11 de Setembro, data para jamais ser esquecida

11 de setembro sacode o mundo. Abala todos os alicerces da humanidade. A civilidade desceu vários degraus. Encontrou o fundo do mais fundo que podemos atingir. 1973 e 2001 anos em a História sofreu duros golpes. O Chile ainda em ebulição com o governo socialista de Salvador Allende enfrentava resistência. A Unidad Popular, que se elegera de forma legítima, viria a ser derrubada, a ter a sua Constituição rasgada por sangrentos ataques ao Palácio La Moneda. A queda de Allende, protagonizada por setores da direita chilena unida a tantos outros setores da sociedade civil e em especial do exército comandado por Augusto Pinochet, deu início a talvez mais dura ditadura da América Latina. O sacrifício dos que apoiavam o governo, em particular os artistas e intelectuais – Victor Jara foi assassinado, Inti Illimani estava na Europa e lá permaneceu até 1988, proibidos de viverem em seu país são exemplos da crueldade da mão de ferro de Pinochet – que sofrem as consequências de tentarem transformar o Chile. O resultado todos sabem, o povo paga muito caro ações de golpistas, ações de quem rasga a Constituição sem olhar à frente de seus próprios passos. O sacrifício do presidente eleito foi um sinal para a América. Não aprendemos absolutamente nada. As ditaduras foram se alternando no Brasil, a nossa começou em 1964 e foi agravando com medidas como o AI-5, por exemplo, atentados, torturas, censura, e a lista não para de crescer, Uruguai, Argentina. Hoje, quando a Democracia ainda é um sonho a ser realizado, pouco se faz, pouco se avança. Vivemos de esperança e ela se esvai seja pela condução frágil do combate á corrupção, pela reforma política nunca realizada, pela impunidade cada vez maior, por campanhas eleitorais que agridem ao eleitor, por promessas não cumpridas e a lista é a cada dia maior. Isso sem falar em Educação, Economia, Segurança – será que hoje voltarei para casa? -, Emprego justo, Saúde compatível com as necessidades da população, Cultura. Paro aqui, pode parecer campanha eleitoral. Porém, fica um apelo à Justiça Eleitoral, adote o voto facultativo, tenho certeza que o brasileiro cansou de ser enganado. Ouçam as verdadeiras vozes das ruas, as que mostram o rosto e falam firme e têm consequência no que pensam e quere fazer. Nos que desejam um Brasil que seja Brasil de verdade.

Outra ponta da História aconteceu em Nova York. Hoje, treze anos do atentado às Torres Gêmeas. A morte de milhares de pessoas. O terrorismo assumindo o controle e desestruturando a vida. radicalismos levam tão somente á destruição, à morte. Nada se constrói, nada se transforma. Os atentados vistos em tempo real são um ataque à Humanidade. Ali, perdemos o sentido da vida. As diferenças não podem silenciar quem pensa ou é diferente. Devem ser motivo de aproximação. Utopia? Ingenuidade? Pode ser, quem sabe amanhã seja possível o convívio entre as diferenças.

Em 1906, Mahatama Gandhi criou o termo SATYAGRAHA, que pode ser traduzido por firmeza na/da verdade. Vem de Satya (verdade) e Agraha (firmeza).A palavra foi utilizada como forma de desobediência civil durante os movimentos de resistência NÃO VIOLENTA na Índia e África do Sul. Os motivos todos sabem. Está aí palavra adequada para os dias de hoje: verdade. Firmeza na verdade. Firmeza da verdade. Seguiremos esse caminho?
Na sequência, foto do ataque às Torres e abaixo Santiago do Chile.

