 Division Bell poderia ser o encerramento do Pink Floyd, já sem o baixo de Roger Waters, 2014 é uma espécie de gran finale. Ainda que o título do novo álbum seja “rio sem fim” nada indica que eles estarão de volta mais uma vez. Na verdade, The Endless River é uma compilação que vem lá de trás, do último disco lançado. E também uma bela homenagem a Rick Wright, piano, que morreu de câncer em 2008. E tem como base as faixas descartadas nas sessões de estúdio do Division Bell ainda inéditas. Claro que todas receberam nnovos arranjos, foram regravados alguns trechos das canções, novos instrumentos e o resultado é o mais puro Pink Floyd possível.

Dividido em quatro partes, o álbum é quase exclusivamente instrumental, exceto pela canção “Louder Than Words”, que foi lançada há algumas semanas. O som é, repito, o mais legítimo Pink Floyd. Um diálogo tantas vezes reinventado entre os sintetizadores de Rick Wright e as guitarras de David Gilmour. O astrofísico Stephen Hawking também está no disco. O cientista britânico, que fala com a ajuda de um computador e já havia participado em “The Division Bell”, aparece na faixa “Talkin’ Hawkin”. O som é quase etéreo, viaja-se com a alma envolta nas sonoridades, nos silêncios, nos ruídos, no surpreendente, no insólito que somente o Floyd é capaz. Acima de rótulos, mesmo que ali em cima eu tenha escrito etéreo, a essência floydiana permanece intacta. E, para mim, a ausência de Waters em nada compromete o trabalho. Quando escuto os trabalhos solos tanto do baixista quanto de Gilmour, encontro no guitarrista muito mais Pink Floyd. O seu Live in Gdansk é muito mais floydiano, ao contrário de In the Flesh Live, por exemplo, de Roger, que possui outros nuances, embora tenha muita qualidade.

O que importa é que há um novo disco do Pink Floyd e devemos festeja-lo. Para escutá-lo basta clicar abaixo. Vale a  pena. Saudade que fica no passado, mas se projeto para o futuro.

www.youtube.com/watch?v=ADOQQiwgU0Y

Reprodução da capa: Internet.

 

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