Foto de Greg Semendinger/AP/NYPD via ABC News

Foto de Greg Semendinger/AP/NYPD via ABC News

Inter: fila não vai andar. Abel continua treinador

A declaração do presidente Giovanni Luigi colide com os interesses da torcida. Ela reverencia Abel, o seu passado vitorioso, é inegável. Porém, passado é história. O torcedor quer o presente. E os dias de hoje não contemplam Abel em sua plenitude técnica. Em outras palavras, o treinador do Internacional vive do passado. É hora de dar um basta. Não adianta o discurso pobre de que torcedor é passional. Não é. Se fosse, não iria mais a estádio de futebol – bom, a afirmativa esbarra nos preços dos atuais preços de ingresso nas novas arenas – tampouco se serviria de seus produtos à venda, em especial camisetas e muito menos seriam sócios. Os clubes, de um modo geral, não sabem olhar o torcedor. Olham-no apenas como fonte de receita.  Apenas isso. Ou quando estão mal nas tabelas dos campeonatos que disputam, baixam o valor dos ingressos. O Inter não ouve seus torcedores. Insiste com o que não consegue superar os problemas técnicos e táticos porque vive, além dos visível mal preparo físico.

O adversário de todos os tempos, o Grêmio, trouxe após demitir Enderson Moreira, o ferido Luiz Felipe Scolari. Massacrado pela Alemanha e Holanda, pela imprensa, pelos torcedores, encontrou no Mosqueteiro refúgio. Aos poucos, organiza o time.  Ao seu melhor estilo e começa a vencer. Caminho oposto ao de Abel, que desorganiza o time. A emblemática frase “vamos para dentro deles” é folclore.

Algo mais sério ocorre nos corredores do Beira-Rio. O primeiro passo é mudar a mentalidade de quem está no comando. Da presidência, passando pela direção de futebol, batendo à porta da comissão técnica e abrindo as janelas do vestiário. É hora de novos ares. O Grêmio fez e respira. O Inter insiste em usar tubos de oxigênio. Mais um pouco vai faltar estoque.

Presidente, ainda é tempo de a fila andar. Dê uma chance ao Internacional chegar entre os primeiros.

Abel Braga: o tempo passou. A fila anda. Peça demissão

Anos atrás, ao dispensar Iarley, o ex-presidente Vitório Piffero foi objetivo: agradeceu os serviços prestados e disse: “A fila anda”.
O Internacional não é sombra de ser um time de futebol. Sequer é uma equipe, que trabalha o coletivo. É mal distribuído em campo. É cada um por si. À beira das quatro linhas, Abel Braga é omisso. Bom de discurso, péssimo de estratégia, ressuscita uma velha história que vem de 2006, ano das grandes vitórias do clube. Era Abel o comandante de campo, porém, dizia-se que a estratégia da grande vitória sobre o Barcelona foi construída pelos jogadores. Há relatos de jornalistas que lá estiveram. Perder faz parte, é da vida. Perder sem um mínimo de esforço, um mínimo de indignação, é demais para os que hoje pagam e muito bem o acesso ao estádio. Abel não sabe olhar o jogo, não sabe fazer leitura de jogo. Para quem não lembra, ano passado fez parte da campanha que rebaixou o Fluminense, salvo pelo tapetão. Contratar um treinador que foi um dos responsáveis pelo rebaixamento de um clube como o tricolor das Laranjeiras é falta de visão da direção de futebol. Aliás, péssima direção de futebol. Nada pessoal, mas competência no trabalho é obrigação. A insistência com jogadores que não estão dando resposta causa revolta, pacífica, diga-se. É inconcebível perder não apenas no resultado, mas sobretudo nos aspectos técnicos, táticos e físicos de times da segunda divisão, ou na zona de rebaixamento do grupo A, é algo que não se justifica. Colocar Aylon aos 46 minutos do segundo tempo é agredir a inteligência do torcedor. É agredir ao jovem atleta, promessa de grande jogador que namora o banco de reservas, quando lá está. São muitos erros. É hora de mudar.
Como disse o ex-presidente Piffero, a fila anda.
Abel, em um gesto de grandeza, peça demissão em nome da sua história no próprio Inter.